"Quem não votar, fica do lado da Dilma", diz Jucá sobre voto de Renan - Diário de Santa Maria

Impeachment09/08/2016 | 13h05Atualizada em 09/08/2016 | 13h12

"Quem não votar, fica do lado da Dilma", diz Jucá sobre voto de Renan

Presidente do Senado mantém clima de dúvida sobre sua posição, cogitando até se abster da votação

"Quem não votar, fica do lado da Dilma", diz Jucá sobre voto de Renan Moreira Mariz/Agência Senado/Divulgação
Senador desconversou quando perguntado se voltaria ao ministério após a conclusão do processo de impeachment Foto: Moreira Mariz / Agência Senado/Divulgação
Carlos Rollsing/RBS Brasília

carlos.rollsing@zerohora.com.br

Uma das principais dúvidas da sessão desta terça-feira, quando o Senado decidirá se avança à fase final de julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff, é como será o voto do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele mantém clima de dúvida acerca da sua postura e, eventualmente, cogita se abster de votar com o argumento de que a sua posição na direção da Casa requer atitude imparcial, de magistrado.

Ao chegar no plenário, já com a sessão em andamento, o senador Romero Jucá (PMD-RR), um dos homens de confiança do presidente interino Michel Temer, comentou a decisão de Renan em tom de alerta ao correligionário.

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– Quem não votar, fica do lado da Dilma. Ele (Renan) tem o direito de escolher, mas não está impedido. Para salvar o Brasil, não tem impedimento – avisou Jucá.

Além dos votos contra o impeachment, as eventuais ausências e abstenções também ajudam Dilma na tentativa de se salvar. Por isso, a pressão do PMDB sobre Renan, que, como um camaleão, se comportou de forma dúbia ao longo do processo, muitas vezes se aproximando do PT.

Jucá ainda disse que o relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG) terá o voto favorável de cerca de 60 senadores. Se confirmado, o patamar é mais do que a metade mais um necessários para dar abertura à fase de julgamento, a última antes da cassação definitiva de Dilma.

Bem-humorado, Jucá chegou falando sobre a sua gravata, em tons de azul com detalhes em tons escuros. Afirmou que os adornos ¿não eram tubarões¿.

– É sardinha, alimento dos predadores – disse, enigmático.

Ele ainda desconversou quando questionado se, caso aprovado o impeachment, regressaria ao cargo de ministro do Planejamento.

– Essa pergunta tem de ser feita para o Temer.

Ele caiu do cargo após divulgações de conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, quando Jucá sugeriu ações para supostamente abafar o avanço da Operação Lava-Jato. O senador peemedebista também é suspeito de receber uma série de pagamentos indevidos.  

 
 

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