Parcelamento de salários não vai prejudicar população, prometem Brigada Militar e Polícia Civil - Diário de Santa Maria

Segurança pública01/08/2016 | 09h41Atualizada em 01/08/2016 | 10h23

Parcelamento de salários não vai prejudicar população, prometem Brigada Militar e Polícia Civil

Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, chefe de polícia e comandante da Brigada dizem contar com o senso de responsabilidade das corporações, que estão em operação-padrão e marcaram paralisação para quinta-feira

Parcelamento de salários não vai prejudicar população, prometem Brigada Militar e Polícia Civil Montagem/Zero Hora
Foto: Montagem / Zero Hora
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O alto escalão das duas corporações responsáveis pela segurança pública no Rio Grande do Sul — Brigada Militar e Polícia Civil — prometeu, nesta segunda-feira, que o parcelamento de salários dos servidores não vai prejudicar a população.

Ouvidos pelo programa Gaúcha Atualidade, o comandante da Brigada Militar, Coronel Alfeu Freitas, e o chefe de Polícia, Emerson Wendt, disseram que os policiais sob seu comando não deixarão a mobilização, que protesta contra o pagamento de até R$ 980 no salário de julho na última sexta-feira, impedir o trabalho.

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Sindicatos da BM, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias (IGP), Bombeiros e Susepe marcaram uma mobilização para o dia 4, quinta-feira, e sugeriram que a população evite sair de casa na data.  

Freitas afirmou que a Brigada está em dia com suas rotinas e obrigações e ressaltou que conta com o "bom senso"  de oficiais e praças no gerenciamento de suas ações. 

— Nós policiais militares não temos direito à greve. Entendemos que é um momento difícil, mas estamos cuidando para que a situação do Estado não repercuta na atividade da Brigada Militar— disse. 

Freitas ressaltou ainda que medidas serão tomadas caso algum policial militar resolva paralisar as atividades.

— Nós temos regras diferentes. Se eu não tomar alguma atitude, também serei penalizado — afirmou, lembrando que a ideia é convocar ainda em agosto 530 aprovados no concurso para policial militar.

O delegado Emerson Wendt, chefe de Polícia do RS, afirmou que por enquanto o atendimento à população segue normal, mas que as reuniões de classe da categoria, marcadas para o próximo dia 4, costumam influenciar os servidores. 

— Não tivemos nenhum conhecimento de que tenha ocorrido desatendimentos no final de semana. Estamos contando com o senso de responsabilidade de policial para realizar pelo menos o serviço básico.

Questionado sobre relato de pessoas que teriam tido atendimento negado nas delegacias no sábado e no domingo, Wendt disse não houve orientação para não registrar ocorrências e que situações como essa devem ser comunicadas à corregedoria de Polícia. 

— Entendemos a situação, mas não podemos deixar a sociedade desatendida —disse.

O Chefe de Polícia afirmou ainda que nenhuma operação será postergada devido o parcelamento de salário e que a razão do adiamento de uma das atividades policiais prevista é a falta de espaço para presos na delegacia.

— Pelo menos 221 aprovados em concurso serão convocados para realizar a inscrição na academia de polícia essa semana. As aulas começam no dia 22 de agosto — afirmou. 

 

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