Colégio Técnico Industrial de Santa Maria apresenta tecnologia de seus robôs ao resto do país - Diário de Santa Maria

Robótica03/08/2016 | 07h10Atualizada em 03/08/2016 | 09h28

Colégio Técnico Industrial de Santa Maria apresenta tecnologia de seus robôs ao resto do país

Equipe Gaudério Botz participou de competição nacional em São Paulo

Colégio Técnico Industrial de Santa Maria apresenta tecnologia de seus robôs ao resto do país Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

As regras são as mesmas que orientam uma luta de sumô tradicional, de UFC ou mesmo uma competição de corrida. No entanto, quem ocupa as arenas ou pistas não são competidores humanos, mas pequenos robôs que precisam lutar, nocautear, correr no menor tempo possível para conseguir vencer a batalha.

Professor da UFSM fará parte da equipe de veterinária no hipismo da Olimpíada

A tecnologia made in Santa Maria, desenvolvida por alunos do  Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (Ctism), tem se destacado em competições nacionais.

Os alunos do Ctism, que integram a equipe Gaudério Botz representaram o Rio Grande do Sul, pela quarta vez, no Winter Challenge, um evento de combate de robôs da América Latina, que ocorreu em São Paulo, no mês passado. Os estudantes daqui levaram quatro robôs: Tunda, Bagual, Esquilador e Graxaim. O chamado de Tunda levou o terceiro lugar entre as equipes brasileiras. 

Estudante da UFSM cria tecnologia para auxiliar cegos a servirem o tradicional chimarrão 

12 robôs em cinco anos

 Em cinco anos de trabalho, já foram desenvolvidos 12 robôs, por estudantes com idades entre 14 e 19 anos. A equipe, formada por cerca de 30 integrantes, participa de todo o processo de confecção. Da criação, passando pela execução e montagem dos protótipos.

– Existem poucas equipes de cursos técnicos que participam desse tipo de competição. A maioria é composta por engenheiros já formados. Aqui é tudo montado do zero, até pela falta de recursos – explica o coordenador da equipe e professor do Ctism, Clainton Colvero. 

Destaque da competição
 

No caso do Tunda, o robô é do tipo autônomo. Ele é programado antes. Na hora das competições, luta sozinho, sem a necessidade de um piloto. O robô é construído com três sensores infravermelhos, que funcionam como ¿olhos¿ e servem para reconhecer o oponente, além de microcontroladores e de motores elétricos.

Atleta olímpico faz treinos em laboratórios da UFSM

Segundo o capitão da equipe Gabriel Colvero, o objetivo com os robôs, mais do que vencer as competições, é adquirir conhecimento prático.

– A gente aplica a soma dos conhecimentos de várias áreas. Desenvolvemos tecnologias que, com o tempo, podem ser utilizadas no dia a dia, na indústria ou mesmo em casa. A ideia é que a gente possa ir ganhando experiência, para aplicar, depois, no mercado de trabalho – conta Gabriel.

Dos quatro robôs, o mais diferente é o Bagual, que é um robô de combate e necessita de um piloto. Na modalidade dele, a máquina ficou em 13º lugar, de 22 equipes inscritas. Já o Graxaim e o Esquilador ficaram em 24º e 27º, respectivamente, de 66 competidores (confira, acima, as características e a modalidade de competição de cada robô).

Conheça os representantes de Santa Maria

Tunda

Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

 – O robô é do tipo autônomo, sendo programado antes e, na hora das competições, luta sem piloto. Assim como o Graxaim e o Esquilador, é programado através de linhas de códigos criadas pelos membros da equipe, desenvolvidas para que o robô execute suas ações sozinho
– Para vencer as lutas, precisa encontrar o robô adversário no ringue e deslocá-lo para fora da pista. A partida é constituída de três rounds de um minuto, e a equipe que ganhar dois rounds é a vencedora
– É construído com três sensores infravermelhos, que funcionam como olhos para reconhecer o oponente. Também utiliza microcontroladores, que interpretam os dados recebido, os processam e mandam sinais aos motores elétricos que movem a máquina
– Competiu na categoria Mini-Sumô 500g autônomo, ficou em 3º lugar entre 38 equipes brasileiras, e em 12º lugar de 46 competidores no geral

 Graxaim e o Esquilador

Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

Também são do tipo autônomo e se movimentam sozinhos
– Nesta classe, os robôs precisam realizar uma volta cronometrada em um trajeto predefinido, que consiste em uma linha branca em um fundo preto. O robô deve seguir o percurso sem sair dos limites da pista, no menor tempo possível
– São construídos com sensores infravermelhos, que servem para reconhecer a diferença de luminosidade da pista, sendo possível seguir a linha. Também funciona com microcontroladores, que recebem dados, interpreta-os e manda aos motores para realizar o movimento
– Competiram na na classe de seguidor de linha-Pró e ficaram em 24º e 27º, respectivamente, de 66 competidores 

Bagual

Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

Diferente dos outros três, necessita de um piloto no momento da competição, responsável por dar os comandos e direções para o robô
– Na modalidade dele, tem o objetivo de imobilizar ou nocautear o adversário. Quanto mais agressivo e quanto mais destruição causar ao oponente, maior a pontuação
– É maior que os demais, e utiliza tecnologias mais modernas, que permitem mais eficiência e autonomia durante o combate.O conjunto de motores, baterias, e controladores utilizados no robô usa basicamente a mesma tecnologia que está sendo empregada nos veículos elétricos que estão chegando ao mercado brasileiro
– Competiu na categoria de combate na classe de 13,6 Kg, e ficou em 13º lugar, de 24 equipes

 

Comentar esta matéria Comentários (0)

Esta matéria ainda não possui comentários

Siga Diário SM no Twitter

  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMCâmara cria comissão para investigar denúncia contra Farret https://t.co/KFZOAHtsEH https://t.co/jFt6tu3GSjhá 13 horas Retweet
  • diariosm

    diariosm

    DiárioSMAssaltante esfaqueia taxista e é preso em Santa Maria https://t.co/3fwdKZFDrJ https://t.co/AMauaJdQmAhá 20 horas Retweet

Veja também

Diário de Santa Maria
Busca
clicRBS
Nova busca - outros