Série "Como assim, candidato?" entrevista Jorge Pozzobom - Diário de Santa Maria

Eleições 201626/09/2016 | 16h39Atualizada em 26/09/2016 | 16h43

Série "Como assim, candidato?" entrevista Jorge Pozzobom

Candidato é o quinto entrevistado da série que trata das promessas de campanha à prefeitura de Santa Maria

Série "Como assim, candidato?" entrevista Jorge Pozzobom Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

As promessas feitas pelos candidatos a prefeito de Santa Maria têm gerado muitos comentários e dúvidas: como serão cumpridas? São viáveis? E dinheiro para isso? Por esse motivo, a Página 2 iniciou na segunda-feira da semana passada uma série de entrevistas com os oito concorrentes, que se chama ¿Como assim, candidato?¿. Entre as dezenas de propostas, são selecionadas quatro de cada concorrente. Jorge Pozzobom, do PSDB, é o entrevistado desta vez. Confira:

Como o senhor promete abrir o hospital regional, se ele é obra do Estado?

Em 2009, consegui R$ 19 milhões para fazer o hospital. Ficou 72% pronto. O Tarso não concluiu 28% e o hospital ficou pronto agora. Vamos dialogar com o Estado. Já falei com o secretário Gabbardo, se for necessário, vamos lá em Brasília, que é onde tem o recurso. Nossa proposta é que a Ebserh assuma o hospital, daí vêm os R$ 89 milhões para pagar os 1.241 colaboradores. E para equipar o hospital, custa de R$ 40 milhões. Já falamos com a bancada federal para buscar uma emenda para isso. Nós temos de falar com o Ministério da Saúde, que cortou muito dinheiro, que para esse hospital ser 100% SUS, ele vai ter de aumentar o recurso para ele funcionar. 

Outra promessa é criar o Poupa Tempo. Mas só isso vai garantir a desburocratização da emissão de alvarás?

Vamos resolver o problema. Hoje são 700 estabelecimentos interditados por não ter alvará. Eu voltei lá na Assembleia o projeto de lei que simplifica aquilo que é simples. Por exemplo: boate e posto de gasolina, que tem de ter um rigor maior, você deixa mais rigoroso, e nos outros tu simplifica. Como vamos unir o trabalho de bombeiros com prefeitura? Eu fiz emenda nesse projeto para garantir que se possa fazer convênio. Criaremos um espaço, o Poupa Tempo, em que estarão prefeitura e bombeiros, para trabalhar junto e agilizar. Vamos votar emenda que vai criar o Funrebom. Entidades privadas vão poder dar dinheiro para a gente equipar. É modelo parecido ao de Restinga Seca. onde o prédio dos bombeiros foi feito pela Associação Comercial. Temos modelos plausíveis. 

O senhor promete instalar a cerca eletrônica na cidade. Será suficiente para reduzir a criminalidade? Como será?

Nós temos plano municipal de segurança pública, que está planejado, e nós queremos, a partir de janeiro, colaborando com todos os órgãos de segurança, fazer aquilo que eles nos pedirem. Por exemplo, uma medida que temos competência e dinheiro para fazer é a iluminação pública. A prefeitura cobra uma taxa para isso. E cerca eletrônica é um exemplo que foi feito em São Carlos (SP) e em Canoas, do prefeito Jairo Jorge, do PT. Eu estive lá. O que é cerca eletrônica? Nós vamos monitorar as seis rotas de fuga e as seis rotas de entrada de Santa Maria. Mais de 90% dos crimes que ocorrem são com carros furtados. O carro que for roubado e entrar em Santa Maria para praticar crime, a câmera vai identificar e ter um bip, que vai dar na central da Brigada. Vai permitir que os órgãos de segurança tenham agilidade para evitar o crime. Já falei com o ministro Alexandre Morais, da Justiça, e lá nós vamos montar esse projeto, que custa R$ 15 milhões. Não é valor impossível. 

 O senhor promete mutirão fila zero nos postos, mas como vai conseguir contratar mais médicos, já que muitos não querem trabalhar na prefeitura devido ao salário?

Até o dia 30 de novembro, que é o último dia para votar o orçamento, vamos colocar R$ 1,5 milhão nele, já vamos votar neste ano, para contratar 50 médicos, 50 enfermeiros, 50 técnicos de enfermagem e, em colaboração com os nossos servidores da saúde, vamos zerar a demanda das filas. O problema dos médicos, vamos como em Belo Horizonte. O Sindicato Médico e a prefeitura fizeram novo plano de carreira. Lá tinha 20, 30 e 40 horas e criaram plano de 12 e 24h. Há alternativa. E não só o servidor, até se o prefeito não for trabalhar, tem de ser retirado.

Só com isso os médicos terão interesse? 

O médico que não tiver interesse de trabalhar na prefeitura não é obrigado. Pede para sair. Mas quero dizer é que o mutirão fila zero vai ser resolvido com contrato emergencial que vamos fazer.

Diante da crise, como vai conseguir dinheiro para cumprir essas promessas?

Assumo compromissos. Tenho orgulho de dizer que não faço parte desse concurso de promessas posto no período eleitoral. A União tem papel fundamental. Eu já falei com o ministro Bruno Araujo, das Cidades, um dos únicos ministérios que têm dinheiro para investir. Ele é do PSDB e me garantiu que, nós levando os projetos, conseguiremos recursos. Temos muito para fazer com verba própria. E o Poupa Tempo, haverá parceria privada. O Sinduscon tem interesse para agilizar alvarás. Conheço o Orçamento, e o que não estiver lá, vamos dialogar com Estado e União. O que em Santa Maria não pode acontecer é ter prefeito que, por conta de um conflito político e nacional, fique isolado e não dialogue com Estado e União. 

 
 

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