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Opinião22/12/2016 | 09h12Atualizada em 22/12/2016 | 09h12

O Brasil do futuro

O Brasil do futuro Arte Rafael Guerra / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Arte Rafael Guerra / Agência RBS / Agência RBS
Vitor Biasoli

vbiasoli@gmail.com

A Fundação de Economia e Estatística (FEE) divulgou, na semana passada, os dados relativos ao Produto Interno Bruto (PIB) das cidades sul-rio-grandenses em 2014. Santa Maria ficou em sétimo lugar. Naquele ano, o município gerou R$ 6,475 bilhões, destacando-se entre as cidades de maior crescimento, com destaque para as áreas de comércio e serviços.

Li esses dados na Página 2 do Diário, no dia 15, e lembrei que a FEE está no rol das fundações que o governo Sartori extinguiu. Segundo o governador, o fim da FEE e de mais outros 10 órgãos e fundações — entre eles, a Fundação Cultural Piratini (que mantém a TVE) e a Fundação Zoobotânica — são parte de um projeto de economia de despesas e enxugamento do Estado. Nesta semana, o governador acrescentou que o seu pacote de reformas integra um projeto de superação do "Estado arcaico". Em relação à coleta e análise de dados econômicos e sociais (a função específica da FEE), um de seus secretários explicou que, para isso, o governo contratará os serviços de algum instituto de pesquisa desvinculados ao governo e está resolvido o problema.

A extinção dessa fundação é polêmica e até surgiu resistência à ideia dentro dos quadros intelectuais do PMDB. O economista Darcy Francisco dos Santos, que não desaprova as medidas de enxugamento do Estado, sustenta que "os remédios mal ministrados não curam as enfermidades", referindo-se ao fechamento dessa fundação e às dificuldades financeiras do Estado.

É o preço a pagar, no entanto, pelo engajamento na modernidade neoliberal. A mesma tendência que se delineou no plano nacional, com a PEC do Teto, agora se faz presente no Rio Grande do Sul: as reformas constitucionais visando diminuir as funções sociais do Estado. Como faço parte do setor da sociedade que entende que esse não é o melhor caminho para a maioria da população, que as condições de precariedade e desigualdade de nossa sociedade exigem um Estado atuante, não aposto nessas reformas e olho com pesar a sua aprovação. Mas reconheço que é por aí que se delineia o futuro do Rio Grande e do Brasil. Um futuro assombroso delineado pelo projeto do Estado Mínimo.

 
 

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