São necessários 7,7 mil votos para eleger um vereador em Santa Maria - Diário de Santa Maria

Eleições 2016 26/08/2016 | 06h14Atualizada em 26/08/2016 | 06h14

São necessários 7,7 mil votos para eleger um vereador em Santa Maria

Projeção leva em consideração o número de votos que uma coligação terá de atingir para emplacar um parlamentar em 2017 

São necessários 7,7 mil votos para eleger um vereador em Santa Maria Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Quem concorre a vereador e está, minimamente, informado da corrida ao Legislativo santa-mariense deve saber que não basta apenas ser bem votado. Além disso, é preciso estar atento _ e, claro, torcer _ para que o partido ou coligação seja bem votado e tenha o mínimo de votos para eleger. É o chamado coeficiente eleitoral, que é a divisão do número de votos válidos (sem brancos e nulos) pelo número de cadeiras em disputa (21). 

Os 223 nomes que disputam uma vaga na Câmara de Vereadores de Santa Maria

O número de votos de uma coligação dividido pelo quociente eleitoral determina quantos parlamentares ela poderá eleger. Se uma coligação conquista, por exemplo, quatro vagas, são eleitos seus quatro candidatos mais bem votados (leia abaixo). O Diário fez uma projeção do que pode ser o coeficiente eleitoral neste pleito: 7,7 mil votos. Não que para ser eleito, o candidato tenha de ter essa votação. Mas o número é um indicativo para que as coligações saibam quanto deverão atingir para emplacar um parlamentar em 2017.

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Na prática, é comum de ocorrer que um candidato com uma quantidade expressiva de votos ajude a eleger candidatos de sua coligação e que tenham tido menos votos que concorrentes de outras coligações. A eleição deste ano tem 223 nomes que buscam por uma vaga na Câmara, são seis a mais do que em 2012, que tinha 217. Ou seja, a média de 10,6 candidatos por vagas. Dos atuais 21 vereadores, seis não irão concorrer (três disputam a majoritária e os outros desistiram).

A efeito de comparação, nas eleições de 2004 e de 2008, o número de vagas era menor: 14. O coeficiente ficou em 10.935 e 10.693, respectivamente. Já nos pleitos de 2000 e de 2012, quando a disputa era por 21 vagas, o coeficiente foi de 6.383 e de 6.758, respectivamente. Na eleição de quatro anos atrás, só um dos 21 vereadores obteve mais de 8 mil votos e conquistou a vaga sozinho sem depender da coligação.

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Aproximação e análise
Para garantir mais cadeiras é que as coligações  buscam ter um leque expressivo de siglas. Isso porque o total de votos recebidos pelos candidatos _ contabilizando, inclusive, a legenda (que é o voto dado ao partido) _ ajuda a eleger o maior número de candidatos. 
Especialistas sustentam que o sistema atual traz, em si, dois problemas: força partidos pequenos a coligar com siglas grandes para ter alguma chance de conquistar uma cadeira e reduz as chances de surgimento de nomes novos na política.

Frente ao coeficiente: partidos projetam
Os dirigentes partidários estão otimistas quanto ao número de cadeiras que farão no pleito de outubro. Mas se formos colocar na ponta do lápis as projeções dos dirigentes das siglas, faltariam cadeiras no Legislativo a partir de 1º de janeiro de 2017. Na conta dos partidos, seriam necessárias 27 a 32 cadeiras para acomodar todas as pretensões. 

Compare as alianças partidárias feitas nas últimas duas eleições em Santa Maria

A coligação de Werner Rempel (PPL), que vai de chapa pura à prefeitura e à majoritária, espera fazer dois vereadores. Werner é, atualmente, o único parlamentar da sigla. Jader Maretoli (SD), que tem o apoio de mais seis partidos – PRB, PTC, PSL,PRTB,PTN e PSC – projeta também dois vereadores. Nenhum dos partidos que estão com Jader tem mandato.

O PDT de Marcelo Bisogno, que vai em voo solo à prefeitura e à Câmara, ambiciona de três a quatro vereadores. Os pedetistas hoje são representados no Legislativo por Bisogno. 

O PSol, que concorre ao Executivo com Alcir Martins, não faz projeção e sustenta que o atual modelo "não favorece partidos ideológicos e com princípios, como o PSol".

O PSDB, de Jorge Pozzobom, que atualmente tem quatro parlamentares, quer aumentar sua fatia de representatividade. Ao lado do DEM, que tem um vereador, a coligação quer fazer até seis vereadores. A outra frente que apoia Pozzobom – capitaneada por PP (com três vereadores que não concorrerão), PR (com uma vereadora) e PROS – projeta de dois a três vereadores. 
O PT, de Valdeci Oliveira, que tem três vereadores (sendo que um não concorrerá), quer, ao lado do PC do B e do PHS, eleger de cinco a seis parlamentares.

As propostas dos candidatos com relação às prioridades de Santa Maria

A coligação que apoia Fabiano Pereira (PSB) à prefeitura está dividida em duas frentes à Câmara. A primeira, com PSB, Rede (que já tem um vereador), PTB (com dois vereadores) e PPS, tem a expectativa de fazer até cinco nomes. A outra coligação, com o PMDB (com quatro vereadores), PMN (que não tem candidato), PV e PSD, espera eleger de cinco a seis candidatos. 

O PSTU, de Paulo Weller, que está sozinho na corrida, espera eleger os seus dois candidatos à Câmara municipal.

 

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