Conteúdo impróprio, olhar desatento! - Cultura e Lazer - Diário

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Coluna Tecnologia06/06/2017 | 14h01Atualizada em 06/06/2017 | 14h01

Conteúdo impróprio, olhar desatento!

Colunista dá dicas de como barrar conteúdo impróprio para o seu filho no Youtube, Netflix e Google. Mas lembra, o olhar dos pais é essencial

No meu primeiro artigo que escrevi para o site do Diário, falei um pouco sobre o consumo de conteúdo na internet pelos nossos filhos, mais especialmente via canais de YouTubers, sobre quem, aliás, você pode até não saber falar sobre, mas, certamente, seus filhos os apresentam como seus grandes e novos ídolos.

Inclusive, em 2016, o dicionário oficial da língua inglesa adicionou o termo YoutTuber para fazer parte da sua gigante coleção de palavras, definindo o mesmo como um usuário frequente do site de compartilhamento de vídeos, que produz e aparece em tais

Na oportunidade não explorei a temática de controle de conteúdo, que acaba aparecendo, principalmente no diálogo entre nós pais. Este tema, como disse a editora, merecia um artigo específico. 

Foto: Pixabay/Reprodução

Antes de entrar no tema, é importante conhecer a motivação que leva milhares de pessoas a produzirem conteúdo, de tudo que é tipo, forma e qualidade, e disponibilizarem no Youtube. E a resposta é bem simples, creio: dinheiro – e, invariavelmente, penso, reconhecimento. Fato é que, obviamente, existe um público que acaba consumindo o conteúdo dos mais diversos produtores, gerando milhares de acessos e é aí que está o centro da questão.

O Google dispõe de um programa de parceiros, que permite aos seus afiliados que possibilitem espaços publicitários em seus sites e canais do Youtube. Empresas interessadas em vincular a sua marca a estes canais de entretenimento (devido ao alto volume de acesso) deixam uma parte do recurso publicitário aos proprietários destes canais.

E isso fez proliferar centenas de milhares de canais de conteúdo, de tudo que é tipo, reforço, abordando, destaco também, todo tipo de assunto. Ameaça e oportunidade. Segurança e perigo. Uma linha tênue entre essas situações também é fato. Um universo de possibilidades aos pequenos, acesso a informação e aprendizado a um clique. E, sim, na contramão da evolução e facilidades que nossos filhos têm e não tivemos, estreita-se, também, a distância entre nossos principais tesouros e a insegurança.

Foto: Pixabay/Reprodução

O olhar curioso, a agilidade dos dedinhos e o encantamento pelo novo podem ser ludibriados por uma chamada ou tambnail (aquela imagem fixa que aparece nos vídeos antes de abri-los) colorido e interessante, mas, infelizmente, inapropriado. Ao acessá-lo, nossos pequenos podem acabar tendo proximidade com conteúdos distantes dos princípios prezados pela sua família.

Para desestimular conteúdos que disseminam o ódio, por exemplo (incluindo vídeos sobre games sem o teor de ensino-aprendizagem ou entretenimento saudável), drogas (tanto lícitas como ilícitas) ou com apologia ao sexo e violência, o Youtube mudou recentemente suas regras de monetização, vinculando anúncios de empresas apenas àqueles vídeos que dispõem de um conteúdo "politicamente correto".

Considero essa iniciativa, ainda que não de todo suficiente, importante para melhorar a qualidade dos vídeos lançados nos canais. Defino como insuficiente porque, de fato, não é somente essa medida que garantirá que seu filho não tenha acesso a conteúdos com o teor acima elencados, não apenas no Youtube.

Uma forma de dificultar o acesso a conteúdos impróprios pelos nossos pequenos é configurar os nossos dispositivos (celular, tablet, navegadores etc) de forma a bloquear este tipo de conteúdo.

Abaixo relaciono algumas dicas que como fazer isso:

Youtube

– Ative o modo restrito 
– No tutorial desenvolvido pelo próprio, é explicado como fazer o procedimento de configuração.

Google

Foto: Reprodução

A ferramenta de busca do Google também acaba gerando muita "porcaria", com o perdão da palavra, nas suas buscas. O Google disponibiliza uma ferramenta chamada "SafeSearch" para filtrar os resultados com "linguagem explícita" das buscas. Isso vai ajudar a proteger nossos filhos contra resultados de pesquisa impróprios em nossos dispositivos, bloqueando imagens, vídeos e websites com conteúdo não desejado.

Para ativar / desativar o SafeSearch, você precisará manter-se "logado" com uma conta do Google. Acesse configurações de pesquisa e, na seção "Filtros do SafeSearch", marque ou desmarque a caixa de seleção localizada ao lado da opção "Ativar o SafeSearch".

Netflix

Foto: reprodução / reprodução

Com o Netflix não é diferente. O sistema identifica o padrão de consumo de conteúdo, ofertando novos filmes/séries de acordo com o perfil do usuário. Se seu filho usa a mesma conta/perfil que você, muito provavelmente o Netflix recomendará a você filmes infantis.  Ou ao contrário, quando o seu filho estiver usando.

Para evitar isso, ative um perfil específico para o seu filho em configurações (edital perfil), e em "séries e filmes permitidos" escolha a faixa etária de idade "apenas crianças pequenas" ou "crianças mais velhas". Assim o Netflix, além de criar um layout personalizado, estará "ofertando" conteúdo para seus filhos de acordo com a idade.

Também existem vários Apps para celulares/tablets e até mesmo configurações que permitem restringir acesso á informações. Vale a pena conferir esta reportagem e saber mais sobre como fazer. É do Tecmundo, foi disponibilizada em 2015, em tutoriais, e ainda é atual.

ATENÇÃO!!
É importante lembrar que essas ferramentas não estão impedindo que seus filhos acessem conteúdo impróprio, estarão apenas dificultando. Os pais devem sempre acompanhar o que estão assistindo, orientá-los quanto ao tipo de "canais" que são apropriados e, também, limitar o uso destas tecnologias, pois existe um universo de coisas boas fora de casa para ser explorado.

Equilíbrio é o ponto. Olhares atentos não denotam pura e simplesmente vigilância. Afinal, creio, não somos guardas, mas guardiões. Olhares atentos significam olhares participativos e colaborativos. Eu gosto muito de assistir os ídolos do pequeno junto com ele, sempre que posso. É a melhor forma de conhecer suas preferências, dialogar sobre, aprender, rir, brincar junto e até restringir.

Lá em casa temos abertura e incentivo porque temos ciência de que somos, todos, parte de uma audiência multitela. Educação, frente à convergência das mídias, não é – ou pelo menos não deveria – ser um bicho de sete cabeças. Acompanhar é melhor e mais eficiente que fiscalizar. Limites existem desde quando nossas mães gritavam na frente de casa "Fulano, pra dentro". Um "já chega, faz sol lá fora", é tão senão mais bem vindo que toda e qualquer dica de bloqueio. As associe ao envolvimento. Afinal, o que mais desejamos é que nossos pequenos aprendam e cresçam fazendo boas escolhas e se afastando, naturalmente, do que não serve para eles.

Divirtam-se! Até a próxima!


 

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