Com ar de pub inglês, Zeppelin Bar comemora 10 anos de atividades em Santa Maria - Cultura e Lazer - Diário

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Uma década15/11/2016 | 14h47Atualizada em 15/11/2016 | 14h47

Com ar de pub inglês, Zeppelin Bar comemora 10 anos de atividades em Santa Maria

Além da música, a cozinha é outro destaque do bar. A variada carta de cervejas, com 33 tipos diferentes, também é um diferencial 

Com ar de pub inglês, Zeppelin Bar comemora 10 anos de atividades em Santa Maria Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Quem acompanha a vida noturna santa-mariense sabe que a efemeridade é uma de suas marcas. Em uma cidade com população flutuante, vê-se bares fecharem suas portas na mesma velocidade em que foram abertas. Ou seja, completar uma década atividades no Coração do Rio Grande merece, sim, ser comemorado. E esse é o motivo do sorriso no rosto do casal Marcelo da Cunha e Mila Rios, os nomes por trás do Zeppelin, bar que há 10 anos movimenta a esquina das ruas Visconde de Pelotas e Venâncio Aires. 

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Após ser fisgado pelo charme despertado pelos pubs ingleses, após três anos morando na Inglaterra, Marcelo teve a remota ideia de montar um estabelecimento semelhante. A ideia tomou forma a partir de comentários de gente que sentia falta de um ambiente nesse formato em Santa Maria. Não demorou muito para que o espaço vago no mercado local, somado ao o gosto pela cerveja e apreço pelo som do Led Zeppelin, desse origem ao empreendimento. 

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Mesmo tendo amadurecido junto ao bar, que acaba se confundindo com sua vida particular, Mila conta que ainda é difícil acreditar que já se passaram 10 anos. 

– Temos consciência que uma década de noite em Santa Maria é muito tempo. É muito difícil manter um espaço aberto com a nossa proposta e, graças a Deus, o que nos faz mais realizado é que conseguimos manter um perfil durante esses 10 anos – comenta Mila.

Quando inaugurou, em 11 de outubro de 2006, o Zeppelin não tinha música ao vivo. Passados cerca de nove meses, o casal começou um processo de educação do público sobre o conceito do bar. No local, o rock, o jazz e o blues internacional ditam as regras para um clientes que devem permanecer acomodados nas cadeiras e no balcão. Mila conta que, ao longo dos anos, tornaram-se mais flexíveis, principalmente, em relação à música autoral cantada em português. Mesmo assim, a essência dos primeiros dias continua firme e forte, além de motivo de orgulho. 

– Somos uma das poucas casas do Estado que toca Etta James, Led Zeppelin, Deep Purple e ainda continuamos tentando educar ao público, que se renova a cada cinco anos na cidade – afirma Mila. 

Além da música, a cozinha é outro destaque do bar. E ela ganhou um novo queridinho. Batizado de Moby Dick, o hambúrguer foi tão bem aceito pelo público que fez com que o Zeppelin ocupasse outros espaços. Depois de provocar a formação de filas no primeiro Vila Gastronômica, já foram vendidas mais de 5 mil unidades do lanche em eventos fora do bar. Nada mal para uma receita passada por um cliente. 

Pioneirismo cervejeiro

A variada carta de cervejas, com 33 tipos diferentes, é um diferencial desde a inauguração. Quando ainda nem se falava em cervejas especiais por estas bandas, o bar já servia grifes internacionais como a belga Maredsous e nacionais como a Baden Baden. Hoje, a média de opções segue a mesma e, claro, há os tipos considerados mais comuns. Ou seja, para diferentes gostos e bolsos. 

Quando inaugurou o bar, Mila tinha apenas 22 anos. Hoje, mais experiente, tem muito clara a função do Zeppelin enquanto um prestador de serviço e de lazer à comunidade. Não por acaso, o compara como um divã, onde os clientes buscam esquecer do peso da vida cotidiana, renovar as energias e tacar ficha no dia seguinte. 

– Eu me tornei mais flexível, mais humana. A noite faz isso. A gente está sempre mais atenta às pessoas – diz a empresária. 

Hoje, o Zeppelin conta com uma equipe de oito pessoas, sendo que duas delas trabalham no local desde sua inauguração. Mas, apesar da total confiança nos funcionários, para Mila, a longevidade do bar se deve também ao cuidado dela e do companheiro. 

– Olho do dono que engorda o boi. Dedicamos muito tempo da nossa vida ao bar. Talvez, por isso, por causa desse cuidado, dure tanto tempo. O que faz o bar render e durar tanto tempo é esse lance da pessoalidade – conclui. 

Para dezembro, uma nova festa comemorativa está sendo preparada. Já para esta terça-feira, quem comanda o som no Zeppelin é o músico Vinicius Brum e seu Cantigas do Rock. O ingresso custa R$ 8. 

 
 

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