Especialistas avaliam o futuro de Santa Maria na era Temer em cinco áreas  - Diário de Santa Maria

Após o impeachment01/09/2016 | 06h16Atualizada em 01/09/2016 | 06h16

Especialistas avaliam o futuro de Santa Maria na era Temer em cinco áreas 

Desafios em âmbito nacional terão impacto local

Especialistas avaliam o futuro de Santa Maria na era Temer em cinco áreas  Mateus Bruxel/Agencia RBS
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

Findado o que para uns é "golpe" e, para outros, é "impeachment", paira um questionamento: em uma nação pode haver derrotados ou vencedores? O Brasil se viu, nos últimos meses, frente a um filme visto em um passado recente: há 24 anos, o país vivia a mesma realidade, a discussão em torno do impedimento de um presidente da República. 

Os desafios do governo Temer

O capítulo final pode ser visto, nesta quarta-feira. Mas qual o efeito prático desse impeachment à sociedade? Na manhã desta quinta-feira hoje, os 11,8 milhões de desempregados acordarão na mesma condição e em busca de uma recolocação no mercado de trabalho. A realidade também seguirá sendo a mesma para os 60 milhões de brasileiros que seguem inadimplentes. Não existe vara de condão, afirmam os especialistas ouvidos pelo Diário. 

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Mas nesses 28 meses que restam ao agora presidente Michel Temer (PMDB) estão desafios que saem da conta de Dilma e recaem sobre os ombros do peemedebista: buscar reequilíbrio fiscal e econômico, recuperar a confiança dos investidores, conter o rombos nas contas públicas, desarmar a bomba-relógio da previdência, conter a inflação e ainda retomar as obras de infraestrutura.

Os reflexos dessa crise política, ancorada em um cenário de elevado descontrole da economia – inflação em disparada, desemprego em alta e contração do PIB –, reverberam em Santa Maria (leia abaixo). O município, a exemplo de outras cidades do país, sofre os efeitos de uma economia combalida e convive com o desemprego e a retração do comércio e da construção civil.

Leituras

Dejalma Cremonese, professor do departamento de Ciências Sociais da UFSM e doutor em ciência política, vê o impeachment como "uma ruptura à própria democracia".

– O impeachment é um somatório de circunstâncias: começou com a reeleição dela, em 2014, e com a perda de força no Congresso. Após isso, veio a recessão econômica. Não houve qualquer tipo de crime do ponto de vista jurídico. Foi, sim, um golpe parlamentar.

Já o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer entende que Dilma saiu pelo conjunto da obra:

– É o fim da era do PT no poder. O impeachment é um julgamento político e ela saiu por um instrumento legal.

Unanimidade

Contudo, os dois concordam em um aspecto: os ânimos devem seguir acirrados com a propagação, por um bom tempo, de palavras de ódio e de discursos de intolerância seja nas ruas ou na arena das redes sociais entre "petralhas", e "coxinhas".

Cremonese entende que Lula segue sendo a aposta do PT para 2018. Ele avalia que, no pleito deste ano, o partido pode contabilizar uma baixa na conquista de prefeituras pelo país. 

Já Fleischer acredita que os petistas estão vendo a ruína do partido e que amargarão um "encolhimento de poder" já nessa eleição municipal.

Foto: Arte Izaur Monteiro / DSM
 
 

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