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Opinião29/04/2017 | 13h15Atualizada em 29/04/2017 | 13h15

Íris, ícone fashion, em documentário

Colunista Camila Marques fala sobre Íris Apfel, 95 anos, figura marcada do mundo da moda

Hoje a coluna vai dar uma pausa nas reflexões teóricas por motivos de: acabei de me mudar (de cidade, estado, país!!) e ainda estou tentando ser uma estudante/imigrante que cumpre com todas as suas obrigações – obviamente, fracassando. [Vale aqui um agradecimento à minha querida colega Camila Foletto, por ocupar lindamente meu espaço na coluna passada!]

Correndo sim, deixando de falar nesse espaço tão bacana, jamais! Por isso, essa semana eu resolvi mudar um pouquinho a dica da vez – que não vai ser nenhum livro, mas sim um documentário – sem deixar de problematizar e politizar a moda.

Foto: Divulgação

Iris, do cineasta Albert Maysles (disponível na Netflix), retrata a vida da nova-iorquina Iris Apfel, de 95 anos, que estudou História de Arte na Universidade de NY, já foi dona da grande indústria têxtil Old World Weavers e renomada design de interiores (da Casa Branca, por exemplo, trabalhando com nada menos do que nove (!!!) presidentes) além de ser consultora de moda, professora universitária convidada em cursos de moda nos Estados Unidos e ícone fashion.

Iris acumulou ao longo das décadas uma imensa coleção de roupas – desde os melhores estilistas do século XX até produtos comprados em pequenas feiras e mercados populares – em seu apartamento de dois andares em Park Avenue e seu guarda-roupa chegou a ganhar uma exposição no Met de Nova York em 2005.

Foto: Divulgação

Algumas das marcas registradas de Iris são seus óculos grandes e redondos, o batom vermelho e as misturas de estampas, texturas e acessórios. Minimalismo não é o seu forte, e pra ela "more is more and less ir a bore".

Foto: Luis Monteiro
Foto: Luis Monteiro
Foto: Luis Monteiro

Este ensaio da Iris, feito pelo fotógrafo Luis Monteiro, é incrível, e pode ser visto na íntegra aqui.

O mais legal da história da "ave rara da moda", como é carinhosamente chamada, é que ela vai na contramão das tendências desenfreadas e descartadas rapidamente e incentiva as pessoas a conhecerem e descobrirem seu estilo próprio: "Eu acho que tendências são ridículas. Você deveria olhar no espelho, saber quem você é e se vestir para você. E não colocar a roupa que te mandaram".        

Além de não julgar a forma como as pessoas se vestem – "é melhor ser feliz do que estar na moda" – ela reflete sobre o potencial político das roupas: conta que não deixaram que ela comprasse uma calça décadas atrás porque era "roupa de homem" e que não sossegou até levar a tal calça pra casa; problematiza o trabalho de alguns estilistas atuais que, segundo ela, não tem noção de história da moda e pontua que, através de um vestido, é possível que se saiba o que estava acontecendo política e culturalmente em determinada época. Acreditem, vale separar 80 minutinhos da vida pra conhecer um pouco da história dessa mulher que só reforça o que temos conversado aqui nas colunas anteriores: a moda está intimamente ligada à história, comunicação, economia e política. Basta olharmos pra ela com outros olhos.

 
 

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