Aplicativo Acelera MEI, criado em Santa Maria, é opção para encontrar profissionais e gerir negócio - Diário de Santa Maria

Tecnologia07/02/2016 | 20h35

Aplicativo Acelera MEI, criado em Santa Maria, é opção para encontrar profissionais e gerir negócio

Empreendedor do ramo de informática aproveitou incentivo de edital para criar app que vem ganhando o país

Aplicativo Acelera MEI, criado em Santa Maria, é opção para encontrar profissionais e gerir negócio Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Do trabalho cotidiano de uma tradicional empresa de automação comercial de Santa Maria, surgiu a ideia de ofertar tecnologia de gestão para microempreendedores individuais.

Pintores, eletricistas, manicures, pedreiros, fotógrafos e outros autônomos, têm, desde o ano passado, como contar com a ajuda de um aplicativo. Ele reúne uma série de atividades que, sozinho, fica difícil de pôr em prática.

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Da contabilidade da microempresa à divulgação de serviços, o Acelera MEI, criado pela Sfhera Tecnologia, é uma ferramenta que está ganhando o Brasil e conectando clientes e trabalhadores.

O diretor da empesa, Juliano Londero, explica que o desenvolvimento da ferramenta inovadora foi financiada por um edital do Sebrae/RS, o Inova. Com isso, foi possível, desde 2014, destacar uma parte da equipe da Sfhera para o desenvolvimento de produtos de ponta, inéditos na cidade ou mesmo no país.

A ferramenta serve para conectar as duas pontas: o profissional que presta serviços e o consumidor. Com a interface semelhante ao Whatsapp, uma das utilidades do aplicativo é servir como um catálogo de prestadores de serviços, classificados por área de atuação e também pela avaliação dos clientes, que podem dar uma nota ao serviço.

Assim, qualquer pessoa pode baixar e usar a ferramenta sempre que precisar contratar alguém. O contato é feito pelo próprio aplicativo. Já para o profissional, o Acelera MEI também permite emissão de recibos e notas fiscais, cobranças, envio de orçamentos, controle dos negócios e a gestão financeira.

– Alguns microempreendedores não têm o conhecimento sobre a tecnologia para emitir uma nota fiscal eletrônica, que em outros sites é mais burocrático. Ou então não têm a gestão financeira ou o atendimento ao cliente tão organizados, porque se focam no serviço a ser prestado. Por isso, trabalhamos também com a quebra de uma cultura, de que esses pontos também são importantes para o sucesso do negócio – afirma Londero.

Mercado nacional

O Acelera MEI tem cerca de 10 mil usuários cadastrados, contando apenas os profissionais – mas o potencial de mercado é 500 vezes maior, considerando os 5 milhões de microempreendedores do Brasil. A maior parte desse total está nos Estados de Rio de Janeiro e São Paulo, mas microempreendedores de todo o país podem usar a ferramenta.

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Para ser encontrado e contactado por meio do aplicativo, o usuário não paga nada. Já para fazer a gestão financeira, emitir notas e orçamentos há um custo mensal a partir de R$ 14,90. Para o consumidor, não há taxas. O aplicativo está disponível para download para tablets e smartphones Android e iOS.

Inovação como prioridade

A Sfhera Software tem 15 anos de atividade em Santa Maria. A empresa, que oferece soluções em automação comercial, tem atualmente 14 funcionários, que dão suporte aos cerca de 500 clientes. Seis deles, aliás, trabalham em um setor separado, sem cobrança de horários fixos, nem mesmo de estar presentes na empresa. Basta cumprir prazos ao entregar projetos. Eles são o braço inovador da empresa.

– Eles se dedicam à inovação tecnológica, buscar oportunidades em editais de financiamento, inclusive internacionais, e também para conversar com usuários das nossas ferramentas, para ver no que precisamos melhorar – explica Juliano Londero, diretor da Sfhera.

Com jeito de start-up

Além do Acelera MEI, a equipe vem trabalhando em um novo produto, que deve ser lançado em março, como uma ferramenta de indução de consumo. Com essa equipe, a Sfhera une o melhor de dois mundos: a solidez de uma empresa tradicional, focada no crescimento de longo prazo, com o dinamismo e o alto faturamento de uma start-up.

A ideia de investir no ramo virou realidade com a participação em feiras de start-ups, em 2013. Ao conhecer empresas como Nubank e Netflix, Londero decidiu apostar também.

O resultado é que a divisão inovadora da empresa deve, em um ano, igualar os ganhos obtidos com a Sfhera em 15. Não significa que a Em 2015, o crescimento dos negócios chegaram a 30% e, apenas em janeiro de 2016, a 40%.

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