Novo "Ben-Hur": Rodrigo Santoro se emociona ao falar sobre cena da crucificação de Jesus Cristo - Cultura e Lazer - Diário

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Cinema02/08/2016 | 20h09Atualizada em 03/08/2016 | 07h42

Novo "Ben-Hur": Rodrigo Santoro se emociona ao falar sobre cena da crucificação de Jesus Cristo

Ator brasileiro participou da première mundial do filme em São Paulo

Novo "Ben-Hur": Rodrigo Santoro se emociona ao falar sobre cena da crucificação de Jesus Cristo  Paramount  / Divulgação/Divulgação
Brasileiro está no país para divulgar estreia do filme que estrela ao lado do britânico Jack Huston Foto: Paramount / Divulgação / Divulgação

Dois personagens icônicos, um na história do cinema e outro na sua representação impressa — e sacralizada — no imaginário de milhões de pessoas, colocam dois atores diante de um momento emblemático de suas carreiras.

Na nova versão de Ben-Hur, em cartaz a partir de 18 de agosto, coube ao britânico Jack Huston reviver o protagonista, Judah Ben-Hur, consagrado por Charlton Heston no épico de 1959 vencedor de 11 Oscar. Já o brasileiro Rodrigo Santoro encarna Jesus Cristo, que na releitura assinada pelo russo Timur Bekmambetov tem mais presença em cena do que no referencial longa dirigido por William Wyler.

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A inevitável comparação com o filme clássico e o peso de seus respectivos personagens foi um dos temas discutidos por Huston e Santoro na entrevista que concederam nesta terça-feira, em São Paulo, onde, na segunda-feira, foi realizada a première mundial de Ben-Hur. A escolha da praça para essa primeira exibição é simbólica, pela presença de Santoro no elenco e muito também pela boa receptividade que os brasileiros têm às tramas com enredor religiosos, bíblicos em especial, como mostra o imenso sucesso da novela e do filme Os 10 mandamentos.

— Cresci vendo o Ben-Hur do William Wyler. Mas essa nova versão não é um remake, é uma nova abordagem da história, que busca destacar para uma nova audiência temas contemporâneos, como as mensagens de tolerância e perdão. O filme de 1959 tem uma grandiosidade e um modelo de interpretação características da época. Charlton Heston apresentou um personagem mais viril e maduro. Agora, o meu Ben-Hur é um garoto que se transforma em homem encarando um grande e doloroso processo de amadurecimento. São filmes que se complementam — diz Huston.

Santoro destacou que a experiência de viver Jesus Cristo foi transformadora.

— É personagem simbólico para milhões de pessoas, não apenas para os cristãos. Tive uma avó italiana muito católica e sempre convivi com histórias do Menino Jesus no meu imaginário. Existem as imagens do Jesus bíblico e do Jesus histórico. Ele era loiro de olho claro ou tinha a pele morena? São milhares de teorias sobre sua existência, seus atos, suas falas, e são muitas suas descrições e representações, tanto na Bíblia quanto em livros históricos, pinturas e filmes. O que me interessou no convite para viver esse personagem que já foi tantas vezes representado no cinema foi a oportunidade de mostrar um Jesus mais humanizado e menos místico, como um exemplo de pessoa, o homem que antecede a figura do messias, do ungido, do filho de Deus — explica Santoro.

Ao falar sobre a cena da crucificação de Jesus Cristo, rodada na cidade italiana de Matera, no sul da Itália, que preserva características da época retratada, Santoro se emocionou, chegou a embargar a voz e ficar em silêncio por instantes:

— Foi uma sensação indescritível.

Assim como o clássico de 1959, o filme mudo de 1925 e a minissérie de TV de 2010, a nova produção, com orçamento de US$ 100 milhões, adapta o livro Ben-Hur: Uma história dos tempos de Cristo, lançado em 1880 pelo americano Lew Wallace. Huston e Santoro ressaltaram a atualidade de alguns temas presentes na saga de Ben-Hur, jovem nobre judeu que busca se vingar do oficial romano Messala (Toby Kebbell), que o baniu de Jerusalém e o separou de sua família sob a acusação de colaborar com insurgentes contrários à ocupação da Palestina.

Durante a jornada de Ben-Hur, que inclui cinco excruciantes anos como escravo remador de uma galé romana, ele cruza em diferentes ocasiões como o carpinteiro Jesus, que defende a resistência sem violência e se converte no revolucionário pregador perseguido pelo Império Romano.

— Vivemos tempos de ódio, atrocidades, intolerância política e religiosa. O mundo está cheio de medo. Seja católico, judeu ou muçulmano, temos de pensar mais em como sermos bons uns com os outros — afirma Huston.

Santoro complementa:

— São muitas as analogias possíveis entre uma história escrita em 1880 e os tempos que vivemos. Se antes o embate era tipo ¿é eu ou ele¿ agora estamos num processo tão violento que virou ¿nem eu nem ele¿.

* O jornalista viajou a convite da distribuidora Paramount

 

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