Campanha busca R$ 65 mil para reforma da sede do Museu Treze de Maio  - Cultura e Lazer - Diário

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Para continuar a luta29/11/2016 | 09h20Atualizada em 29/11/2016 | 09h20

Campanha busca R$ 65 mil para reforma da sede do Museu Treze de Maio 

Prédio onde fica a sede da instituição está interditado desde agosto de 2014

Campanha busca R$ 65 mil para reforma da sede do Museu Treze de Maio  Ronald Mendes/Agencia RBS
Foto: Ronald Mendes / Agencia RBS

De fundamental importância histórica para o Movimento Negro de Santa Maria, o Museu Comunitário Treze de Maio sempre foi um espaço de resistência da etnia na cidade. Criado em 2002, o espaço faz um resgate do legado da Sociedade Cultural Ferroviária 13 de Maio, fundada em 13 de maio de 1903, por famílias ferroviárias negras. Há mais de dois anos, no entanto, o local está de portas fechadas.

Devido a problemas estruturais, como falhas na cobertura, que levaram a infiltrações que causaram danos na rede elétrica e no piso da entidade, o museu teve sua sede interditada em agosto de 2014. Sem os reparos necessários, o local não pode reabrir, tampouco retomar as oficinas de dança afro, capoeira, percussão, samba, os encontros da juventude negra e do grupo vocal de mulheres negras e outras ações do movimento negro. Mas nem mesmo o fato de o prédio ser tombado como Patrimônio Cultural Municipal e ser considerado Patrimônio Histórico e Cultural do Estado facilitou a vida da direção da entidade na busca de recursos para um telhado novo.

Como a resistência faz parte do DNA da comunidade negra, a toalha ainda não foi jogada. Buscando arrecadar R$ 65 mil para bancar a reforma, a diretoria do museu lançou uma campanha de financiamento coletivo no site kickante.com.br. Junto à iniciativa foi lançado o documentário Mobiliza Treze. A produção feita por acadêmicos do curso de Jornalismo da Unifra foi pensada como mais uma ferramenta de divulgação, na medida em que resgata parte da história do museu, além de demonstrar sua importância reconhecida nacional e internacionalmente.

— Durante as entrevistas e gravações, percebemos a importância do Museu, que sempre teve muita vivacidade em seu funcionamento, com aulas, oficinas de dança, grupo de estudos, reuniões de coletivos como a Juventude Negra Feminina de Santa Maria (JUNF). O documentário contém relatos de diretores, ex-diretores, dinamizadores, colaboradores e pessoas que frequentavam o Treze. Ele é baseado nesses relatos, que trazem com força o quanto é urgente sua reforma e a reabertura — conta Amanda Souza, uma das estudantes envolvidas no projeto.

Por meio do documentário, a comunidade santa-mariense poderá perceber a relevância cultural do espaço para a história afro-brasileira. Como ressalta João Heitor Silva Macedo, diretor da entidade, a interdição do prédio não significa somente o fechamento das portas, mas a interdição de uma história de 113 anos de luta e resistência do Movimento Negro de Santa Maria, que, desde sua fundação, ocupou aquele local e deu a ele o significado que tem hoje: um espaço de identidade e de autoafirmação.

"A interdição do prédio tira mais do que o espaço da comunidade negra de Santa Maria, tira sua identidade, seu espaço de diálogo e de construção, de uma cidadania plena, positivada e autoafirmada", escreve Macedo, no texto em que explica a campanha, no site kickante.com.br.

Para saber mais sobre a iniciativa e assistir ao documentário, basta acessar a fanpage do museu no Facebook. Quem quiser colaborar com essa história, pode fazer doações de valores a partir de R$ 10.

 
 

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