Santa-mariense radicada no RJ, Grazie Wirtti, apresenta o CD "Tunguele" - Cultura e Lazer - Diário

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Música11/08/2016 | 06h12Atualizada em 11/08/2016 | 11h31

Santa-mariense radicada no RJ, Grazie Wirtti, apresenta o CD "Tunguele"

Álbum reúne clássicos latino-americanos, composições autorais, além de um dueto com Milton Nascimento

Santa-mariense radicada no RJ, Grazie Wirtti, apresenta o CD "Tunguele" Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

A cantora Grazie Wirtti nasceu e cresceu no bairro Itararé, em Santa Maria, em meio a diferentes sonoridades. Do pai, o músico Antônio Gringo, herdou o gosto pela música latino-americana. Da mãe, Regina, o ritmo das serestas. Do coração do Rio Grande, absorveu as fortes influências do rock¿n¿ roll.

Aos 19 anos, depois de cantar na noite, foi embora de Santa Maria para viver de música. Morou em Porto Alegre, Buenos Aires, na Argentina e, hoje, vive no Rio de Janeiro. Suas andanças e vivências, somadas às influências musicais, resultaram no CD Tunguele, distribuído pela gravadora Borandá. O show de lançamento do álbum aconteceu no Teatro Sesi, no Rio de Janeiro, em junho deste ano.

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Nesta semana, Grazie esteve em Santa Maria, para algumas reuniões e tratativas com casas de espetáculos locais para trazer o show de lançamento do seu primeiro álbum para a Cidade Cultura, ainda em 2016, se possível. A artista faz questão de se apresentar no Sul, como forma de agradecimento e por acreditar na identificação do público daqui com sua proposta musical.

O CD Tunguele (à venda por R$ 29,90 no site Boranda) é formado por 11 faixas, entre clássicos da música latino-americana e músicas autorais compostas por ela e pelo irmão, seu produtor musical, Guto Wirtti. Grazie conta que selecionou canções que ela já gostava de cantar, de compositores latinos como Violeta Parra (Chile), Eduardo Mateo (Uruguai), Chabuca Granda (Peru), José Dames e Homero Manzi (Argentina).

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– Um disco é como um álbum de fotografias em que guardamos recordações musicais que marcam momentos da vida. Quis deixar isso em Tinguele – explica.

Dueto com Milton Nascimento

Grazie começou a cantar com apenas 8 anos, ao lado do pai. Ela lembra, com carinho, da emoção e do arrepio que sentia a cada vez que entoava as músicas Coração de Estudante e Romaria, os dois números que apresentava em ocasiões especiais. Desde então, a ligação e a admiração da cantora por Milton Nascimento só cresceram.

Ao iniciar a produção do primeiro disco, um dos músicos, o bandolinista Amilton de Holanda, sondou se ela gostaria de alguma participação especial em uma das faixas. Sonhando alto, ela citou Milton Nascimento para a canção Memórias de Valparaiso, composição de seu irmão Guto em homenagem ao poeta Pablo Neruda. Amilton, que é amigo pessoal de Milton, fez o meio de campo, enviou a canção para o cantor carioca de nascimento e mineiro de coração, que topou a parceria.

– Desde que ouvi a canção eu lembrei do Milton. Ela lembrava as canções do Clube da Esquina. Quando pensamos em algum convidado, apontar ele, uma referência musical e afetiva, foi natural – conta Grazie.

Segundo a santa-mariense, gravar com o ídolo foi um momento inesquecível:– Milton foi o artista que fez o meu sentimento pela música despertar. Gravar com ele foi uma emoção. É um cara simples e generoso. Nos esperou no estúdio com uma cesta de pão de queijo, contou histórias dele com a Elis, com a Mercedes Sosa, com o Fito Paes. Dizer que Milton é musical seria pouco. Ele é a música.

Um passeio pelo Itararé

Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Em sua passagem por Santa Maria, Grazie voltou ao bairro onde cresceu. Segundo ela, cada pedacinho da Rua Vidal de Negreiros, no Itararé, remete a diferentes e saudosas memórias.

– Cada casa tinha umas duas ou três crianças, então, éramos vários. Brincávamos muito. Era uma época em que vivíamos na rua, correndo e nos divertindo. Os vizinhos eram muito atenciosos e, até hoje, ainda são. Cuidavam uns dos outros como se fosse uma grande família – recorda Grazie.

Na adolescência, ela estudou no Maneco e lembra de atravessar a ponte do Itararé todos os dias para ir e voltar da escola. Outra lembrança da adolescência era a cena musical e cultural da cidade.

– Sai muita gente boa de Santa Maria. Não apenas por ser uma cidade universitária. Tem outra coisa. Uma energia que é diferente. Aqui, vivem pessoas com a cabeça mais aberta, mais livres, que anseiam sempre mais. Adoro voltar para cá, tenho muitas raízes nesse lugar – finaliza.


 
 

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