Com novos arranjos, Guantánamo Groove faz show acústico no Teatro Treze de Maio - Cultura e Lazer - Diário

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Ocupa acústico16/11/2016 | 20h30Atualizada em 16/11/2016 | 20h30

Com novos arranjos, Guantánamo Groove faz show acústico no Teatro Treze de Maio

Apresentação da banda santa-mariense rola neste sexta-feira

Com novos arranjos, Guantánamo Groove faz show acústico no Teatro Treze de Maio Rodrigo Ricordi/Divulgação
Foto: Rodrigo Ricordi / Divulgação

Não há dúvidas. Dia após dia, a Guantánamo Groove mostra-se cada vez mais consolidada na cena autoral do Estado. Agora, quando comemora seus bem aproveitados quatro anos de estrada, o trio santa-mariense experimenta aquele que, talvez, seja seu momento mais significativo na breve carreira. Nesta sexta-feira, a GG volta ao palco do Theatro Treze de Maio, onde executará na íntegra, em versão acústica, o álbum Ocupa. Depois, na próxima semana, o compromisso não é menos importante. Eles farão sua estreia no Aruna Club, quando dividirão atenções com a lendária banda gaúcha Ultramen.

Formada em outubro de 2012, a Guantánamo Groove mostrou sua identificação com Santa Maria ao versar sobre a geografia e folclóricos personagens da cidade no EP Boca, lançado em 2014. E essa inquestionável aptidão para transformar críticas sociais em poesia teve continuidade em março deste ano, com o lançamento do álbum Ocupa. Mas o disco, que teve produção de Léo Mayer, não mostrou somente o extenso leque de referências estéticas e sonoras que compõem o som do trio. O registro também mostrou uma banda que soube muito bem fidelizar seu público. Para bancar a gravação, Gustavo Garoto (guitarra e voz), Yuri ML (baixo e voz) e Vagner Uberti (bateria) contaram com ajuda da galera e arrecadaram 151% da meta, que foi alcançada 16 dias antes de terminar o prazo da campanha de financiamento coletivo que garantiu Ocupa.

Após rodar o Estado divulgando o disco, no mês passado, desbravaram palcos longe dos pampas. Foram cinco apresentações em bares, ocupações artísticas e na rua: uma na cidade mineira de Poços de Caldas, e outras quatro, em São Paulo (SP). Agora, em meio aos ensaios para que o público se emocione com os novos arranjos para as já conhecidas composições da banda, os caras precisam conter a expectativa para tocar com a Ultramen, assumidamente uma de suas referências. É pouco? Não. No início de dezembro, a GG toca na edição especial de 10 anos do Morrostock, um dos mais importantes festivais independentes do sul do país. Aliás, se você ainda não garantiu ingresso para conferir composições como Se Movimente e João do Santo Expedito em versão acústica, fica ligado: hoje, às 17h30min, os caras farão uma intervenção e venderão entradas no Calçadão Salvador Isaia.

Confira, a seguir, uma entrevista com Vagner, que conversou c o Diário sobre o show de amanhã, Ultramen e sobre o atual momento da banda:

Diário 2 — O show terá participações?

Vagner Uberti — Ao todo, seremos 11 pessoas no palco. Além do quarteto de cordas, flauta e trombone, teremos a participação de dois percussionistas, o Márcio Kbecinha e o Edinho Dias.

Diário 2 — Os novos arranjos estão sob a regência de Márcio Echeverría?

Vagner — Foi o Márcio quem assinou os arranjos de cordas, trombone e trompete para o disco. Ele já vem trabalhando com a gente e, agora, foi contratado, novamente, para nos ajudar nessa releitura, pois, antes, apenas uma das músicas tinha violão celo e violino. Agora, serão 11 músicas, e eles (músicos contratados) vão nos acompanhar do início ao fim.

Diário 2 — Ou seja, vai rolar um ar de novidade?

Vagner - A apresentação terá uma musicalidade que vai valorizar todos esses músicos que estão com a gente. Viemos do power trio, então, estamos acostumados a fazer bastante notas, tocar mais pegado com o volume com bastante intensidade. Já para esse show vai ser diferente, o Yuri vai tocar com baixo semiacústico, o Gustavo vai tocar violão, vamos rearranjar algumas estruturas. Até os andamentos e nuances terão algumas mudanças para privilegiar, principalmente, o quarteto de cordas. Quem for assistir ao show verá algo que não está acostumado, será um show mais poético.

Diário 2 — Como está a expectativa para tocar com a Ultramen?

Vagner - Muito massa. A Ultramen, se não for a melhor, é uma das melhores do Estado para nós. De certa forma, nos aproximamos um pouco por ser um groove, aquela malemolência, com letras reflexivas. Acho que conversamos a mesma língua, claro, cada um no seu nicho, com a sua própria realidade. Expectativa, só depois de passar o teatro, porque agora é foco total no acústico. Inclusive, ainda nem conversamos sobre como vai ser, quais músicas vamos tocar, quem estará com a gente. A expectativa é muito boa, mas nem paramos para pensar ainda.

Diário 2 — Como você avalia o atual momento da GG ?

Vagner - Estamos cheios de planos para 2017. As coisas estão acontecendo. São quatro anos de bastante trabalho. Acreditamos muito na música e trabalhamos bastante para isso. Isso é interessante, as coisas não vão caindo do céu. Elas vão acontecendo aos poucos, como tudo deve ser. Tudo que vem fácil, vai fácil. É daqui para frente.

Guantánamo Groove

Com: Gustavo Garoto (violão, piano e voz), Yuri ML (baixo e voz) e Vagner Uberti (percuteria)

Quando: sexta-feira, às 20h

Quanto: R$ 20 (público geral) e R$ 10 (estudantes e idosos). À venda na bilheteria do teatro e pelo polvoofertas.com.br

 
 

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