VÍDEO: aprenda a fazer cheesecake de caqui  - Cultura e Lazer - Diário

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Coluna Gastrô e Viagem 18/06/2017 | 15h01Atualizada em 18/06/2017 | 15h50

VÍDEO: aprenda a fazer cheesecake de caqui 

Colunista mostra o passo a passo de um doce tipicamente nova-iorquino, adaptado para o clima do sul, com sugestão de harmonização

Aproveitando a chegada do frio, busquei uma receita clássica de cheesecake ao estilo nova-iorquino e utilizei uma fruta bastante comum de final de outono, o caqui, para a cobertura.

Meu primeiro contato com algo parecido com a cheesecake foi a cuca de käseschimier (uma espécie de queijo azedo, parecido com o queijo Quark) da casa da minha avó em Taquara. A partir desse ponto sempre apreciei as ditas tortas que levavam queijo cremoso, culminando com as que provei em minha primeira viagem aos EUA, nos idos de 1990, na cidade de Nova Iorque.

Depois, já estudando em Montreal, no Canadá, encontrei no Reuben¿s Deli (famoso por um sanduíche de carne defumada gigantesco) uma deliciosa cheesecake com calda de morango de cobertura. Porém, aqui no Brasil, somente consegui executar a receita após a chegada do Philadelphia Cream Cheese.


ORIGEM

As primeiras receitas de cheesecake remontam à Grécia Antiga, onde os gregos, apreciadores de queijo, já no século IV A.C., empregavam-no como ingrediente em muitas preparações culinárias, inclusive em receita de cheesecakes, adoçados com mel e misturados a especiarias e ervas aromáticas. Os romanos também tem o registro de uma cheesecake, no livro de Catão, De Re Rustica, do século II A.C..

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Ao longo do tempo, os métodos de fabricação caseira do queijo na Europa foram se aprimorando e, depois, vem a invenção do cream cheese americano. Apesar do nome em inglês sugerir um bolo, o cheesecake, na verdade, é uma torta que pode ter ou não uma cobertura, geralmente uma calda de frutas. A base na qual repousa o recheio, invariavelmente de queijo, é feita quase sempre de biscoito esfarelado e amassado com manteiga e açúcar.

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Sua consagração, porém, se deu nos Estados Unidos, onde em 1872, tentando reproduzir um macio e cremoso queijo francês (o neufchâtel, típico da normandia). William A. Lawrence, desenvolveu um queijo a partir da mistura de nata e leite, o cream cheese. Esse produto corresponde hoje a um quarto de todo queijo fabricado nos EUA.

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A partir desse ingrediente, a cheesecake se popularizou no século passado, tendo como ícone a receita do extinto restaurante nova-iorquino Lindy¿s, conhecida hoje como o New York style cheesecake.

Rico e cremoso, o recheio apetitoso, ovos, suco de limão, baunilha e cream cheese, com espessura de cerca de quatro dedos, assentado sobre uma massa crocante e sem nenhuma cobertura ou molho. De lá para cá, a sobremesa apresenta uma infinidade de variações, dentre as quais apresento a minha receita, que não inclui as raspas nem suco de limão e utiliza como cobertura uma geleia de caqui chocolate.

As informações históricas foram baseadas no artigo intitulado O Queridinho da América, publicado na Revista Gula, número 172 de 2007.

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Foto: Rafael Sanches Guerra / New Co DSM

HARMONIZAÇÃO 
A harmonização desse prato pede vinhos fortes e doces, dos quais posso recomendar os Eiswein Alemães (vinhos do gelo, onde as uvas são colhidas ultra maduras e congeladas, extraindo-se o suco ainda nesse estado, resultando num baixíssimo rendimento) ou os Icewine Canadenses.

Os vinhos do Porto também são uma boa pedida e alguns vinhos de colheita tardia podem combinar, sempre lembrando que nas harmonização com sobremesas o vinho deve ser mais doce que o produto a ser degustado.

Pode-se tentar também, alguns espumantes moscatel cuja oferta nacional é bastante farta.

Até a próxima orgia enogastronômica.

 
 

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