Reunião deve definir destino da Casa de Cultura de Santa Maria - Cultura e Lazer - Diário

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Fechada desde 201502/02/2017 | 09h30Atualizada em 02/02/2017 | 09h30

Reunião deve definir destino da Casa de Cultura de Santa Maria

Na terça-feira, prefeitura, Associação de Amigos da Casa de Cultura e de empresas de planejamento cultural vão conversar sobre restauração do prédio

Reunião deve definir destino da Casa de Cultura de Santa Maria Fernanda Ramos/especial
Deteriorada pela falta de conservação e sem PPCI, a Casa de Cultura teve de fechar as portas em 2015 Foto: Fernanda Ramos / especial

Santa Maria é conhecida por ser o Coração do Rio Grande e, também, a Cidade Cultura. E nessa carinhosa geografia, a Casa de Cultura, localizada na Praça Saldanha Marinho, poderia ser considerada o coração cultural do município. Infelizmente, esse coração não bate há mais de um ano. Reviver esse órgão pulsante é um dos grandes desafios do governo atual e da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, encabeçada por Marta Zanella.

Segundo a secretária. o primeiro passo para encaminhar a ressurreição do centro cultural será dado na manhã do dia 7 de fevereiro, quando a secretária receberá representantes da Associação dos Amigos da Casa de Cultura e das empresas Cida Planejamento Cultural e Lahtu Sensu Administração Cultural. Eles celebraram um convênio com a prefeitura para elaborar os projetos de restauração do prédio e captação de recursos para a obra.

Show de Ney Matogrosso em Santa Maria está em fase de negociação

O presidente da Associação dos Amigos da Casa de Cultura, Jorge Ubiratã da Silva Lopes, o Byrata, disse ao Diário não estar a par dessa reunião. Porém, acredita que o encontro será um marco rumo à reabertura da Casa de Cultura. Byrata conta que os projetos relacionados a arquitetura, elétrica e hidráulica para a reforma do prédio foram finalizados no fim de 2016. A demora na conclusão do trabalho teve a ver, entre outras coisas, com alterações exigidas pelo Plano de Prevenção e Combate a Incêndios (PPCI), e outras adequações. Ele ressalta também que se trata de um projeto muito complexo.

– Reunimos o público ligado à área cultural de Santa Maria em várias ocasiões para debater a proposta, e isso exigiu muito tempo até entendermos o que a comunidade santa-mariense queria para a Casa de Cultura – afirma Byrata.

Para Marta Zanella, além da reunião com a associação e as empresas de planejamentos, outra medida importante e urgente é o isolamento do prédio, que se deteriora a cada dia.

– Não adianta colocar placas ou fitas. Temos de isolar com tapumes, pois é um local de grande fluxo de pessoas passando ali – diz a secretária.

Foto: Fernanda Ramos / especial

Fechado desde dezembro de 2015, o prédio da Casa de Cultura era sede de associações de artistas plásticos, poetas, enxadristas, quadrinistas, além de abrigar o Conselho Municipal de Cultura, a Escola Municipal de Artes Eduardo Trevisan (Emaet) e um café. Em 2011, a prefeitura encomendou um elaborado estudo para restauração do prédio – já em parceria com Cida Planejamento Cultural e Lahtu Sensu Administração Cultural.

O projeto prevê de um auditório para 104 pessoas, espaços para artes visuais, música, literatura e exposições, salas para oficinas, sala de reuniões, além de um café, no quarto andar, com área aberta e vista para a Praça Saldanha Marinho. A obra estava orçada em R$ 4,5 milhões.

Marta Zanella garante que não haverá retrocesso apesar da falta de recursos

Em 2013, a direção da Lahtu Sensu afirmou que os projetos técnicos estavam concluídos e que, a partir disso, seria possível encaminhar a proposta para aprovação do setor responsável pela Lei de Incentivo à Cultura do Estado (Pró-Cultura RS). Um ano depois, o projeto arquitetônico foi para aprovação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, já com pré-aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae). Porém, o projeto foi elaborado sem cumprir as exigências para o Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI). 

Além disso, havia correções a ser feitas em termos de acessibilidade, pois os corredores, escadas e portas dos banheiros são tombados, não podendo ser alterados como prevê a legislação para acesso de cadeirantes. Foi preciso projetar um novo banheiro e rampas. O projeto elétrico estava sendo alterado devido à previsão da carga para o palco.

Em 2015, a prefeitura foi notificada pelo Corpo de Bombeiros de que o prédio não poderia seguir funcionando sem PPCI. Sem recursos para promover as mudanças necessárias, a Secretaria de Cultura evacuou o prédio em dezembro daquele ano. De lá para cá, a cidade espera sua reabertura.

 
 

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