Série "Como assim, candidato?" entrevista Marcelo Bisogno - Diário de Santa Maria

Eleições 201621/09/2016 | 16h14Atualizada em 26/09/2016 | 10h00

Série "Como assim, candidato?" entrevista Marcelo Bisogno

Concorrente é o terceiro entrevistado da série do Diário que trata das promessas de campanha à prefeitura de Santa Maria

Série "Como assim, candidato?" entrevista Marcelo Bisogno Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

As promessas feitas pelos candidatos a prefeito de Santa Maria têm gerado muitos comentários e dúvidas: como serão cumpridas? São viáveis? E dinheiro para isso? Por esse motivo, a Página 2 iniciou na segunda-feira uma série de entrevistas com os oito concorrentes, que se chama ¿Como assim, candidato?¿. Entre as dezenas de propostas, serão selecionadas quatro de cada concorrente. Marcelo Bisogno, do PDT, é o entrevistado desta quarta-feira. Confira:

Em uma das suas promessas, o senhor fala em ter a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de prefeito, secretários e CCs. É viável legalmente?

Nossa proposta é de transparência total. Quem estiver à disposição de ser cargo de confiança do prefeito, nós temos de ter todos os dispositivos que deem a maior transparência. Que quem está se doando ao município, tem de dizer que o meu sigilo do telefone pago pelo cidadão, que o sigilo bancário da conta paga pela prefeitura, está à disposição sempre precisar. Essa é uma das maneiras que a gente quer trabalhar com pessoas idôneas para moralizarmos muitas coisas. 

Isso não pode gerar ações judiciais futuramente?

Se a pessoa foi convidada e aceitou ser cargo de confiança e assinou esse compromisso, de transparência total, eu não vejo problema de discussão jurídica. 

O senhor promete criar a Secretaria de Segurança com Guarda Municipal armada?

Vamos, primeiro, reduzir secretarias. De 21 hoje, vamos reduzir para 16. Tenho certeza que, com isso, a cidade vai funcionar do mesmo jeito ou até de forma mais eficiente. E uma dessas secretarias, vamos transformar em Secretaria de Segurança Pública. Ela, com o seu secretário especialista na área, é um reforço importante. E assim vamos potencializar a Guarda, que hoje tem falhas na sua estrutura, de automóveis. Muitos estão com problema mecânico e baixados. Tem muito espaço público que a Guarda poderia estar ocupando e não está. E a Guarda armada é um projeto a médio e longo prazo, como existe em Caxias do Sul e em Curitiba. Se a médio e longo prazo, tivermos o reaquecimento da economia local, destravando a cidade com os problemas que tem hoje de alvarás, conseguindo liberar para que as pessoas possam empreender em Santa Maria, teremos recursos. A Brigada tem perdido de 700 a mil PMs a cada ano. Temos de dar a nossa contribuição, seja com efetivo na rua, com iluminação pública, enfrentar os terrenos baldios, ampliar o monitoramento de câmeras não só na área central, mas nos bairros. Nós podemos sim, daqui a dois ou três anos, ter condições de fazer concurso e, com caixa, ter recursos para ter a Guarda armada e trabalhar em conjunto com a Brigada.

O senhor promete criar a central de frotas. Como?

É uma questão simples, é gerenciamento dos veículos que o município tem. A secretaria mais importante para destravar a cidade, que trata dos licenciamentos e questão de alvarás, tem só um veículo para três pessoas. Um dia esse veículo fica com as três pessoas que vão para a rua buscar informações que são fundamentais para liberar o início de obras, e no outro dia vai para outro setor. Daí tu olha no pátio da prefeitura e tem 20 carros parados. O que é isso? É gestão. É colocar todos os veículos cadastrados dentro de um controle e onde haja uma gestão, e todo funcionário autorizado para usar veículo passe por essa central.

O senhor promete revisar as rotas do transporte coletivo, mas como só isso vai melhorar o serviço?

Vai. Temos loteamentos e bairros aumentando, e o ônibus não atende. Regiões têm sofrido com os horários nos finais de semana. Às vezes a prefeitura tem asfaltado ruas onde não cruza ônibus. Temos de fazer uma revisão nas rotas e reorganizar a área central e alguns bairros. Fazer mudanças, pois hoje a maioria das ruas converge para a área central e poucas tiram. Temos de criar perimetrais em ruas que já existem para desafogar o fluxo no Centro. 

Como pretende conseguir dinheiro para cumprir essas e outras promessas?Todas as nossas propostas não exigem muito recurso. É mais de gestão pública e de ação do prefeito. A única coisa que requer mais recursos e que estamos colocando a médio e longo prazo, se tivermos condições, é a Guarda armada. Conhecemos o orçamento de Santa Maria. Em 2017, a cidade vai perder R$ 100 milhões de arrecadação. Por isso, nossa campanha tem sido clara, de reconstruir Santa Maria, fazer o básico com R$ 75 milhões que vai ter em 2017 para investimento, e investir onde precisa, que é saúde, infraestrutura e segurança. Se tivermos de cortar balonismo e outros eventos, vamos cortar. Foi colocado muito dinheiro em alguns eventos e situações. A máquina tapa-buracos, a prefeitura colocou R$ 2 milhões em aluguel para três meses em uma máquina que, nova, custa R$ 350 mil à vista. É algo que a cidade pede explicação. Faço balonismo e gasto R$ 4 milhões ou R$ 5 milhões em oito anos, ou invisto em patrolamento em interior ou calçamento nos bairros?

 

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