Kariel Nunes estreia espetáculo "O que há em mim (?)" no Theatro Treze de Maio - Cultura e Lazer - Diário

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Intérprete de si mesmo18/08/2016 | 06h25Atualizada em 18/08/2016 | 06h25

Kariel Nunes estreia espetáculo "O que há em mim (?)" no Theatro Treze de Maio

 Apresentação do cantor e compositor santa-mariense será no sábado

Kariel Nunes estreia espetáculo "O que há em mim (?)" no Theatro Treze de Maio Maiara Bersch/Agencia RBS
Cantor e compositor Kariel Nunes irá revisitar seus últimos 15 anos dedicados à música  Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS

O que há em mim (?), título do espetáculo que o músico Kariel Nunes estreia no Theatro Treze de Maio, expressa a dualidade inquietante que norteia sua trajetória artística. E, para responder esse misto de afirmação e questionamento, o cantor e compositor santa-mariense reviveu seus últimos 15 anos dedicados à música. O resultado dessa imersão em si mesmo poderá ser conferido no sábado, a partir das 20h, quando o intimista ambiente do palco mais tradicional da cidade receberá a poesia de linguagem cotidiana que marca o trabalho autoral do artista autodidata.

A relação de Kariel com a música é tão antiga quanto precoce. Aos 10 anos, o músico já se aventurava em invernadas artísticas na cidade de Alegrete. Não por acaso, o primeiro instrumento com que teve contato foi o acordeon, harmônica bastante comum no universo tradicionalista. Mas foi quando tinha entre 11 e 12 anos, que o músico começou a descobrir os segredos do violão. Não demorou para que os acordes, aprendidos sem o auxílio de professor, dessem o tom de sua primeira composição.

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Passados 15 anos desde que escreveu a inaugural Grão de Luz, Kariel apresentará seu primeiro espetáculo autoral. E para compor um show à altura do que a ocasião exige, o músico encarou um modelo de trabalho que envolveu até mesmo a montagem de um cronograma de ensaios semanais. Zelo, segundo Kariel, para que tudo saia perfeitamente dentro daquilo que sempre imaginou para sua grande estreia.

No estúdio do produtor e amigo Leandro Carvalho, que assume a direção musical e um dos violões no espetáculo, foram concebidos o conceito e os arranjos das 15 faixas que compõem o setlist de O que há em mim (?). Foi lá, também, que se deu o árduo trabalho de escolher pouco mais de uma dúzia de canções, dentre as cerca de 40 mostradas inicialmente por Kariel. Após ter disponibilizado, via internet, o resultado dessa pré-produção, foi a vez de a banda entrar em ação e imprimir sua personalidade às composições. E, se depender do talento do time formado por Carvalho (violão), Ricardo Borges (guitarra), Pedro Monti (bateria), Pedro Bagesteiro (baixo), Adriano Zuli (teclado) e Márcio Kabecinha (percussão), a expectativa do público pode ser a melhor possível.

Conhecido por cantar as angústias, felicidades, amores e saudades da vida cotidiana, Kariel promete uma apresentação não menos que visceral.

— É um show para emocionar, refletir e saborear, tudo com uma grande carga de emoção. O principal objetivo é mostrar realmente o que há em mim, ou o que houve em mim durante esses 15 anos — revela Kariel.

Além de canções autorais, o setlist do show contará com releituras de Foi no Mês que Vem, de Vitor Ramil, e Quase Um Segundo, parceria de Cazuza com Herbert Vianna. As participações especiais da noite ficam por conta de João Kanieski e Gustavo Garoto.

Primeiro disco em breve

No ano passado, além de matar a saudade dos temas nativistas, Kariel garantiu um registro em CD. Ao lado do também músico e amigo Erick Corrêa, foi um dos finalistas da Tertúlia Musical Nativista. Como prêmio, a dupla teve a milonga Que Serras São? incluída no álbum duplo da 23ª edição do festival. Mas não deve demorar para que o santa-mariense volte a ter canções devidamente registradas.

Kariel adianta que, até o final do ano, deve voltar ao estúdio com a mesma banda que o acompanhará em O que há em mim (?). Mas, dessa vez, será para reunir em um álbum as canções que serão apresentadas ao público durante o espetáculo.

— Após 15 anos tocando em bares, que é uma coisa que eu adoro e não vou deixar de fazer, trabalhar em algo meu é renovador. Nesse processo, revivi muitas dessas canções. Comecei a repensar cada uma e foi muito legal — conclui, Kariel, que voltará ao Treze em setembro, ao lado do coletivo EntreAurores, para matar a saudade dos 11 anos como baterista.

O que há em mim (?)

Com: Kariel Nunes (voz e violão), Leandro Carvalho (violão), Ricardo Borges (guitarra), Pedro Monti (bateria), Pedro Bagesteiro (baixo), Adriano Zuli (teclado) e Márcio Kabecinha (percussão)

Quando: sábado, às 20h

Classificação: livre

Onde: Theatro Treze de Maio (Praça Saldanha Marinho, s/nº). Fone: (55) 3028-0909

Quanto: R$ 20 (na hora), R$ 15 (antecipados) e R$ 10 (estudantes e idosos)

 

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