Eleitores têm resistência à abordagem eleitoral em Santa Maria - Diário de Santa Maria

Eleições 201619/09/2016 | 21h35Atualizada em 19/09/2016 | 21h35

Eleitores têm resistência à abordagem eleitoral em Santa Maria

Em geral, as propostas não têm agradado

Eleitores têm resistência à abordagem eleitoral em Santa Maria Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS
Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge

pamela.matge@diariosm.com.br

Vale fazer o sinal de positivo de longe, aproveitar o semáforo para chamar a atenção de quem está dentro dos veículos com alguma ¿frase de efeito¿. Mas, também sobram apertos de mão e abraços para quem ocupa bancos da praça ou está na porta dos estabelecimentos comerciais.

O perfil dos 8 candidatos a prefeito de Santa Maria

Alguns políticos, ao abordar as pessoas na rua, preferem frisar o número em referência à sigla partidária para não ter erro nas urnas. Já outros optam por reforçar o próprio nome, e ainda aproveitam para lançar alguma proposta de campanha.

No último sábado, reportagem do Diário conversava com quem passava pelo Calçadão de Santa Maria para que avaliassem o tradicional pedido de voto cara a cara, entre candidato e eleitor. Confira:

Como deve ser a propaganda eleitoral na TV nos últimos dias da campanha 

– É conversa demais que não tem como fazer. Nem o governador consegue. Nem deixo eles me dizerem nada, só agradeço. (Autônomo de 62 anos,
que não quis ser identificada)


– Repetem a mesma coisa: abrir o Hospital Regional. Não vi eles falarem da iluminação pública ou de abrir o restaurante popular, que é uma necessidade. A mim, eles não convencem. (Milton Goulart, 65 anos, aposentado)

– 
Começando que os jingles incomodam. Outra coisa que não dá para entender: é promessa de cerca eletrônica, são creches, que jeito? É muita promessa para pouco tempo, independentemente do partido. (Autônoma de 55 anos, que não quis se identificada) 

– Faço questão de não pegar panfletos quando me abordam. Só prometem mundos e fundos. Eu decidi: não vou votar em ninguém.(Giovane Martins, 40 anos, metalúrgico)

– Nem paro para ouvir. Os panfletos, pegar para quê? Vão direto para o lixo.(Fabiane Bertagnolli, 29 anos, recepcionista)

– Já tenho meu candidato definido, não será na rua que vou mudar. Acho a campanha deste ano mais tranquila. Mas esse frente a frente é quase uma agressão, querendo entregar panfleto.(Mauricio Nogara, 58 anos, funcionário público)

 – Sou do Rio de Janeiro e estou aqui para visitar a filha da minha mulher. Acho o povo do Sul bem aguerrido. Lá no Rio se carece disso, sinto falta dessa massa nas ruas. Um rapaz que é candidato acabou de me parar, se apresentar e deixar seu panfleto.(Paulo Cesar Ventura, 61 anos, aposentado)

– Chegam e dizem o número. Mas só vou votar em alguém que eu conhecer as propostas. Procuro no site deles e não em que me abraça e oferece panfletos. (Letícia Souza, 30 anos, encarregada administrativa)

 – Já chegam dizendo `vamos de tal número. É nós!¿ Cumprimento, viro e vou embora. Não me convencem. Tapinha nas costas nunca me convenceu.(Comerciante de 59 anos que não quis se identificado)

– Abordagem é válida, mas me dizem sempre a mesma coisa: ¿vão mudar Santa Maria, que têm novos projetos¿. Na época de campanha, parece que resolvem tudo. Eu já tenho candidato, mas não voto em sigla, voto na pessoa (Carlos Humberto Soares da Silva, 56 anos, metalúrgico)

– A maioria, quando nos para, fala da questão da saúde, mas não é bem assim. Esse papo de olho no olho que fazem nas ruas não convence, não passa sinceridade.(Taciana Francesquett, 38 anos, esteticista)



 
 

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