Conheça músico e ator santa-mariense que fez participação em novela das 9 - Cultura e Lazer - Diário

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Entrevista12/10/2017 | 12h44Atualizada em 12/10/2017 | 13h06

Conheça músico e ator santa-mariense que fez participação em novela das 9

Rafael Edler Durand, 42 anos, atuou em duas temporadas de Malhação, e nos folhetins Caminho das Índias,Caras & Bocas e Amor Eterno Amor

Conheça músico e ator santa-mariense que fez participação em novela das 9 Arquivo Pessoal/Divulgação
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Um sonhador, trabalhador e que está sempre na correria para alcançar seus objetivos.Assim é o músico (baterista), professor e ator santa-mariense Rafael Edler Durand, 42 anos. Graduado no curso de Música – Percussão, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde foi professor, Durand fez parte das bandas Comissário Silas e Big Fat Woman, além do Grupo de Percussão da UFSM e da banda On The Road. Em 2005, foi morar no Rio de Janeiro para viver de sua arte. Lá, se aproximou das artes cênicas e conviveu com grandes nomes do teatro, como Marília Pera. Na televisão, atuou em duas temporadas de Malhação, e nos folhetins Caminho das Índias,Caras & Bocas e Amor Eterno Amor. Essa semana, ele está no ar na novela das 21h, A Força do Querer. Ele viveu um vilão polêmico, que mudou o rumo de uma das principais personagens da trama. Em entrevista ao Diário, Rafael fala sobre a carreira, projetos e sobre as lembranças do Sul.

Diário –Você morou em Santa Maria até quando?
Rafael Durand
– Morei aí até 2003, quando fui para o Mississipi,nos Estados Unidos,fazer mestrado em percussão. Voltei no fim de 2004 e,em fevereiro de 2005,mudei para o Rio de Janeiro.Tenho excelentes lembranças de Santa Maria. Atuei como professor de bateria,professor substituto na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),toquei com várias bandas pela cidade.

Diário – Como surgiu seu interesse pelo mundo das artes?
Rafael
– A música veio com aquela vontade de tocar,aquele sonho de ser músico, de tocar na gincana do colégio.Como eu não era bom no esporte,a música foi a minha entrada no meio social.Nas artes cênicas foi depois.Já havia feito teatro amador na escola.Mas meu interesse profissional só foi despertado no Rio de Janeiro. 

Diário – Por qual motivo você foi embora de Santa Maria?
Rafael
– Vim para o Rio de Janeiro para tentar a vida como músico.Meu primeiro trabalho foi com o Ricardo Graça Mello, ator e músico,filho de Marília Pera.Ele me apresentou a Maria Lúcia Priolli,atriz e bailarina,mãe de Felipe Dylon.Comecei a trabalhar com ela fazendo teatro infantil. Assim,fui tirar meu registro de ator e fiz minha estreia com Marília Pera na direção do espetáculo.No ano de 2008,fiz meu cadastro na Rede Globo,onde faço trabalhos até hoje. 

Diário – Trabalhar na televisão era seu objetivo? Foi difícil conseguir se inserir?
Rafael
– Televisão é muito perfil. Interpreto muito personagem tatuador ou bandido.O interessante é que fiz um médico em Sol Nascente,isso foi novidade para mim.Fui para um hospital fazer uma pesquisa de campo,na época.

Diário – E agora você está no ar em alguma novela?
Rafael
– Estarei esta semana na novela das 21h,A Força do Querer, fazendo um homofóbico que vai espancar o Ivan (Carol Duarte).São cenas fortes.Mas,infelizmente, uma situação corriqueira.Sobre o sonho, na real eu queria trabalhar.E o artista quer estar no palco,nas telas,ou seja,trabalhando, independentemente do veículo. 

Entrevista, ator, músico, santa maria, cultura, rafael durand. Na foto com os atores Dico Pantaleão e Carol Duarte, na novela das21h A Força do Querer
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Diário – Sobre a cena de homofobia, o que você pensa sobre o preconceito? Você agiria como o seu personagem?
Rafael
– Acho um absurdo ainda existir preconceito.Seja por homofobia,discriminação racial ou por qualquer motivo. Acredito que a humanidade está andando para trás com essas atitudes.Hoje,vivemos muito o“mimimi”das pessoas.Todos se acham entendidos sobre tudo. É muito chato isso,de se meter na vida dos outros. Eu,Rafael,não teria a atitude do personagem jamais.

Diário – E você já sofreu algum tipo de preconceito?
Rafael
– Preconceito sempre tem pelo fato de eu ter tatuagem e piercing.Mas sempre encaro com bom humor. 

Diário – Onde você mora, atualmente? Como é sua rotina?
Rafae
l – Moro em Copacabana.Sou casado e minha esposa,Cristiane,também é do Sul.Viemos juntos para o Rio de Janeiro.Temos um filho de 8 anos,chamado Bernardo.Além das gravações de TV, trabalho como professor em uma escola de música no Leblon.Lá,trabalho todos os dias,alternando com gravações.Paralelo a isso,acompanho a banda do cantor Felipe Dylon,pelo Brasil. 

Entrevista, ator, músico, santa maria, cultura, rafael durand. Lula montagna, Rafael, André carneiro e Ricardo graça mello
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Diário – Qual o maior desafio de viver de arte?
Rafael
– O grande desafio é saber coordenar a sua carreira.Você demora anos para construí-la,mas para cair é muito fácil e muito rápido.Tem que estar fazendo o seu melhor em todos os trabalhos que você faz. 

Diário –Você retorna a Santa Maria com frequência?
Rafael
– Tento dar um pulo aí pelo menos uma vez ao ano.Tenho meus pais, irmãos,sobrinhos e primos morando aí. São sempre idas rápidas. 

Diário – Santa Maria tem espaço para quem trabalha com arte?
Rafael
– Eu sempre acreditei no potencial de Santa Maria.Quando morava aí, havia uma efervescência artística muito grande,que acredito que tenha perdido muito em função da tragédia da boate Kiss. Claro que nos grandes centros a movimentação é muito maior que cidades do interior.

Diário – Quais seus projetos para o futuro?
Rafael
– Vou estrear no início do ano que vem meu monólogo,que pretendo levar para todo Brasil. Será algo inédito, um monólogo de um baterista.Apenas eu e uma bateria no palco.O texto foi escrito por Celso Taddei,um dos redatores do novo Zorra. 

Diário – Do que você tem orgulho e do que se arrepende em sua caminhada?
Rafael – Me orgulho das conquistas e espaços que alcançamos nessa trajetória. Falo no plural,pois viemos eu e a Cris,cinco malas e um cachorro,na cara e na coragem, morar no Rio.Cheios de dúvidas,medos e incertezas,mas,graças a Deus,desde a nossa chegada aqui,fomos colocados no caminho das pessoas certas.Não tenho arrependimento algum,só agradecimento.

 

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