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Feira do Livro21/02/2017 | 09h01Atualizada em 21/02/2017 | 09h01

"Não quero ser figura decorativa" diz Marcelo Canellas sobre ser patrono

Padrinho da Feira do Livro de Santa Maria, o jornalista promete ser atuante e deseja estar presente em todos os dias do evento

"Não quero ser figura decorativa" diz Marcelo Canellas sobre ser patrono Juraci Mendes/Divulgação
Em 2016, jornalista esteve na Feira do Livro para o lançamento de sua biografia "Marcelo Canellas, Por um Jornalismo Humanista", de Sidney Barbalho de Souza Foto: Juraci Mendes / Divulgação

A comissão organizadora da Feira do Livro de Santa Maria anunciou, na manhã desta segunda-feira, os nomes do patrono e dos homenageados da edição 2017 do evento, que será realizada de 29 de abril a 14 de maio, na Praça Saldanha Marinho. O patrono do evento será o jornalista Marcelo Canellas, que terá ao seu lado o professor homenageado, José Eduardo Escobar Nogueira. O escritor homenageado é Edmundo Cardoso (1917-2002).

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– É uma honra ser homenageado! Em especial, neste ano, em função do centenário de Edmundo Cardoso. Tive o privilégio de crescer convivendo com ele, éramos vizinhos. Então, ser lembrado ao lado de pessoas tão dedicadas à cultura da cidade, é uma satisfação – comenta Canellas que está se programando para estar em Santa Maria durante toda a feira. 

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O profissional não esconde a felicidade e o orgulho em ser patrono de um evento que ele ajudou a fazer acontecer, na década de 1980, quando era estudante de jornalismo. Ele conta que, na época, ao lado dos colegas de Diretório Acadêmico da Comunicação, o grupo não media esforços para viabilizar o evento, que não tinha muito apoio. Após a faculdade, ele seguiu participando e vendo a Feira do Livro crescer. Primeiro como leitor, depois, como debatedor e escritor. Agora, como patrono, ele deseja ser tão atuante quanto vem sendo.

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– Desde que fui convidado, já dei várias sugestões e estamos discutindo. Acredito que, tanto eu quanto o Escobar, temos o perfil de participação mais ativa. Não quero ser uma figura decorativa. Quero participar da discussão do formato da feira – revela o jornalista.

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Ele adianta que alguns nomes de escritores e amigos já estão sendo sondados para as atividades do evento. Mas, por enquanto, tudo está sendo debatido com a organização. O novo patrono ressalta, ainda, que o encontro cultural deve se preocupar em disseminar a leitura, e não apenas com a comercialização de livros.

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– Espero que possamos aprofundar a vocação da Feira do Livro que é ser um espaço de conhecimento e de tráfego de ideias. Esse é um evento emblemático para a cidade, voltado para estudantes e para quem se interessa por conhecimento. A comunidade ocupa a praça e faz daquele espaço a sala de sua casa. A Feira do Livro é muito mais do que vender livro. Deve vender leitura! Por isso, é fundamental a participação das escolas e das crianças – acredita o patrono.

Surpresa e felicidade

Escobar Nogueira, professor homenageado, conta que recebeu com surpresa a indicação de seu nome entre os homenageados. Há 25 anos atuando como professor de literatura, ele acredita que vários professores desempenham excelentes trabalhos na cidade e o mereciam tanto quanto ele.

Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

– Estou surpreso e muito feliz em representar a classe de professores nesta edição da feira. Sempre é bom receber uma homenagem em vida, mas não espera isso – conta o educador.
Escobar Nogueira diz que se colocou à disposição da organização da feira para contribuir com a elaboração das atividades do evento.

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– Quero sugerir, interagir e me comprometer com a feira. Até porque tenho um vínculo afetivo com a literatura. Quero me envolver o máximo possível – ressalta.

Reconhecimento

Foto: Acervo Casa de Memória Edmundo Cardoso / Divulgação

Tanto a família quanto a Associação de Amigos da Casa de Memórias Edmundo Cardoso estão gratos com a homenagem nesta edição da Feira do Livro. De acordo com Gilda May Cardoso dos Santos, filha do teatrólogo, é uma felicidade grande ver que a sociedade reconhece o trabalho realizado por seu pai.– Ele foi um verdadeiro guardador de memórias de Santa Maria. Agora, no ano do seu centenário, ficamos muito felizes em ver o reconhecimento da cidade celebrando a trajetória do trabalho realizado por ele – agradece Gilda.

 
 

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