Bancários podem entrar em greve a partir de 6 de setembro - Diário de Santa Maria

Economia30/08/2016 | 08h54Atualizada em 30/08/2016 | 08h55

Bancários podem entrar em greve a partir de 6 de setembro

Fenaban propôs nesta segunda-feira reajuste de 6,5% no salário. A categoria reivindica reajuste de 14,78%

Bancários podem entrar em greve a partir de 6 de setembro Jonas Ramos/Agencia RBS
Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS
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Após quatro rodadas de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs nesta segunda-feira reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil.

– A proposta é ridícula e, de novo, vai nos levar para a greve –, analisa o diretor do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e Região, Marcello Carrión.

A categoria reivindica reajuste de 14,78%, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, defesa do emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, fim da terceirização, defesa das empresas públicas e contra a perda de direitos.

A Fenaban ficou de apresentar nesta terça-feira, às 14h, em São Paulo, a resposta global das reivindicações, mas, segundo os banqueiros, ¿sem alterar o modelo de reajuste econômico apresentado¿.

O Comando Nacional dos Bancários aprovou um calendário de lutas e orienta as Federações e Sindicatos a convocar assembleias de avaliação da proposta para esta quinta-feira, e caso seja rejeitada, indicativo de greve a partir do dia 6 de setembro, com assembleia organizativa no dia 5.

Abaixo, veja a proposta completa dos bancos e as reivindicações dos bancários:

Proposta dos bancos 
- Reajuste de 6,5% (representa perda de 2,8% para os bancários em relação à inflação de 9,57%). 
- Abono de R$ 3.000,00 (parcela única, não incorporado aos salários). 
- Piso portaria após 90 dias - R$ 1.467,17. 
- Piso escritório após 90 dias - R$ 2.104,55. 
- Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.842,96 (salário mais gratificação, mais outras verbas de caixa). 
- PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 2.153,21, limitado a R$ 11.550,90. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.411,97. 
- PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.306,41. 
- Antecipação da PLR - Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva. Pagamento final até 02/03/2017. Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.291,92, limitado a R$ 6.930,54 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro. Parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016, limitado a R$ 2.153,21. 
- Auxílio-refeição - R$ 31,57. 
- Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 523,48. 
- Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 420,36. 
- Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 359,61. 
- Vale-Cultura R$ 50 (mantido até 31/12/2016, quando expira o benefício). 
- Gratificação de compensador de cheques - R$ 163,35. 
- Requalificação profissional - R$ 1.437,43. 
- Auxílio-funeral - R$ 964,50. 
- Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 143.825,29. 
- Ajuda deslocamento noturno - R$ 100,67.

Principais reivindicações dos bancários 
- Reajuste salarial: reposição da inflação (9,57%) mais 5% de aumento real. 
- PLR: 3 salários mais R$ 8.317,90. 
- Piso: R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último). 
- Vale alimentação no valor de R$ 880,00 ao mês (valor do salário mínimo). 
- Vale refeição no valor de R$ 880,00 ao mês. 
13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880,00 ao mês. 
- Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários. 
- Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas. 
- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários. 
- Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós. 
- Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. 
- Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. 
- Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

* Com informações do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e região

 

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