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Carnaval28/02/2017 | 10h34Atualizada em 28/02/2017 | 10h34

Mesmo sem desfile, algumas escolas de Santa Maria trabalham o ano todo

Com foco no desfile de 2018, escolas de Santa Maria se organizam para juntar dinheiro

Mesmo sem desfile, algumas escolas de Santa Maria trabalham o ano todo Fernanda Ramos/NewCo Dsm
Foto: Fernanda Ramos / NewCo Dsm

Como diz a canção do grupo Los Hermanos, todo Carnaval tem seu fim. Mas, para algumas escolas de samba, a folia e o trabalho não acabam na quarta-feira de cinzas. Apesar de mais um ano sem desfile de rua, Santa Maria tem agremiações ativas o ano todo, e que já estão de olho em 2018. É o que afirma Vanilda Bolzan de Pelegrini, presidente da Associação Cultural Beneficente Unidos do Itaimbé.
– A escola não para. Independentemente de ter ou não desfile de rua, temos eventos semanais e mensais ao longo do ano na quadra da escola. São eventos festivos, gastronômicos e ações sociais – conta.

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Segundo ela, dezenas de jovens e crianças participam semanalmente de um projeto sociocultural encabeçado pelo Mestre Bica, responsável pela bateria da escola. Os encontros acontecem sextas e sábados, depois das 18h. Além de aprender a tocar instrumentos, o grupo ensaia para apresentações.
– A bateria tem que estar sempre afinada e ensaiada. Afinal, eles se apresentam o ano inteiro em eventos privados e, também, em apresentações públicas – explica a presidente.

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A apresentação do grupo ao lado da Ala Show, composta pelas rainhas, passistas, porta-estandarte, mestre-sala e porta-bandeira, é uma apresentação artística vendida para festas e eventos o ano todo. A Unidos do Itaimbé também realiza rodas de samba, risotos, feijoadas, jantares, chás e cafés coloniais durante o ano. Além de manter a comunidade reunida, os eventos da agremiação viabilizam a arrecadação de verba para pagar as despesas mensais. O lucro é guardado para as despesas do Carnaval. Até o fim de abril, a escola deve lançar uma campanha colaborativa para cobrir a quadra e garantir a realização de eventos no inverno.

Foto: Fernanda Ramos / NewCo Dsm

A falta de cobertura na quadra também é um problema enfrentado pela Sociedade Recreativa Beneficente Barão do Itararé, presidida por Paulo Roberto Silveira. Segundo ele, é inviável realizar atividades no outono e no inverno, o que prejudica a arrecadação de verba e reunião da comunidade envolvida com a agremiação. Porém, como não teve desfile este ano, a escola investiu suas reservas na cobertura de parte da quadra. Conforme Paulo, metade do espaço será coberto:
– O objetivo é realizar eventos mais frequentes do que vem acontecendo. Para garantir entrosamento e verba para a escola.

É possível!


– É possível realizar o desfile de rua sem depender exclusivamente de verba pública – garante o presidente da Associação Artístico-Cultural Vila Brasil, Felipe Pires da Silva. Segundo Silva, a escola realiza eventos gastronômicos, vende as apresentações artísticas da Bateria Show Pegada da Pantera e do grupo harmônico Meninos da Vila, formado por um vocal, um cavaquinho e um violão. Conforme o presidente, a prova disso é que, em 2015, no último desfile de escolas de samba de Santa Maria, a prefeitura repassou R$ 35 mil para cada escola, mas a Vila investiu R$ 107 mil no desfile. Tudo com o auxílio de patrocinadores e com o dinheiro arrecadado nesses eventos.

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Sem desfile em 2017, o valor arrecadado no ano passado foi investido em melhorias na quadra e no salão da escola, que ganhou novo telhado, piso e teve os banheiros reformados.

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Às vezes, é preciso dar um passo para trás para depois avançar, diz o ditado. E isso faz muito sentido para os presidentes das escolas de Santa Maria. Segundo Silva, a criação da Liga das Escolas de Samba, há cerca de um ano, foi um grande passo para a folia local.

– As escolas estão muito unidas. E a gente acredita muito que essa associação vai fazer a diferença e conseguir viabilizar o Carnaval de 2018. Estamos ligados aos editais e com projetos elaborados para que possamos arrecadar o dinheiro. A ideia é que, até novembro, o valor seja repassado às escolas. Esse ano, decidimos juntos que não havia tempo hábil para realizar um espetáculo bonito. Estamos concentrando esforços para o próximo ano – conclui Silva.

 
 

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