Cronistas do Diário: A escola sem partido, por Diomar Konrad - Cultura e Lazer - Diário

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Opinião19/10/2016 | 20h11Atualizada em 20/10/2016 | 21h54

Cronistas do Diário: A escola sem partido, por Diomar Konrad

Cronistas do Diário: A escola sem partido, por Diomar Konrad Arte Rafael Guerra / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Arte Rafael Guerra / Agência RBS / Agência RBS

Um dos ¿furos¿ da democracia foi a criação dos votos válidos, como se aqueles que se abstiveram de votar, os que votaram em branco ou anularam seu voto não tivessem a sua opinião levada em conta, pois todo governante que se elege não possui a representatividade desse segmento. Para esses, deveria ser dada a oportunidade de defender sua posição, com espaço na propaganda eleitoral gratuita. Geraria, de fato, uma nova organização política, a dos políticos sem partido, que não participariam nem referendariam a eleição nos seus moldes tradicionais.  

Em Santa Maria, a soma desses três tipos (votos nulos e em branco e abstenções) chegou a mais de 55 mil votos, maior do que cada um dos que passaram para o segundo turno. Se esse tipo de voto fosse respeitado e somado, somente um dos candidatos passaria para o segundo turno e iria competir com os outros que não escolheram ninguém. Da mesma forma, haveria cadeiras vagas no Legislativo, decorrente do percentual alcançado, como resultado da coligação proporcional entre brancos, nulos e abstencionistas.

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Assim, na campanha eleitoral do segundo turno, teríamos metade do tempo destinado às propostas do que passou pelo referendo e metade do tempo destinado àqueles que defendem o voto nulo, em branco ou a abstenção, tanto por não acreditar no sistema eleitoral quanto por não encontrar candidatos que os representem. Se, por acaso, os votos desses três reunidos ganhassem a eleição no segundo turno, teríamos um verdadeiro vácuo de poder, posto que a população mostraria o quanto está descrente neste tipo de democracia em que vivemos.

É claro que nenhum dos eleitos pelos votos válidos irá concordar com uma proposta dessas, pois diminuirá o tamanho do bolo a ser repartido. Mas, com o crescimento do percentual do que não votam e com a certeza de que a lógica de inclusão deve estar, a cada dia, mais presente na sociedade, em breve, afirmo, quase com certeza, que teremos uma chapa majoritária e proporcional dos chamados votos de protesto. E onde formaríamos esse tipo de eleitor? Na escola sem partido, é claro, afinal, deve ser para isso que ela serve.


 
 

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