"Vamos buscar consenso no projeto da renegociação da dívida dos Estados", diz líder do governo - Diário de Santa Maria

Em debate01/08/2016 | 14h27Atualizada em 05/08/2016 | 15h13

"Vamos buscar consenso no projeto da renegociação da dívida dos Estados", diz líder do governo

Presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), autorizou que a equipe econômica faça adequações no texto

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

Para garantir a aprovação do projeto da renegociação da dívida dos Estados na Câmara, o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), autorizou que a equipe econômica faça adequações no texto. O líder do governo, deputado André Moura (PSC-PE), disse que vai se reunir na tarde desta segunda-feira, 1, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o relator da matéria, Esperidião Amin (PP-SC), no ministério da Fazenda, para definir as mudanças. 

A expectativa é iniciar a discussão no plenário hoje e votar a proposta ainda nesta terça-feira, 2. 

—Vamos buscar um texto consensual— declarou Moura.Durante a reunião de Temer com os líderes, pela manhã, alguns membros da base aliada do peemedebista demonstraram preocupação com a resistência do Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e das Assembleias Legislativas em relação ao projeto. 

Eles também teriam mencionado mais uma vez a contrariedade de parte da base sobre a questão que aborda a situação dos terceirizados - para que eles não entrem na questão do limite de despesa do pessoal estabelecido no texto.Segundo Moura, outro ponto levantado pelos líderes diz respeito aos policiais militares. 

De acordo com o texto original do projeto, ficaria proibida a contratação de policiais militares por dez anos. Os deputados teriam alegado que durante esse período boa parte da tropa vai se aposentar e será necessário recompor a equipe para não haver problemas em termos de segurança.

O líder do governo afirmou que Temer entendeu o argumento e considerou a preocupação dos líderes "justa", pois a decisão poderia diminuir a tropa. A mudança seria "pontual".O líder disse que o governo aceita reajustes, auxílio moradia e gratificações desde que não ultrapassem o teto estabelecido, que é o valor gasto no ano anterior mais a correção da inflação. 

— Há um comprometimento de líderes de entender a importância da matéria. Lógico que tem que existir uma contrapartida, e isso se dá na limitação dos gastos na contratação de pessoal para o ano seguinte, sendo que essa limitação será baseada no gasto do ano anterior mais a correção da inflação também do ano anterior — afirmou Moura.

Aliados de Temer não descartam a possibilidade de a votação ser adiada para a próxima semana por falta de quórum. 

—Essa matéria é prioritária para esta semana, mas estamos em uma semana atípica — disse Moura, referindo-se ao período que antecede as convenções dos partidos para as eleições municipais.

Para ele, a próxima semana terá um quórum elevado na Casa, inclusive para votar o caso do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os líderes vão se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir a pauta de votações.

 

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga Diário SM no Twitter

  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMPrêmio Empreendedor é uma oportunidade das instituições mostrarem suas pesquisas https://t.co/xYX6QSQkWN https://t.co/kPZuZuNRm9há 3 minutosRetweet
  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMRT @pedrohpavan: Invicto na temporada, @rugbysm busca a segunda decisão do ano: https://t.co/j3E0KGYugs @diariosm https://t.co/rf4wZZRjfdhá 22 minutosRetweet

Veja também

Diário de Santa Maria
Busca
clicRBS
Nova busca - outros