Aliados de Dilma reconhecem derrota iminente na sessão desta terça - Diário de Santa Maria

Futuro da presidente afastada09/08/2016 | 13h57Atualizada em 09/08/2016 | 13h57

Aliados de Dilma reconhecem derrota iminente na sessão desta terça

Apesar do pessimismo com a votação intermediária, o advogado  José Eduardo Cardozo mantém a confiança de reversão no resultado do julgamento final, previsto para os últimos dias de agosto 

Carlos Rollsing

Ex-ministro e advogado da presidente afastada Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo reconheceu, no intervalo da sessão do Senado, que a situação da petista na votação desta terça-feira é praticamente irreversível.

– Hoje é difícil, precisa apenas de maioria simples – afirmou Cardozo.

Ele se referiu ao patamar mínimo de apoios necessários para que o processo de impeachment avance à fase final de julgamento: a lei exige metade dos votos mais um. Se todos os 81 senadores estiveram presentes, serão necessárias 41 adesões ao relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG). E esse patamar deverá ser facilmente atingido.

– Isso aqui hoje não quer dizer nada – minimizou o senador Roberto Requião (PMDB-PR), defensor de Dilma, reconhecendo a derrota na atual etapa, de análise do relatório.

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Cardozo, Requião e outros aliados de Dilma, como a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B), embora antecipem a derrota nesta terça-feira, mantém discurso otimista para a votação final, no julgamento do impeachment. Nesta ocasião, prevista para os últimos dias de agosto, serão necessários 54 votos para confirmar em definitivo a cassação de Dilma. Na análise da admissibilidade do processo, em maio, os senadores favoráveis ao impeachment registraram 55 votos, margem apertada que, se repetida, irá manter Michel Temer na presidência ao final dos trâmites.

Aliados de Dilma no Senado sustentam a defesa de um plebiscito para que a população decida se deseja novas eleições presidenciais, ideia que não encontra respaldo majoritário dentro do PT. Para Vanessa, Dilma ¿perdeu as condições de governar¿ devido à dificuldade na relação com o Congresso. Ela defende que Dilma seja inocentada e que, de volta ao poder, chame o plebiscito. Para a senadora, Temer não tem legitimidade para exercer a presidência, seja por ter sido eleito vice ou por ser alvo de citações na delação premiada da Odebrecht, ainda em fase de negociação.

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Advogado e um dos mais próximos auxiliares de Dilma, Cardozo afirmou que não há decisão sobre a possibilidade de a presidente afastada ir pessoalmente se defender na etapa final de julgamento, no plenário do Senado.

– Não temos decisão. Precisamos aguardar a decisão dela (Dilma) – resumiu Cardozo.

 

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