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Bairro Patronato23/02/2017 | 13h51Atualizada em 23/02/2017 | 17h22

Conheça a história do padre que também chama atenção por suas esculturas e livros

Religioso vive em Santa Maria há décadas e tem a expressão humana como inspiração

Conheça a história do padre que também chama atenção por suas esculturas e livros Lucas Amorelli/NewCo DSM
Foto: Lucas Amorelli / NewCo DSM
Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge

pamela.matge@diariosm.com.br

Ele diz compreender o ser humano em sua totalidade e fugir de qualquer rótulo. Dorli Signor, 79 anos, é padre palotino, escritor, escultor e professor. De fala mansa, prende a atenção ao abordar qualquer assunto, sempre repleto de referências e analogias. É, sobretudo, um homem que não tem conceitos fechados, mas se mostra crítico a padrões pré-estabelecidos e parece manter um forte elo entre religião e educação. A primeira, descrita como um modo de estabelecer relações. A segunda, como uma possibilidade de aprender a partir de vivências e do afeto:

– Hoje, não se pergunta como o aluno se sente, não se abraça. Dá-se um livro para copiar e dizer que isso é "fazer pesquisa". A palavra educação vem do latim Ducere, que significa conduzir. As escolas não estão dando educação, estão dando informação, uma repetição do que já existe.

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Foto: Lucas Amorelli / NewCo DSM

Signor ainda era adolescente quando deixou Águas da Rondinha, antiga localidade de Sarandi, no noroeste do Estado, para ser seminarista e ingressar na religião. Formou-se em filosofia e teologia e lecionou em colégios e faculdades. Já morou fora de Santa Maria, mas, há 24 anos, retornou à cidade e vive no Bairro Patronato. Na Faculdade Palotina (Fapas), mantém seu próprio ateliê. É por ali também que fica a olaria em que suas obras de argila ganham forma e significação. Atualmente, reza missas, celebra casamentos e batizados, tendo o respeito às diferenças e à liberdade como premissa:

– Eu nunca perguntei em um casamento, por exemplo, se ¿é por livre e espontânea vontade que estão ali¿. É claro que estão. É preciso transcender aos rituais. Nenhuma imposição é evangelizadora. Uma religião que oprime e põe regras reduz as pessoas a entrarem em um templo e fazer o sinal da cruz.

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Signor tem 15 livros publicados sobre filosofia e metafísica e pelo menos 300 esculturas. Foi na década de 1980, que ele deparou com uma área de conhecimento que norteou suas obras: a biodança. Em argila, busca resgatar sentidos adormecidos e materializa essencialmente cinco potencialidades humanas vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcendência.

Aspectos religiosos, expressões humanas e a nudez se misturam em diferentes formas esculpidas.

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– A religião foi mal entendida, pois trabalhou com a alma, com o espírito e não com o corpo. Isso é um erro, pois Deus criou o ser e, desde a antiguidade, o ser humano é total – defende o padre.

Foto: Lucas Amorelli / NewCo DSM

Atualmente, o padre Dorli Signor celebra missas todas as segundas-feiras, às 18h30min, na Capela da Comunidade Patronato. Quem tiver interesse em conhecer mais sobre seu trabalho pode ir até o ateliê do artista, que fica anexo à Fapas, na Avenida Presidente Vargas, 115. As visitas devem ser feitas mediante agendamento pelo e-mail: signor@terra.com.br ou pelo telefone: (55) 99963-7966.

Foto: Lucas Amorelli / NewCo DSM


 
 

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