Para professores e professoras: uma mensagem de igualdade - Cultura e Lazer - Diário

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Opinião15/02/2017 | 13h32Atualizada em 21/02/2017 | 11h46

Para professores e professoras: uma mensagem de igualdade

Colunistas de Sociedade, Martha Souza faz um convite ao debate sobre igualdade de gênero nas volta às aulas

É um prazer fazer parte do time de colunistas do Diário de Santa Maria. Procurarei colaborar abordando temas como: diversidade, violência, igualdade de gênero, inclusão e direitos humanos. São assuntos que venho dedicando parte da minha vida acadêmica e que pretendo, respeitosamente, compartilhar nesse espaço. Aproveitando o período de retorno das aulas, deixo aqui a primeira "mensagem" aos professores e professoras.

Foto: Marcella Brioto / Revista Educar para Crescer, Divulgação

Querido(a) professor(a)

As férias foram boas? Conseguiram descansar e planejar as atividades para o novo ano? Sim, porque professor, mesmo quando descansa, faz projetos. Se as férias foram na praia, na Serra, no campo ou mesmo no sofá da sala vendo um bom filme, tudo que desejamos é que tenha sido útil para recarregar suas energias. Agora, recomeça a correria.

Sabemos que a sua escola promove um ambiente acolhedor e busca atividades diversas para manter os alunos interessados do início ao fim do aprendizado. Conhecemos o potencial de mudança que os professoras(es) carregam e o quanto podem diminuir as desigualdades. Lembramos, muitas vezes, com carinho, daqueles professores e professoras que marcaram positivamente em nossas vidas.

Por enquanto, continuamos nos assustando com as taxas de violência, o uso de drogas e casos de gravidez (não planejada) na adolescência. Ficamos surpresos com pais e mães que batem, expulsam e mesmo matam filhos que são homossexuais. Sim, precisamos nos indignar. Ou seguiremos sendo reconhecidos como um país racista e homofóbico.

Que tal ampliarmos o diálogo sobre a tolerância e respeito às diferenças?  Atualmente, por exemplo, temos um baixo nível de escolaridade das travestis. Quantas travestis já estudaram na sua escola? Fatos corriqueiros, como ir ao banheiro, são impeditivos para que essas pessoas permaneçam no ambiente escolar. As piadinhas diárias que enfrentam são doloridas. Aliás, bem lembrado: é A travesti, ELA (e nunca ele).

Em 2017, ouse mais. Use a empatia para compreender quem é diferente de você.

Como diria Guacira Lopes Louro – doutora em Educação, professora titular aposentada da Faculdade de Educação da UFRGS: "é indispensável questionar não apenas o que ensinamos, mas o modo como ensinamos e que sentidos nossos alunos/as dão ao que aprendem".

Louro reforça que teremos que ser capazes de um olhar mais aberto, de uma problematização que terá que lidar, necessariamente, com as múltiplas e complicadas combinações de gênero, sexualidade, classe, raça, etnia.

Que tal aceitar o desafio para esse debate em sua escola? Tratar esses temas com o devido respeito pode ser uma boa alternativa. O resultado pode diminuir os casos de depressão, ansiedade, tentativas de suicídio e o uso de drogas. Não é tarefa simples. Mas sabemos que vocês conseguem.

Bom retorno queridas(os) professoras(es).
Um 2017 de pura energia para todos e todas!


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