Atriz Manuela do Monte fala sobre a carreira e das lembranças de Santa Maria - Cultura e Lazer - Diário

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Entrevista17/07/2017 | 09h21Atualizada em 17/07/2017 | 13h42

Atriz Manuela do Monte fala sobre a carreira e das lembranças de Santa Maria

Atriz santa-mariense está gravando filme em Belém (PA)

Atriz Manuela do Monte fala sobre a carreira e das lembranças de Santa Maria SHEROLIN SANTOS/DIVULGAÇÃO/
Foto: SHEROLIN SANTOS / DIVULGAÇÃO/

Nascida em Santa Maria, Manuela Fialho do Monte cresceu no Bairro Camobi, local que lhe remete a boas lembranças. Na adolescência, estrelou o filme Manhã Transfigurada, de Sérgio de Assis Brasil, em Santa Maria, e despontou na carreira de atriz.

Na TV, estreou na minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003), na Rede Globo, empresa onde permaneceu até 2014. Seu trabalho mais recente na telinha foi como protagonista da novela musical Chiquititas, no SBT. Com a personagem Carolina, Manuela ganhou popularidade entre crianças e adolescentes.

Hoje, aos 32 anos, a menina que cresceu em frente às câmeras está atuando em uma produção cinematográfica em Belém (PA). Ela aproveitou uma brecha na agenda para conversar com o Diário e se emocionou ao recordar de personagens, dos desafios enfrentados na carreira e de sua terra natal.

Foto: TV GLOBO / Divulgação

Diário – Quais suas lembranças relacionadas à infância em Santa Maria?Manuela do Monte – Eu brincava na rua com meus amigos.Andávamos de bicicleta em bando.Até a Magali (cadela de uns amigos) nos acompanhava. Eu pulava elástico,brincava de Jaspion com meu irmão,usando uma toalha dessas que tem touca como capacete. Fazia natação lá na universidade,com minha mãe,e era maravilhoso.Lembro do vestido de prenda rosa, de babados,feito pela minha avó,e do meu pai chamando as crianças lá da rua para verem um pintinho quebrando o ovo.Os veraneios nas Tunas com a família.Meus primos cantando uma música para sacanear minha boca grande, que hoje tem lábios carnudos, que eu adoro.Lembro também das minhas andanças de férias e do Carnaval em São Pedro do Sul, com minha prima Lívia.Dos domingos no Pinhal (hoje Itaara),de onde tenho muitas lembranças e escuto muitas histórias minhas que eu nem lembro.E da melhor rapadura de leite do mundo,que minha avó faz até hoje.Das negas-malucas que minha tia fazia nos meus aniversários.São muitas lembranças,não pararia nunca de enumerá-las.Tive uma infância muito feliz e fiquei até emocionada aqui pensando nela.

Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

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Diário – Quando você decidiu ser atriz, o que fez pelo seu sonho?
Manuela
– Sempre me interessei por teatro.Comecei participando das aulas no Instituto Municipal de Artes Eduardo Trevisan (Imaet,hoje Emaet),e,na verdade,nunca quis ser uma atriz profissional.O teatro era minha brincadeira da adolescência.As oportunidades foram surgindo e eu fui encarando sempre com muita vontade.Um dia,percebi que já tinha uma relação profissional com a coisa.O Manhã Transfigurada contribuiu muito para isso.Foi ele que carimbou meu passaporte para A Casa das Sete Mulheres,e nem tinha sido lançado ainda.Foi uma sincronia muito louca que eu não me canso de agradecer.

Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Diário – O que é mais difícil e o que é mais gratificante nessa profissão?
Manuela
– Putz, acho que vou passara vida inteira tentando responder essa pergunta.Até agora, acho que o mais legal de tudo é que minha brincadeira da adolescência virou minha profissão. Faço o que gosto de fazer para me divertir, me sentir viva, me desafiar, me reinventar.Faço o que gostaria de fazer quando me aposentasse.Nesse sentido,tenho a melhor profissão do mundo.Claro, comum mercado muito concorrido e nada convencional,mas que me permite ter personagens até o fim.Posso ter 90 anos e atuar.Por outro lado,é preciso aprendera produzir os próprios trabalhos,criar as oportunidades.Por vezes,é uma relação conflituosa.Mas é sempre uma delícia.

Foto: André Feltes / Agencia RBS

Diário Você já atuou em cinema,televisão e teatro. Qual gosta mais?
Manuela – Gosto de atuar, contar histórias e praticar as diferentes linguagens que esses veículos todos permitem.No teatro e no cinema está a artesania,um cuidado maior com o processo de criação,um tempo maior para o preparo e composição de tudo.Na TV, o esquema é mais corrido,a obra é aberta,a personagem pode percorrer muitos caminhos.Você nunca sabe onde aquilo vai dar e tem de dar conta de um novo texto acada semana.Todas essas loucuras me interessam. Cada uma com seu desafio.

Foto: Ver Descrição / Agencia RBS

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DiárioVocê está envolvida em que trabalho atualmente?
Manuela – Estou em fase de preparação para um filme,em Belém do Pará.Um trabalho muito desafiador. Um roteiro belíssimo.Mas eu ainda não sei quando será lançado. Também estou fazendo uma peça de teatro, na qual aventuro buscando possibilidades para ela. Estou buscando parcerias e apoios para levar até Santa Maria.Meu sonho é que alguma empresa compre a peça para oferecer às crianças da rede pública de ensino.O espetáculo é lindo e barato. É uma adaptação de um conto infantil de Oscar Wilde, chamado O Aniversário da Infanta. Já participamos de dois festivais em São Paulo, fizemos duas temporadas nos teatros Sérgio Cardoso e Paulo Eiró e,também, iniciamos viagens com os Sesc no interior de São Paulo.Agora,a peça aguarda que nós, atores,nos liberemos de outros compromissos.

Foto: Lourival Ribeiro / Divulgação


Diário Qual personagem mais marcante para você?
Manuela – A Camila do Manhã Transfigurada me marcou muitíssimo.
Lembro como se fosse hoje do dia em que fui fazer o teste.Fui para conhecer a câmera, não tinha pretensão de passar.Foi meu primeiro personagem complexo.Hoje,a entendo de forma muito diferente de quando gravamos.É um filme da nossa cidade e eu me orgulho muito deter participado.Sem contar que,como já mencionei, carimbou meu passaporte para A Casa das Sete Mulheres, na qual vivi Joana, que também marcou. Na sequência,veio Malhação, com a Luísa.Essa marcou pela experiência de um trabalho intenso,muitas cenas por dia,a responsabilidade de protagonizar em rede nacional. Foi a primeira experiência de ser reconhecida em qualquer lugar.Depois,salto para a personagem mais recente. A Carol de Chiquititas, onde tive contato com o público infantil. Fiquei apaixonada.Todas as personagens me marcaram de alguma forma e sempre fica um aprendizado de cada uma delas.

Foto: Divulgação / SBT

Diário Com qual frequência você retorna a Santa Maria?
Manuela – Vou a Santa Maria três ou quatro vezes ao ano. O que me traz de volta são os afetos. Volto para estar com minha família, para dançar na academia da minha prima, para comemorar o aniversário da minha avó, para rever amigos. Atualmente,inventei até de colocar aparelho nos dentes, para corrigir um movimento tardio, lá em Camobi, na esquina da minha casa, onde morei desde os 3 anos. Acho que fiz isso só para ter uma desculpa para voltar mais. 

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DiárioE sobre o futuro. Como você se vê daqui 15 anos?
Manuela – Quero estar cada vez mais a serviço das histórias e personagens.Quero entender cada vez mais dos meus procedimentos de criação, esgotá-los, negá-los e reinventá-los. Quero mais!

Diário Nascer na Cidade Cultura fez diferença em sua vida?
Manuela – A produção local fez toda diferença não só na minha vida profissional. O teatro foi minha brincadeira da adolescência, as trocas que aconteceram nesse período, no hoje Emaet, foram minha primeira formação.O Manhã Transfigurada foi a segunda, e não só intensificou meu desejo como me colocou no mercado de trabalho.

 

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