Cronistas do Diário: Voto: direito ou obrigação, por Diomar Konrad - Cultura e Lazer - Diário

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Opinião07/09/2016 | 06h36Atualizada em 07/09/2016 | 06h36

Cronistas do Diário: Voto: direito ou obrigação, por Diomar Konrad

Cronistas do Diário: Voto: direito ou obrigação, por Diomar Konrad Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

Em época de eleição, muita gente se pergunta porque é obrigada a votar. São pessoas que detestam a política e os políticos, fruto do mau exemplo da maioria dos nossos representantes e da falta de esclarecimento do verdadeiro sentido que têm a política. Como disse Bertold Brecht, o preço do arroz, do feijão, do sapato dependem de decisões políticas e por isso a melhor atitude de um cidadão que está preocupado com suas necessidades e com a comunidade é ficar de olho no que acontece na política. Do vereador ao prefeito que você escolher podem vir coisas boas e ruins. Mas uma coisa é certa: não vão conseguir fazer tudo que estão prometendo.

Voltando ao assunto da obrigatoriedade do voto, acredito que tanto aqueles que não se interessam por política como aqueles que são do meio deveriam optar pelo voto facultativo. Não há como conceber que temos liberdade de ir e vir, de escolher com quem vamos nos relacionar, que profissão queremos e ainda estamos atrelados a uma obrigação de votar. Vamos fazer para todos o que já é feito para os maiores de 16 e que não completaram 18 ou para aqueles maiores de 70 anos. Deixar que estes escolham se querem votar ou não. Ou virarmos analfabetos, pois estes também não precisam votar. Precisam, ao contrário, de muitas outras coisas.

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Se queremos um país livre, realmente democrático, vamos deixar que as pessoas decidam se querem ou não participar do pleito. Aposto que muita gente ruim não iria se eleger, pois contam com a ignorância do eleitor ou trocam seu voto por meia dúzia de reais. Com o voto facultativo, acredito que poderíamos melhorar a política, deixando-a mais profissional. É claro que, como consequência do voto facultativo, haveria a existência de duas campanhas: uma para o cidadão ir votar e outra para ele votar naquele candidato.

Se eleição é obrigatória, meu voto não é um direito, é uma obrigação. E o documento que meu autoriza a votar não tem cara de título, mas de crachá.


 

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