Veja quem concorre à prefeitura nas 38 cidades da Região Central - Diário de Santa Maria

Eleições 201602/09/2016 | 06h13Atualizada em 02/09/2016 | 06h13

Veja quem concorre à prefeitura nas 38 cidades da Região Central

Do total, 19 cidades têm três candidatos ou mais, 18 têm só dois e uma cidade possui apenas um concorrente

Veja quem concorre à prefeitura nas 38 cidades da Região Central Bruna Taschetto/Agencia RBS
Foto: Bruna Taschetto / Agencia RBS

Os municípios pequenos costumam ter uma dependência maior dos repasses dos governos federal e estadual. O que, por si só, já é dramático. Outras circunstâncias, como dificuldade financeira das prefeituras, possibilidade de punições de órgãos fiscalizadores (TCE, por exemplo) e arrecadação escassa para as campanhas somam-se a isso, e o resultado é um só: a desistência de buscar a reeleição.  

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O Diário traz, nesta reportagem, um levantamento do cenário eleitoral da Região Central junto aos 38 municípios localizados na área de sua cobertura. Do total, 19 cidades têm três candidatos ou mais, e 18 têm só dois. Uma cidade possui apenas um concorrente.

Os 41 bairros de Santa Maria elegem suas prioridades

Ao todo, 28 prefeitos poderiam candidatar-se à reeleição em 2 de outubro. Deste número, 17 vão buscar um segundo mandato. Os outros 11 já estão em seu segundo mandato e, por isso, não podem mais concorrer. 

Veja como foi o primeiro debate entre os candidatos à prefeitura de Santa Maria

O cenário na região traz algumas situações que chamam a atenção. Uma delas é referente ao pleito de Ivorá, que conta com um único candidato: Ademar Valentim Binotto (PP). O município, com 1.870 eleitores e 2,1 mil habitantes, tem apenas um nome que almeja a cadeira de chefe do Executivo local. Sendo assim, a Justiça Eleitoral projeta que, com apenas um voto, que no caso pode ser do próprio progressista, ele se elege. E mesmo que ele se abstenha do processo, como brancos e nulos não são contabilizados como votos válidos, apenas um eleitor que votar em Binotto garante a eleição do político.

Além disso, há outras coligações que chamam a atenção e, inclusive, onde a aproximação destoa de uma afinidade ideológica. Prova disso é que o PT e PSDB, rivais no cenário nacional, no processo de impeachment de Dilma, estão juntos em Paraíso do Sul, Pinhal Grande, Santa Margarida do Sul e São Pedro do Sul. 

As propostas dos candidatos à prefeitura com relação às prioridades de Santa Maria


Já o PT e o PMDB, que até pouco tempo atrás estavam juntos no comando do país, mas tiveram forte racha em função do impeachment, seguem lado a lado em seis cidades: Agudo, Caçapava do Sul, Formigueiro, Jaguari, Lavras do Sul e Santana da Boa Vista.

Ainda em dois municípios, Itacurubi e Jari, há apenas candidaturas com chapa pura. Ou seja, a coligação tem os nomes do prefeito e do vice de um único partido. Em Itacurubi, os três nomes que disputam a prefeitura são do PT, PP e PDT. E em Jari, o pleito conta com três candidatos de lados também definidos: PSB, PMDB e PP. 

Avaliação

O cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer avalia que as alianças entre partidos mostram o verdadeiro lado das siglas: o pragmatismo em busca do poder a qualquer custo.

– O que se vê, nitidamente, por todo o país, é um aliciamento de partidos para a formação das coligações eleitorais. O entendimento é o mesmo, seja o partido que for: quanto mais partidos coligados, mais tempo de rádio e de TV. Mas as pesquisas mostram que nem é sempre assim.

*Atuais prefeitos que vão concorrer à reeleição

Um recorte que se repete no Estado

No Estado, dos 349 gestores aptos à reeleição, 126 deles desistiram de concorrer a um segundo mandato. A crise financeira influenciou na decisão. Conforme a Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), há, hoje, 73 prefeituras gaúchas com risco de atrasar a folha de pagamento. São municípios de pequeno, médio e grande porte, incluindo a Capital. 

Nessa bomba-relógio, chamada gestão municipal, os prefeitos convivem com uma combinação ainda mais explosiva: queda na arrecadação e aumento nas despesas. O receio, invariavelmente de todo político, é armar uma bomba para si mesmo ou deixar pendências ao seu sucessor. 

Evidência de status e de poder, ao menos, em municípios menores, essas condições não colam mais nem são atrativas. Em tempos de crise, o que os políticos e os mandatários de cargos públicos mais querem é preservar seus nomes e, assim, evitar apontamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ou descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Curiosidades na Região

– As 38 cidades da Região Central contabilizam, ao todo, 99 candidaturas à prefeitura
– Há apenas um candidato a prefeito em Ivorá. Ou seja, com apenas um voto ele está eleito
– 18 cidades contam com duas candidaturas
– Ainda há 19 municípios que contam com três candidaturas ou mais
– Em Tupanciretã, há cinco candidatos que disputam o pleito
– A coligação com o maoir número de partidos coligados está em Cruz Alta, onde o prefeito que busca a reeleição tem o apoio de 12 siglas
– Em São Gabriel, uma candidatura tem o apoio de 10 partidos, e outra, tem 7 siglas


 
 

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