Cronistas do Diário: Candidatos, por Orlando Fonseca - Cultura e Lazer - Diário

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Opinião13/09/2016 | 07h09Atualizada em 13/09/2016 | 07h09

Cronistas do Diário: Candidatos, por Orlando Fonseca

Cronistas do Diário: Candidatos, por Orlando Fonseca Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

Estamos em plena temporada do horário eleitoral. Há um esforço dos candidatos em se apresentarem como novidade, efeito colateral do marketing das campanhas. No mundo do espetáculo, tudo pode virar peça publicitária. Nesse sentido, há os que se apresentam como diferentes dos demais, criticando ¿os que aparecem de quatro em quatro anos e depois desaparecem¿. E aí é que me chama atenção uma contradição nesse modo de fazer propaganda, pois estes aparecem do nada, de repente, dizendo-se portadores de uma nova ética, de uma nova proposta, de uma nova forma de fazer política.                

Qualquer pessoa que hoje busque emprego sabe o quesito número um do currículo: demonstrar experiência. É a exigência mais comum do mercado de trabalho para qualquer oferta de vaga. Por isso é estranho que alguns apresentem como credenciais justamente não terem experiência. Em vez disso, enfatizam ser líderes religiosos, ex-presidentes do clube de mães, fundadores de clube esportivo, defensores de causas humanitárias. Por melhores que tenham sido as formações recebidas, o que credenciará um jogador de futebol campeão, um ex-escoteiro, ou um ferroviário para o cargo de prefeito?

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Dilema do eleitor: confiar no trabalho dos que têm experiência ou acreditar nos que se apresentam como novidade. Renovação é necessária em qualquer setor, mas aperfeiçoamento não quer dizer exclusão do que já existe. Na temporada 2016, o programa é mais curto, e com o descrédito da figura do político, qualquer vacilo é um risco. Não existe democracia sem representação, sem eleições. Buscar melhorias da gestão pública e combater a corrupção é urgente, entretanto, é preciso aperfeiçoar a democracia, não os políticos. E isso é um trabalho coletivo, que envolve todas as virtudes da cidadania. Ausentar-se ou isentar-se não fazem sentido. Quem tem consciência para anular o voto, deixa para os que não têm decidirem. Não faz bem à democracia votar nulo para depois dizer: não tenho nada a ver com isso; esses malfeitos são do teu representante. A vigilância necessária decorre do fato de que a decisão é majoritária, e a única forma saudável de viver em uma sociedade livre é submeter-se à vontade da maioria.                

Malgrados os defeitos da claudicante República, ainda prefiro confiar na experiência da classe política, e no aperfeiçoamento do processo democrático, o que significa aperfeiçoamento da cidadania. Isso envolve o povo e a classe política, eleitores e representantes, não apenas em ano eleitoral, mas todos os dias.

 
 

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