Série "Como assim, candidato?" entrevista Valdeci Oliveira - Diário de Santa Maria

Eleições 201627/09/2016 | 16h15Atualizada em 27/09/2016 | 16h15

Série "Como assim, candidato?" entrevista Valdeci Oliveira

Candidato é o sexto entrevistado na série que trata das promessas de campanha dos concorrentes à prefeitura de Santa Maria

Série "Como assim, candidato?" entrevista Valdeci Oliveira Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

As promessas feitas pelos candidatos a prefeito de Santa Maria têm gerado muitos comentários e dúvidas: como serão cumpridas? São viáveis? E dinheiro para isso? Por esse motivo, a Página 2 iniciou, na semana passada, uma série de entrevistas com os oito concorrentes, que se chama ¿Como assim, candidato?¿. Entre as dezenas de propostas, são selecionadas quatro de cada concorrente. Valdeci Oliveira, do PT, é o entrevistado desta edição. Confira abaixo:

O senhor promete a construção de 4 mil casas populares. Com a crise atual, como o senhor fará isso?

Temos propostas concretas. Não há invenção, é a partir da experiência de prefeito. Tivemos na nossa época a captação de muitos recursos para casas populares. A primeira tarefa será criar, de novo, a Secretaria de Captação de Recursos para buscar recursos para a cidade, e não perder, como tem ocorrido. A partir do governo federal, tem o Minha Casa, Minha Vida 3, que dá as condições para que se cadastre o município para a construção de casas populares, e temos a experiência da nossa administração de buscar junto ao BID possibilidade de casas populares de baixa renda. A maioria das casas populares feitas aqui, ou nós começamos ou deixamos projetos. 

Mas pode prometer algo que depende da União?

O prefeito tem de ter a responsabilidade e a capacidade de fazer a coisa acontecer. Porque ser for pela mesmice dessa cidade, lá em 2001, quando eu assumi, não se fazia nada porque não tinha dinheiro nem para pagar a folha. Nós nos comprometemos em mudar a cidade e fizemos muito mais do que muita gente imaginava. 

O senhor promete cinco postos de saúde abertos à noite, até 22h, mas a maior dificuldade atual é contratar médicos, já que muitos acham baixo o salário da prefeitura. Como contratará?

A primeira coisa que temos de retomar em Santa Maria é a ampliação das equipes do Estratégia da Família (ESF). Nós tínhamos 16, criadas por nós, hoje não tem nem 16 mais funcionando. A ESF é diferenciada. O recurso vem tripartite, da União, do Estado e uma parte pequena do município, e o médico, o enfermeiro, tem um salário diferenciado. Hoje, um médico para entrar na prefeitura, deve ganhar R$ 1,7 mil, R$ 1,8 mil. Na ESF, está na casa de R$ 7 mil. Temos condição de, ampliando a ESF, melhorar o atendimento. A questão do turno até as 10h da noite, está pensado para Itararé, Camobi, Região Sul e Região Norte, porque, se ampliarmos até as 22h, vamos diminuir a quantidade de pessoas aqui no PA e na UPA. E estamos discutindo implementar uma fundação que facilite a contratação de todos aqueles da área da saúde. A exemplo de Canoas, Santa Rosa e experiências exitosas, a fundação tem como contratar com salário diferenciado.

O senhor promete a conclusão de 12 creches, cujas obras emperraram por problemas de licitação. Como resolverá isso? 

 A primeira coisa é não perder recurso, e a cidade tem perdido. Nós não conseguimos concluir nenhuma das creches. Ao mesmo tempo, as creches que eram para estarem construídas em Santa Maria, estão construídas e funcionando em Dilermando, São Pedro, Faxinal e Nova Palma. Não consigo entender como Santa Maria chegou a esse ponto. Sem fazer promessas absurdas, é imediatamente buscar as condições para que as 12 creches estejam construídas. A partir daí, vamos discutir a possibilidade de ampliação. 

Outra promessa é criar a Secretaria de Segurança, o que é responsabilidade do Estado. Como o senhor fará?

Já tivemos no nosso governo a Secretaria de Segurança Pública, que começou com a integração do serviço. A secretaria não vai sombrear o papel da Brigada e do Estado, mas o município pode criar a secretaria e o prefeito ser responsável por isso e ter um centro integrado de polícia, para planejar as ações. Segurança se trata também com iluminação pública, áreas de lazer em condições. Vou trabalhar nessa secretaria a implementação do policiamento comunitário, que deu certo em cidades como Caxias, Pelotas, Cruz Alta, onde a prefeitura entra com pequena contrapartida de uma bolsa para que o brigadiano possa ficar situado e morando nas regiões onde for criado o policiamento comunitário.

Como o senhor conseguirá dinheiro para cumprir essas promessas?

Não é promessa, é compromisso. Assim como em 2001, em que assumimos a prefeitura quebrada, com quatro folhas atrasadas, nós tivemos a capacidade política de articular, de negociar, de buscar recursos, de gerenciar a máquina pública, pagar tudo em dia, melhorar salários, plano de carreira, plano de saúde dos servidores, que vamos rever. Abrimos a Casa de Saúde, criamos um PA, implantamos o ESF, criamos um canteiro de obras na cidade porque tínhamos projeto, capacidade, uma secretaria de captação. Um prefeito não pode ser uma coisa tímida, tem de ser ofensivo. Nós seremos ofensivos. Quem fez, pode se comprometer em fazer. 

 
 

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