Mínimas (porque máximas é para quem pode) - Cultura e Lazer - Diário

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Opinião20/12/2016 | 09h55

Mínimas (porque máximas é para quem pode)

Mínimas (porque máximas é para quem pode) Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

- O Temer vai mudar o slogan "Não pense em crise. Trabalhe!", criado no início do seu governo. Agora será: deixe a crise por nossa conta. Trabalhe! Ou então: nós trabalhamos pela crise. Você paga!

- A Medida Provisória da reforma do Ensino Médio — aprovada na Câmara — é tipo Nescafé: as disciplinas de filosofia e sociologia serão diluídas, ou seja, terão um conteúdo solúvel. Os técnicos do MEC devem ter assimilado a modernidade líquida, se é que entenderam Bauman.

- Também ficou definido que profissionais graduados sem licenciatura poderão fazer uma complementação para que estejam qualificados a ministrar aulas. Ou seja, no texto aprovado, explica-se como é que alguém com "notório saber" pode ser considerado docente do Ensino Superior: com um puxadinho pedagógico.

- O Temer não queria ser um vice em vão, por isso, tirou da manga o projeto Ponte para o Futuro.

- Mas, pelo jeito como estão ocorrendo os acordos de leniência na Lava-Jato, não vai ter empreiteira para o Temer erguer a sua ponte para o futuro.

- As obras da Ponte para o Futuro do Temer estão condenadas: fundações estão ruindo com tanta propina vindo à tona. Está mais para Ponte para o Passado.

- Pesquisa Ibope da semana passada aponta rejeição de 46% da população ao governo Temer, e uma avaliação negativa de 69%. Diante dos 72% que não confiam nele, Temer se saiu com essa: "não busco aplausos imediatos". Ora, com medidas que congelam obrigações do Estado para com saúde e educação por 20 anos e estendendo a aposentadoria dos trabalhadores para 49 anos de contribuição, acho que ele também não pretende mais aplausos neste século.

- A reforma da Previdência também reforma o antigo ditado "o seguro morreu de velho". Agora será: "o segurado vai morrer de fadiga e cansaço".

- Com a PEC 55, o recado é mais ou menos este: faça uma previdência privada para você. Essa ponte para o futuro é nossa.

- Datas fatídicas: 13 de dezembro de 1968, o AI 5 consolidou o regime de exceção; 13 de dezembro de 2016, a PEC 55 vai criar o regime de exclusão.

- Para os que pedem intervenção militar já: o que o Brasil precisa é de jeito, não é de força. É certo que por aqui o que mais se vê é jeitinho; mas qualquer intervenção não envolve forcinha.

Para fechar a conta

Como eu disse no início do ano: 2016, noves fora, zero (só quem teve aulas de aritmética entende).

 
 

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