Cronistas do Diário: Conjuntura tempestuosa, por Vitor Biasoli - Cultura e Lazer - Diário

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Opinião15/12/2016 | 09h02Atualizada em 15/12/2016 | 09h33

Cronistas do Diário: Conjuntura tempestuosa, por Vitor Biasoli

Cronistas do Diário: Conjuntura tempestuosa, por Vitor Biasoli Arte Rafael Guerra / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Arte Rafael Guerra / Agência RBS / Agência RBS
Vitor Biasoli

vbiasoli@gmail.com

A segunda fase do movimento Fora Dilma está no seu momento terminal. A primeira foi o processo de defenestramento da presidenta de 54 milhões de votos e o fim do projeto neodesenvolvimentista que seu governo esboçava; a segunda, o governo Temer e a aprovação de uma série de reformas impopulares que indicam um novo patamar para a economia e a sociedade brasileiras. Se havia algum receio do estabelecimento de um projeto social-democrata no cenário brasileiro, isso é página virada. 

O Congresso Nacional, as lideranças empresariais e a grande imprensa têm proclamado que a única saída para o país é a aprovação da PEC do Teto, mais as reformas da Previdência e a trabalhista. Não se pode dizer que os setores sociais que sofrerão com essas reformas estão calados, mas o barulho que fazem nas ruas não é capaz de reverter as conquistas do movimento Fora Dilma e as mudanças que desencadearam. As atuais manifestações de rua da oposição apenas explicitam o que o economista Pedro Fonseca afirmou em entrevista na Zero Hora do último final de semana: "o aguçamento dos conflitos sociais", inevitável com o congelamento dos gastos sociais. Um custo social que seguramente está nas previsões das lideranças do movimento vitorioso.

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O fim da segunda fase do Fora Dilma se delineia com o possível encerramento do governo Temer, e abrem-se algumas perspectivas: o Congresso chamar eleições diretas para eleição de um novo presidente, o Congresso realizar eleições indiretas, as Forças Armadas intervirem.

Talvez existam outras alternativas. Talvez até o governo Temer sobreviva aos abalos e chegue a 2018. A conjuntura política nacional tem sido uma caixa de surpresa, e tudo é possível. Um movimento de massas das classes alta e média foi vitorioso – defenestrou uma presidente e seu projeto de sociedade e nação –, e novas perspectivas se abriram. Essas perspectivas estão se concretizando – as reformas neoliberais –, mas ainda é incerto o quadro da estabilidade política e social. Sem querer ser pessimista, arrisco dizer que estamos no mar, em pleno mar, e a tempestade não terminou.

 
 

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