Aniversário inesquecível no restaurante do Chef do Século - Cultura e Lazer - Diário

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Coluna Viagem e Gastrô03/07/2017 | 09h42Atualizada em 03/07/2017 | 09h42

Aniversário inesquecível no restaurante do Chef do Século

Colunista conta como foi sua experiência no restaurante francês de Paul Bocuse, que inspirou o filme "Ratatouille"

Foto: Felipe Müller / Arquivo pessoal

Há 17 anos, tive a oportunidade de apresentar um trabalho em um evento na cidade de Grenoble, França. Já curioso pela alta gastronomia e pela figura de Paul Bocuse (chef que inspirou o filme Ratatouille), resolvi me aventurar e tentar uma reserva em seu restaurante, em sua terra natal, Collonges-au-Mont-d¿Or, bem perto de Lyon, também famosa pela sua gastronomia.            


Antes de mais nada, acho que a figura de Paul Bocuse, merece ser descrita. Ele nasceu em 11 de fevereiro de 1926 e com 91 anos ainda continua ativo. Estudou com Eugénie Brazier (primeira mulher a receber três estrela do Guia Mechelin, em 1933) e é um dos mais famosos chefes associados com a nouvelle cuisine que tem como característica ser menos opulenta e menos calórica que a cozinha francesa clássica (cuisine classique), além de valorizar ao máximo o uso de ingredientes frescos e de alta qualidade.

Paul Bocuse afirma que foi Henri Gault (crítico culinário e co-fundador do Guia de Restaurantes Gault Millau) o primeiro a utilizar o termo nouvelle cuisine para descrever a comida preparada por ele e outros renomados chefes e servida no vôo inaugural do Concorde em 1969.           

São inúmeras as duas contribuições para a gastronomia francesa que, desde 1987, criou o Concurso Bocuse D¿Or, visto como um campeonato mundial para chefes de cozinha. Em 2011, Bocuse recebeu do The Culinary Institute of America (CIA) o título de Chefe do Século.

Foto: Felipe Müller / Arquivo pessoal

Foi em seu restaurante  l'Auberge du Pont de Collonges, que em 2000, passei meu aniversário e pude conhecê-lo pessoalmente. O restaurante é de um estilo retrô espetacular. Parece aquelas salas de jantar de palácios, com muito dourado, pé direito alto, espelhos e cadeiras enormes e confortáveis.           

Os pães quentinhos e a manteiga temperada já fazem e recepção. Proovei a famosa soupe aux truffes (sopa de trufas), criada para um banquete presidencial no Palácio Elysée e, agora, leva no nome as iniciais do presidente da época: V.G.E – Valéry Giscard d¿Estaing.

Após a sopa, provei pela primeira vez um fígado de pato (Foie gras de canard chaud poêle au verjus, polenta) com uma taça de um Sauternes Château Villefranche. Passei para um peixe (Filets de sole aux noilles Fernand Point), acompanhado de um Viognier Perraudin 1998. Finalizei com uma seleção de queijos frescos e afinados (envelhecidos) "Mére Richard".

São memórias espetaculares. Mas o que mais me deixou emocionado foi que o próprio Paul Bocuse veio me dar felicitações pelo aniversário e, neste momento, um dos atendentes veio com um pequeno bolo de chocolate e pistache e outro tocando Joyeux Anniversaire num realejo. Foi um momento mágico.

Felipe e o chef Paul Bocuse Foto: Felipe Müller / Arquivo pessoal

Espero que todos possam ter uma oportunidade como essa. Eu quase perdi, pois minha mala chegou somente três dias depois de mim e quase tive que adiar esse sonho. As fotos em que apareço são de 17 anos atrás.

Longa vida a Paul Bocuse e até nossa próxima orgia enogastronomica.

 

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