Cantor e compositor Pedro Ribas lança álbum no Treze de Maio - Cultura e Lazer - Diário

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Música12/10/2016 | 20h45Atualizada em 13/10/2016 | 14h31

Cantor e compositor Pedro Ribas lança álbum no Treze de Maio

Show autoral está marcado para as 20h desta quinta-feira

Cantor e compositor Pedro Ribas lança álbum no Treze de Maio Marcelo Brum/Divulgação
Foto: Marcelo Brum / Divulgação

Versos escritos e ritmados, durante mais de uma década de estrada e de encontros sonoros, serão celebrados na noite desta quinta-feira, no palco do Theatro Treze de Maio. Pedro Ribas apresenta suas rimas no lançamento de seu primeiro álbum solo, o Ladainha Campeira, resultado de reuniões de compositores que, juntos, transformam a vida em poesia. 

– As composições são minhas, em parceria com outras pessoas. Com exceção de A vida segue em frente, que é só minha e do Pirisca (Grecco, da Comparsa Elétrica), todas as outras são resultado de um trabalho coletivo. Eu sou só uma coincidência ali – brinca Ribas.

A modéstia até tenta esconder, atrás do grupo, o virtuosismo do compositor. Mas Pedro é reconhecido como um letrista e arranjador talentoso. Esse reconhecimento rendeu a ele a alcunha de Pedro Rimas. E assim ele é chamado pelos parceiros de palco e melodia, que, inclusive, estarão com ele na noite de lançamento.

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A apresentação do novo disco começou a ser construída por um Pedro ainda adolescente. Muito antes de pensar a se arriscar nos microfones da vida, ele ajudava os parceiros de banda do irmão mais velho, Armando, a carregar os equipamentos para suas apresentações nos tempos de escola.

Um dia, não se segurou e soltou a voz durante um ensaio dos muitos que aconteciam na garagem da casa da família. Agradou e passou a acumular as funções de roadie e backing vocal da Acesso Secundário. Até que se emancipou e formou, com colegas – entre eles, os hoje músicos reconhecidos Gustavo Assis Brasil e Guilherme Barros – a banda Lady Laura.

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Com uma pegada mais escrachada, o conjunto escolar não evoluiu muito, segundo Pedro, porque os parceiros de empreitadas tinham projetos mais sérios na música. Mas isso não intimidou o futuro de palco do compositor em formação. De lá para cá, ele fez parte de diversas bandas. A mais conhecida delas, chamada de Gorda Ilíada, foi a que despertou nele o desejo de compor. Mas foi só há mais ou menos 10 anos, quando o artista queria participar de um programa de TV, que as rimas de Pedro apareceram de fato:

Foto: Marcelo Brum / Divulgação

– A produção da TV queria colocar meu grupo (a banda Pedrada) no programa e me perguntou se a gente tinha música autoral. Aí, eu disse que tinha. E tinha mesmo. Era meio tosca, meio mal-acabada. Mas a gente terminou e gravou. E foi aí que eu conheci o Pirisca.      

Chamada Nessa Ginga, a primeira canção assinada por Pedro abriu para ele a estrada que liga Santa Maria a Uruguaiana. Desde o encontro com Pirisca, todo ano, ele vai para a Estância da Itaoca (na cidade da Fronteira), para participar da Taipa, evento que reúne compositores de diferentes lugares para criar e celebrar a poesia e a arte – 10 das 12 músicas do novo álbum foram compostas lá.

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– O meu maior estímulo foi a Taipa, porque conviver com outros compositores me dá muita força. Mais do que um dom, compor é um exercício. E a gente ajuda um ao outro nesse encontro, assim como no coletivo EntreAutores (de compositores de Santa Maria). Estou muito feliz de ter concluído esse trabalho em um momento em que convivo com tanta gente boa. E não vejo como um lançamento de carreira, porque eu vivo um dia de cada vez. Fiz para ter um apanhado, uma coisa física, e pela alegria de conviver com os músicos que me acompanharam – diz Pedro.

 Gravação feita em casa

Ladainha Campeira foi gravado em oito dias, na Estância Santa Alice, em Santa Maria, onde Pedro se criou e vive até hoje. A captação de áudio ficou por conta de Pirisca e Duca Duarte, e a mixagem e a masterização são de Leo Mayer. O nome do álbum vem das canções típicas das rodas de capoeira (outra paixão da vida do músico) com a realidade em que vive. E o estilo é difícil de definir.

– As pessoas me perguntam o que é o meu disco. Eu digo que, se eu mostrar para um gaúcho, ele não vai achar que é nativista. Se eu mostrar para um sambista, ele não vai dizer que é samba. E, se eu mostrar para um roqueiro, ele não vai dizer que é rock. Mas está tudo lá: bateria, acordeom, berimbau, guitarra, pandeiro. Eu não consegui separar tudo isso – diverte-se o músico.

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O show de hoje está marcado para as 20h. Estará com Ribas, no palco, a mesma turma que gravou o disco: Paulinho Goulart (acordeom), Texo Cabral (flauta), Duca Duarte (baixo), Pirisca e Sandro Cartier (dividindo a bateria), além de Émerson Sino Lopes (guitarra), Gisele e Maninho e Erick Corrêa. Rafael Ovídio, Nandico e Guiga Saldanha e Zelito Ramos participam como convidados. A produção do espetáculo é assinada por Gadea Produções. 

 
 

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