Guitarrista lança CD com verba arrecadada no Calçadão de Santa Maria - Cultura e Lazer - Diário

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Música04/09/2016 | 20h31Atualizada em 04/09/2016 | 20h32

Guitarrista lança CD com verba arrecadada no Calçadão de Santa Maria

Marcelo Demichelli faz show no sábado para lançar o segundo álbum, intitulado ¿Instrumental Metal Meridional¿

Guitarrista lança CD com verba arrecadada no Calçadão de Santa Maria Jean Pimentel/Agencia RBS
Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS

Rock, heavy metal, música sacra e nativista. Apesar de diferentes, o músico Marcelo Demichelli, 35 anos, gosta e utilizou referência de todos esses estilos para compor suas canções instrumentais. O resultado está registrado nas nove faixas de Instrumental Metal Meridional, segundo CD do artista, que será lançado no sábado, às 22h, em um show, no Boteco do Rosário. O álbum só foi possível graças às apresentações que ele fez no Calçadão que, para ele, é o palco mais democrático da cidade.

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A música sempre teve lugar de destaque na vida de Marcelo. Aos 9 anos, ele começou a cantar e a tocar violão ouvindo músicas nativistas, sob influência do pai. Criado em uma família católica praticante, cresceu indo à igreja, frequentando missas e, até hoje, empresta seus dotes artísticos às celebrações da paróquia de Nossa Senhora de Fátima. Aos 15, aprendeu a tocar guitarra e, como todo adolescente músico, formou bandas de garagem para tocar sucessos de grupos como Metallica, Kreator, Death e Angra.A bagagem musical acabou influenciando as composições de Marcelo. Ele afirma ter criado um jeito pessoal de tocar e compor, um estilo que ele não gosta de definir para não se limitar.

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Apesar de cantar, o santa-mariense compõe mais músicas instrumentais e deixa fluir a criatividade inventando acordes e solos. Por esse motivo, tanto Instrumental Metal Meridional quanto o primeiro trabalho autoral do músico, de 2009, intitulado Totus Tuus, não contam com letras nas canções.
– Eu acredito que me expresso muito melhor tocando do que cantando. A música instrumental consegue transmitir sensações mais profundas nas pessoas. Proporciona a elas uma maior reflexão e inúmeras possibilidades – ressalta o músico.

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Para compor, o processo criativo de Marcelo varia. Segundo ele, pode começar com uma brincadeira ao dedilhar as cordas da guitarra ou até mesmo em um sonho. Ele conta, também, que é normal fazer música quando está passando por situações difíceis e tristes.
– Nessas situações, parece que a criatividade aflora e acabam surgindo boas canções. Recentemente, passei por um momento difícil, quando perdi minha avó. Da tristeza, nasceu a canção Souls que surgiu da esperança do encontro de duas almas em um plano superior – conta Marcelo.


A faixa faz parte do novo disco, que foi produzido por Adelar Martins e conta com as participações especiais dos músicos: Tainan Guazina, Cibelle Hollerback, Carlos Maximiliano Martins Kerber e Maurício Castro. A arte gráfica é assinada por Guto Rovedder, com fotos de Carol Pellegrin. O CD estará à venda no show de lançamento, no Boteco do Rosário, pelo Facebook do Marcelo Dimichelli e também na The Lord Rock, anexo a Terra X Comics, na rua Venâncio Aires, 1815.


Palco democrático

Marcelo fez shows no Theatro Treze de Maio, no Auditório da Cesma, em bares, pubs, em programas de rádio e de TV. Mas foi se apresentando na rua que ele conseguiu viabilizar o sonho de gravar o disco. Desde 2014, quem passou pelo Calçadão de Santa Maria, em algum momento, deve ter cruzado por Marcelo enquanto ele se apresentava com voz e violão. Para ele, a rua é um lugar democrático. E foi lá que ele encontrou espaço para mostrar sua arte e angariar verba para a produção do seu segundo álbum. Hoje, ele costuma tocar no calçadão três vezes por semana e apresenta um repertório variado que inclui pop rock, nativista, religiosas e, claro, rock.O músico acredita que foi um dos primeiros artistas a se apresentar pelas ruas de Santa Maria. Segundo ele, desde o primeiro dia, conseguiu ganhar uns trocados com sua arte. Após dois anos, além de custear o CD, já conseguiu comprar a guitarra de seus sonhos e até pagar contas com o dinheiro que ganha com suas apresentações na rua.

Foto: Jean Pimentel / Agencia RBS
 
 

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