Há 30 anos, Bar do Pompeo reúne amigos no coração do Parque Itaimbé - Cultura e Lazer - Diário

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Boemia em meio à natureza18/10/2016 | 20h00Atualizada em 18/10/2016 | 20h01

Há 30 anos, Bar do Pompeo reúne amigos no coração do Parque Itaimbé

Estabelecimento completou três décadas de atividades no último dia 1º

Há 30 anos, Bar do Pompeo reúne amigos no coração do Parque Itaimbé Jean Pimentel/Agencia RBS
O santiaguense e colorado Luís Pedro Pompeo, 57 anos, inaugurou o bar em 1986 Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS
Pâmela Rubin Matge
Pâmela Rubin Matge

pamela.matge@diariosm.com.br

Poucos lugares da cidade oportunizam fundir boemia e natureza. Aliás, se você acha que essa é uma combinação um tanto inusitada é porque, provavelmente, nunca esteve no Bar do Pompeo.

No coração do Parque Itaimbé, está instalado um quiosque que completou 30 anos de atividade no último dia 1º. Lá o cliente pode escolher se quer assistir a uma partida de futebol no interior do bar ou sentar-se à mesa no lado de fora, rodeado de árvores e sentindo o vento bater no rosto.

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Desde 1986, o santiaguense Luís Pedro Pompeo, 57 anos, foi além de fazer do local somente um negócio. Ele é um entusiasta da ocupação dos espaços públicos e se orgulha do "processo de apropriação" do parque:

— No começo, passamos dificuldades. O parque não era assim cheio de moradores, e os vizinhos demoraram a confiar no bar. Aos poucos, as pessoas vinham tomar mate, e eu oferecia uma cadeira. Depois, começou a ser arborizado. Eu e os clientes plantamos várias mudas. Daí, foi ficando arrumadinho.

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Nascido em Santiago, Pompeu começou a vida profissional aos 14 anos, como menor aprendiz do Banco do Brasil. Em Santa Maria, trabalhou como representante comercial. Mas foi o contato com o público que o realizou.

— Estou aqui desde o tempo em que eu tinha cabelo. É o que sei fazer. Teve uma época que um garçom me dava uma mão, mas os clientes preferem o meu atendimento (risos). Aqui, todos são amigos, podem se servir direto no freezer. E eu gosto é de ficar entre as mesas — relata Pompeo.

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Ajuda mesmo ele tem da mulher, Teresa. Mesmo mais reservada, a Neca, como é conhecida, garante agilidade nos lanches e a gentileza no atendimento.

Quem procura o bar pode tomar cerveja, chimarrão ou jogar conversa fora. É ponto de encontro de jovens e de clientes fiéis há décadas. Histórias de frequentadores é o que não falta. Desde o rapaz que, quando bebia, queria pagar várias vezes a mesma conta, até o que a apresentou, no mesmo dia, duas namoradas ao Pompeo.

O dono do quiosque dispensa o uso das redes sociais, mas sabe que tem até grupo no Facebook intitulado Amigos do Bar do Pompeo e aparece em várias fotos. A popularidade dele é tamanha, que até alguns pets  da cidade, vez que outra, passam para dar um "oi" para o carismático Pompeo. O boxer, Caju, é um deles. 

O estabelecimento que no início das atividades teve como clientes os integrantes da Escola que samba Unidos do Itaimbé, e os alunos do colégio João Belém, quando ambos ocupavam as quadras de esporte próximas aos estabelecimento para aulas de educação física ou ensaios, recentemente, também virou QG de foliões, para um "aquece" na época do carnaval. 

Um reduto de apaixonados por futebol

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Acredite: o mais colorado dos bares (e dos donos de bares!), também é conhecido por receber gremistas como poucos. O ano inteiro, torcedores da dupla Gre-Nal costumam assistir aos jogos por lá. Uma espécie de museu colorado, saúda os frequentadores. Por onde quer que se olhe, há uma bandeira, mural de fotografias, autógrafos do ícone Fernandão e do ex-volante Caçapava, além de diversos objetos do Sport Clube Internacional. Mas, para Pompeo, ídolo mesmo só há um: Falcão, o nome da década de 1970 do colorado, e eleito melhor jogador do Brasileirão, em 1976.

Fã de rock'n'roll

Quando a bola não está rolando na tela da televisão, o predomínio do som no ambiente é o rock'n'roll. Pompeo se diz ser fã, principalmente, de Guns N' Roses, tudo por influência da filha Marieh, 22 anos.

— Eu era mais da música gaúcha. Aí, de tanto ela ouvir, vi que o rock era bom mesmo.

Mais do que um local agregador de diferentes tribos, o estabelecimento também virou uma espécie de central de informações da região. O dono mesmo brinca que, por vezes, se sente estrelando a propaganda de um posto de gasolina. Segundo ele, se alguém quiser alguma referência, a recomendação é imediata: "pergunta lá no Bar do Pompeo".

 
 

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