Prefeitura de Santa Maria demite superintendente que estaria recebendo R$ 4,3 mil de auxílio-doença do INSS  - Diário de Santa Maria

Irregularidade30/08/2016 | 08h40Atualizada em 30/08/2016 | 21h31

Prefeitura de Santa Maria demite superintendente que estaria recebendo R$ 4,3 mil de auxílio-doença do INSS 

Ex-vereador Claudio Rosa trabalhava no Executivo e, segundo a prefeitura, estaria recebendo o auxílio-doença do INSS. Rosa nega qualquer irregularidade

Prefeitura de Santa Maria demite superintendente que estaria recebendo R$ 4,3 mil de auxílio-doença do INSS  Ronald Mendes/Agencia RBS
Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS

Após receber denúncia de que um superintendente da Secretaria de Infraestrutura estaria trabalhando e, ao mesmo tempo, recebendo auxílio-doença do INSS, o prefeito Cezar Schirmer decidiu exonerá-lo do cargo na semana passada. O demitido é o ex-vereador Claudio Rosa, que teve o mandato cassado em maio de 2013 sob acusação de compra de votos.

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O morador José Francisco da Silva, o Maranhão, investigou o caso e descobriu que Claudio Rosa estaria recebendo R$ 4,3 mil mensais de auxílio-doença do INSS desde maio de 2013, e que, mesmo assim, foi contratado pela prefeitura como superintendente de uma secretaria em outubro de 2015, ganhando salário líquido do Executivo de R$ 4.572 (valores referentes a julho de 2016, na foto acima, segundo consta no Portal da Transparência da prefeitura). Ou seja, se estava doente, como foi contratado para trabalhar no município como cargo de confiança? Maranhão, então, fez a denúncia de suposta fraude à Previdência no Ministério Público Federal, na prefeitura e na Câmara, onde pediu a cassação de Schirmer por improbidade.

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À Página 2, o prefeito Cezar Schirmer disse que, assim que foi recebida a denúncia, a comissão de sindicância pediu informações ao INSS, que confirmou que Claudio Rosa recebia auxílio-doença.

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– Na época da contratação, ele havia apresentado documento comprovando que não tinha ligação com o serviço público. Assim que recebemos a confirmação do INSS, de que ele ganhava o auxílio-doença, determinei que ele fosse exonerado, na semana passada – afirmou Schirmer, que disse que não falaria do pedido de cassação.

Hoje, a Câmara votará o pedido para que Schirmer seja investigado. A procuradora do município, Anny Desconzi, diz que a cassação de Claudio Rosa como vereador não impedia o município de contratá-lo e que, como ele trabalhou, a prefeitura não poderia processá-lo. Até o fechamento desta edição, o MPF não havia se pronunciado se estava investigando o caso. 

Na segunda-feira, o Diário fez várias ligações para Claudio Rosa, mas não conseguiu falar com ele. Nesta terça, Claudio Rosa procurou o Diário e negou estar cometendo irregularidades (veja aqui a reportagem completa com a posição do ex-vereador).

 

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