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Gente daqui04/03/2017 | 14h00Atualizada em 04/03/2017 | 14h00

Uma entrevista com Fernando Adão Schmidt

O radialista, mais conhecido como Schmitão, tem 81 anos e muita história para contar

Uma entrevista com Fernando Adão Schmidt Luísa Neves/Especial
Foto: Luísa Neves / Especial

Fernando Adão Schmidt, o popular Schmitão, é dono de uma das vozes mais conhecidas de Santa Maria. Aos 81 anos, casado há 60 com a professora Maria Valdereza Cezimbra Schmidt, o radialista tem orgulho da família que construiu. Ativo, conserva uma memória invejável e tem grandes histórias para contar.

Diário de Santa Maria – O programa Alvorada, a Cidade Acorda Bem Informada, da Rádio Imembuí, é a voz das madrugadas de Santa Maria. É senhor mesmo quem o produz?

Schmitão – Sim. Há 26 anos eu produzo e apresento este programa que é uma tradição em utilidade pública na região. À 1h, começo a apurar as notícias e atualizar os quadros. Entramos no ar às 4h para informar nossos ouvintes com a pontualidade característica do rádio. 

Diário – O senhor nasceu em Venâncio Aires. Como foi sua vinda para Santa Maria?

Schmitão – Vim para cá quando fui designado para servir no 7º RI (Regimento de Infantaria), em 1954. Eu servia no quartel de dia e estudava à noite. Assim, concluí o Técnico em Contabilidade no Colégio Santa Maria, que havia começado em Santa Cruz do Sul. Logo, ingressei na primeira turma de Economia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde conheci minha esposa. Casamos quando ainda éramos acadêmicos. Nossa formatura foi no dia 12 de dezembro de 1958. Uma curiosidade: há 58 anos ininterruptos, nossa turma ainda se reúne. Nem todos conseguem vir ainda, mas nunca falhamos. Formado, fui convidado a ser professor do curso.

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Diário – Além da rádio, o senhor sempre teve uma vida ativa em outros setores da nossa sociedade.
Schmitão – Sou cidadão santa-mariense. Sempre me envolvi no que pudesse contribuir para o crescimento da cidade. Fui convidado a ser diretor de finanças da nossa prefeitura, quando ainda era professor, em 1960. Nessa ocasião, assumi a Secretaria de Obras também. Trabalhei por cinco anos no jornal A Razão, e atuei por 12 no Cite (Clube de Integração e Troca de Experiências), desde a fundação, em 1993. Fui vereador por dois mandatos, em 1964, pelo PSD (Partido Social Democrático) e, em 1992, pelo Partido Progressista (PP). Nas duas ocasiões, fiquei de suplente nas eleições, assumi e ainda fui eleito presidente da Câmara de Vereadores no primeiro mandato. Além destes, atuei na Associação Rural de Santa Maria e fui comissário, durante 11 anos, da Expofeira. Além da rádio, sou produtor rural, adoro a vida no campo.

Diário – Sua esposa, a professora Maria Valdereza, fez o mestrado nos Estados Unidos. Por quanto tempo moraram lá?
Schmitão – Moramos fora durante dois anos e dois meses. Naquela época, não havia cursos de mestrado e doutorado na área dela em Santa Maria. Lá, trabalhei como housekeeper (auxiliar de limpeza) e juntava dinheiro para pagar os compromissos que tinha aqui. Eu exercia com gosto a função, era bem remunerado.

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Diário – Seus filhos foram criados no Brasil?
Schmitão – Sim. E todos moram aqui. A Neila Beatriz é comerciante; o Luis Fernando é zootecnista e funcionário da UFSM. Ele me deu uma nora que é uma filha pra mim, a enfermeira Sandra. Minha caçula é a professora Maria Cristina. Tenho orgulho dos netos que eles me deram. Todos buscaram realização nos estudos e são muito responsáveis.

Diário – O que o senhor pode destacar na sua trajetória como radialista?Schmitão – Comecei em 1953, com notícias esportivas em Venâncio Aires. Em Santa Maria, sempre trabalhei na Imembuí, desde 1965. Lembro-me dos jargões que inventava e ainda invento; do Madrugada Alegre, com recadinhos amorosos; de ajudar os taxistas ao atualizar os horários dos trens e do Alvorada na Fazenda, que apresentava com o saudoso Cerejinha. Santa Maria é a cidade que eu vi crescer e que me deu muitas oportunidades. É a nossa capital regional.

Por Luísa Neves, jornalista

 

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