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Dia Mundial do Gato17/02/2017 | 15h30Atualizada em 17/02/2017 | 16h00

Os mitos e as verdades que cercam os felinos

Entenda as necessidades e comportamentos desses animais

Os mitos e as verdades que cercam os felinos Lucas Amorelli/NewCo DSM
Foto: Lucas Amorelli / NewCo DSM

Uma das principais causas do abandono de animais é a falta de informações. Muitas vezes, os donos desamparam os felinos por pensarem que eles são os causadores de doenças e alergias em suas casas. Mas, com cuidado, é possível evitar as zoonoses e ter uma convivência tranquila com os gatos.

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A asma e a rinite, por exemplo, não são fatores que impedem o contato com o gato, de acordo com a pediatra Rosângela Lovato. Também não há uma contra indicação sobre crianças conviverem com os animais, pois, a não ser que elas tenham alergia ao pelo de gato, os animais não vão desencadear crises alérgicas nos pequenos.

 – Não quer dizer que se uma criança tem asma, ela não pode brincar com gatos. É preciso ter alguns cuidados, como com as fezes do animal e também com o comportamento, por exemplo. Assim, não há risco nenhum para uma criança ter esse animal – explica Rosângela.

Foto: Divulgação / DSM

No Dia Mundial do Gato, entenda as necessidades e o comportamento dos bichanos

A toxoplasmose, uma doença parasitária, é a principal associada ao gato, já que ele é um hospedeiro do protozoário. De acordo com o professor de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Fernando Fighera, os filhotes de gatos, até cerca de quatro meses, eliminam oocistos quando defecam. Após 24h, esse oocistos se tornam infectáveis e podem ser espalhados pelo vento no ambiente. Por isso, é preciso cuidar as medidas de higiene após manuseio das fezes e contato com a terra. 

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– As duas maiores causas de toxoplasmose são a carne mal cozida e os vegetais mal lavados. Há incidência da doença principalmente no noroeste do estado, pelo consumo da carne de porco mal cozida. Com exceção de pessoas imunossuprimidas ou mulheres grávidas, que estão com uma imunidade mais baixa, o risco de ser contaminado pelas fezes do gato é muito pequeno – ressalta Fighera. 

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A Doença da Arranhadura do Gato é outra zoonose comum e cheia de mitos. Ela acontece quando um indivíduo é arranhado ou mordido por um gato. Com isso, pode haver uma infecção por bactéria. Segundo Fighera, um a cada três gatos tem bactérias nas unhas e na boca, mas não significa que os humanos serão infectados. 

– Essa doença só vai acontecer em um paciente imunossuprimido. De maneira alguma um arranhão vai causar isso em pessoas com a imunidade normal. É claro que em caso de mordida ou ferimento mais profundo é preciso recorrer ao médico imediatamente – completa o veterinário.

 

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