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Opinião27/12/2016 | 09h53Atualizada em 27/12/2016 | 09h53

Como é que é?

Como é que é? Arte Rafael Guerra / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Arte Rafael Guerra / Agência RBS / Agência RBS

Para quem ainda não sabe, o Brasil ficou em sexto lugar no Ranking da Ignorância, elaborado por um instituto britânico — Ipsos Mori — especializado em pesquisa de marketing. Essa notícia não passou de uma notinha na grande imprensa (que tem sua parte nesse latifúndio), de modo que a maioria dos brasileiros desconhece a sua própria façanha. Talvez essa mesma maioria não esqueceu do vexame dos 7 a 1 contra a Alemanha. Para mim, é menos vergonhoso do que estar entre os mais desinformados do mundo. Nem serve de consolo o fato de os EUA estarem em quinto — a vitória do Trump é um testemunho vigoroso do que se passa por lá, e os desinformados americanos terão o seu castigo a tempo. Vergonha à parte, isso explica muita coisa deste 2016 — annus horribilis sem nobreza —, o qual não acaba em 31 de dezembro, ao que tudo indica.

O Barão de Itararé cunhou a máxima: "Se há um idiota no poder, é porque os que o elegeram estão bem representados". No caso, o que está de plantão no Planalto chegou lá por tramar nos bastidores. Mas tem feito jus aos representados, que o ajudaram a defenestrar uma presidenta sem qualquer crime a justificar seu impedimento. A pressão popular, com suas panelas, cartazes e imprecações, serviu de "voz das ruas" soprando no ouvido dos parlamentares. Sinto dizer, mas é a mesma que coloca o país na sexta posição entre as nações mais ignorantes. E o pior, agora olha constrangida o grupo — para lá de suspeito —, que está pondo em prática uma agenda que retira direitos consagrados na Constituição de 88, que põe em risco a educação e a saúde pelos próximos 20 anos, aumenta a idade e o tempo de contribuição para a aposentadoria, e que, agora, prepara-se para atacar com tudo a CLT, permitindo jornada de 12 horas e outras maldades. Esta que alega não ter dinheiro para socorrer os Estados falidos, mas corre com R$ 105 bilhões para salvar as teles (privatizadas por FHC) em perigo. E ainda age para melar a Lava-Jato, próxima demais dos caciques que ocuparam Brasília. Quem alimenta os dados dessa posição, no ranking da ignorância, faz cara de paisagem ou balança a cabeça e solta o clichê: "político é tudo farinha do mesmo saco".

Nem falei no Rio Grande do Sul, cujas façanhas já ultrapassam as fronteiras, mas, certamente, a nossa contribuição nesse ranking não deve ser pequena, haja vista o que o desgoverno atual tem conseguido. Isso que cantamos a todo pulmão: "Povo que não tem virtude/Acaba por ser escravo". Estar bem informado deve ser a primeira, a fundamental das virtudes para não se deixar escravizar.

 
 

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