Série "Como assim, candidato?" entrevista Fabiano Pereira - Diário de Santa Maria

Eleições 201628/09/2016 | 17h46Atualizada em 28/09/2016 | 17h46

Série "Como assim, candidato?" entrevista Fabiano Pereira

Concorrente é o sétimo a ser entrevistado na série que trata das promessas de campanha dos candidatos à prefeitura de Santa Maria

Série "Como assim, candidato?" entrevista Fabiano Pereira Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

As promessas feitas pelos candidatos a prefeito de Santa Maria têm gerado muitos comentários e dúvidas: como serão cumpridas? São viáveis? E dinheiro para isso? Por esse motivo, a Página 2 iniciou, na semana passada, a série de entrevistas com os oito concorrentes, que se chama ¿Como assim, candidato?¿. Entre as dezenas de propostas, são selecionadas quatro de cada concorrente. Fabiano Pereira, do PSB, é o entrevistado desta edição. Confira:

O senhor promete pagar horas extras a PMs. Como fará? E é constitucional?Totalmente constitucional. Chama-se atividade delegada. Vários municípios do país hoje fazem. O primeiro foi São Paulo. Aqui, há muito tempo, Caxias e Bento Gonçalves pagam aluguel de policiais. Como será? Nós aprovamos uma lei na Câmara criando a gratificação por atividade delegada, faz-se um convênio com o Estado, o policial, voluntariamente, vai à prefeitura e diz quantas horas pode fazer, e a prefeitura deposita o dinheiro na sua conta. Isso também é defendido pelo candidato à prefeitura da Capital, Nelson Marchezan Jr (PSDB). E para se ter uma ideia do impacto, cada hora extra de brigadiano é R$ 23,51. Com R$ 100 mil por mês que vamos colocar, eu compro mais de 4,5 mil horas de mais policiamento na rua. E de onde vou tirar esse valor? Vou cortar 20 CCs da prefeitura. Isso é urgente. 

Como funcionaria em relação a combustível, carros ou em eventual acidente envolvendo PMs enquanto trabalham para a prefeitura?

Por isso se chama atividade delegada, e tem um convênio. A prefeitura entra com as horas extras, e o Estado entra com o dia a dia. Eles vão trabalhar com a viatura da Brigada, o fardamento, o revólver e toda a condição de poder atuar. Vai fazer com que o policial trabalhe mais satisfeito, porque todo mês ele vai receber um recurso a mais. E sobre a saúde mental dos policiais, eu sei porque sou filho de brigadiano, e meu pai era um que tinha turnos de trabalho. Por isso, repito que vai ser voluntário. 

O senhor promete creche noturna, de 19h às 7h. Como?

Passo Fundo já tem creche noturna, é uma só e funciona com alta qualidade, e significa opção para mães que trabalham à noite, em bar, restaurante, hotel, hospital. Vejo as pessoas dizendo: primeiro temos de terminar as 12 creches para depois abrir mais. Bom, quer dizer que não vai abrir nenhuma vaga? Nós, não, dizemos o contrário. Cada vaga que abre na creche, vem verba do Fundeb. E enquanto as obras das 12 creches, que vamos terminar, não estiverem concluídas, nós vamos fazer o que é feito hoje: comprar vagas nas particulares e filantrópicas. Já temos 750 vagas assim. A noturna será, para começar, com compra de vagas. Como muitos bares e hotéis são no Centro, a gente terá o transporte com o bilhete único, em que a pessoa poderá pagar uma passagem e deixar seu filho.

O senhor promete cinco postos de saúde até 22h. Mas como contratará médicos, pois muitos não querem trabalhar pelo salário atual?

Vamos abrir até as 22h. Isso é muito importante para reduzir a fila no PA e na UPA. Já fui secretário da Saúde, eu sei o impacto disso. Boa parte das pessoas vai na UPA entre 20h e 21h30min, o que significa que vai ser atendido de madrugada e que no outro dia, ele não vai trabalhar. Se garantirmos os postos até as 10h da noite, com remédio, exame e especialista encaminhado, a médio longo prazo, economizamos dinheiro. Os médicos, eu vou fazer um plano de cargos e salários para propiciarmos a contratação de mais profissionais. Mas tem medidas emergenciais. Temos a UFSM e a Unifra com cursos de Medicina, e podemos colocar estagiários do 9º semestre, que já estão estudando há quatro anos e meio, para atender nas unidades básicas e no PA, com orientação, dando rapidez. 

O senhor fala em construir 2,5 mil casas populares. Como pode prometer se não depende só da prefeitura?

Porque vamos atrás. Não delegaremos responsabilidade. Magali já foi exemplo disso. Ela fez 2,5 mil casas e a exigência dela para estar conosco é que muita gente ficou na fila e não conseguiu mais 2,5 mil. Hoje já tem projeto pronto para mais 1,1 mil casas, atrás do quartel do parque. Então, estaremos aptos para que, assim que o programa abrir, já estaremos com os projetos protocolados. 

O senhor promete ainda construir 12 ginásios, BRT, dar uniforme escolar, criar 24 equipes do ESF. Como conseguirá dinheiro?

Faremos parcerias com a iniciativa privada, trabalhando juntos, com PPPs, que são importantes, inclusive para o Parque Itaimbé, o Vicente Pallotti, o Nonoai, o do Jockey, o Parque do Morro. E vamos buscar recursos. Temos as portas mais abertas hoje. É a minha coligação, tanto no governo do Estado quanto no federal. Como também eu sei o caminho dos financiamentos internacionais. Deixei US$ 59 milhões do BID, que fui a Washington buscar ao Estado. Então, com bons projetos, tudo se ajusta. E Santa Maria fez o ajuste fiscal, paga tudo em dia. Quando a roda da economia girar, em 2018, teremos os 20% para dar contrapartida e teremos capacidade para receber financiamentos.

 
 

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