Julia Dantas e Robertson Frizero são os autores gaúchos que estão entre os finalistas do Prêmio São Paulo - Cultura e Lazer - Diário

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Mundo Livro04/08/2016 | 16h41Atualizada em 05/08/2016 | 12h08

Julia Dantas e Robertson Frizero são os autores gaúchos que estão entre os finalistas do Prêmio São Paulo

Confira esta e outras novidades da literatura na coluna Mundo Livro

Carlos André Moreira e Alexandre Lucchese

carlos.moreira@zerohora.com.br


Foto: Mario Fleitas e Alexandre Alaniz / Divulgação

-Dois novos romancistas gaúchos estão disputando o Prêmio São Paulo de Literatura, um dos mais respeitados do país. Julia Dantas e Robertson Frizero concorrem em categorias diferentes, ambas com prêmio de R$ 100 mil. Julia entra na disputa com Ruína y leveza, escalado entre os sete candidatos a melhor livro do ano para estreantes de até 40 anos. Já Frizero é um dos três autores que se encaixaram na categoria de estreantes com mais de 40 anos, com Longe das aldeias.

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-Dois aguardados textos do recluso escritor Raduan Nassar finalmente serão editados no Brasil. O velho, conto publicado na antologia francesa Des nouvelles du Brésil (1998), e o ensaio A corrente do esforço humano, publicado na Alemanha em 1987, estarão em um volume com a obra completa do escritor. A edição está sendo preparada pela Companhia das Letras e deve chegar às livrarias até o final do ano. A edição também virá com o inédito conto Monsenhores, escrito na década de 1950, mas jamais lançado.

-O selo Estação Brasil, braço da Sextante coordenado pelo editor Pascoal Soto, deve lançar até o final do ano mais um candidato a best-seller abordando o passado do Brasil. Leandro Narloch, autor do bem-sucedido Guia politicamente incorreto da história do Brasil, publicará pela editora um livro que repassa histórias da escravidão no país.

-Dois lançamentos locais estão previstos para a próxima semana. Na quarta, às 17h, Valesca de Assis autografa a novela A ponta do silêncio, na Palavraria. Na quinta, às 19h, é a vez de Rafael Guimaraens participar de um bate-papo na Fundação Ecarta sobre o romance histórico O sargento, o marechal e o faquir, sobre o célebre Caso das Mãos Amarradas. 

LANÇAMENTOS

Biografia de Philip K. Dick e novo romance de Marilia Arnaud são indicações de leitura Foto: Aleph e Tordesilhas / Divulgação

Eu estou vivo e vocês estão mortos, de Emmanuel Carrère
Chega finalmente ao Brasil um dos mais polêmicos trabalhos sobre o escritor de ficção científica americano Philip K. Dick. O livro do escritor francês Emmanuel Carrère foi lançado originalmente em 1993, sendo à época muito criticado, pois trata-se de um biografia com uma proposta pouco convencional. A pesquisa não contou com entrevistas, tampouco com levantamento de arquivos e documentos. Tudo foi escrito com base em uma biografia anterior de Dick e nos próprios livros do autor, morto em 1982, aos 53 anos. O resultado é um misto de ensaio e texto biográfico que, apesar das críticas, é tido por muitos leitores como o melhor texto dedicado ao escritor. Admirador confesso do biografado, Carrère buscou demonstrar a força de trabalhos como Androides sonham com ovelhas elétricas (1968), que deu origem ao filme Blade Runner (1982), e O homem no castelo alto (1962), recentemente adaptado em série. Além disso, o livro não esconde as dificuldades de relacionamento do biografado com suas mulheres, tampouco abre mão de falar sobre a estreita relação de sua produção literária com as drogas – ao longo de 27 anos, P. K. Dick publicou 44 romances e 121 contos, produção estimulada em boa parte pelo uso de anfetaminas. Biografia, Aleph, 360 páginas, R$ 49,90. Tradução de Daniel Lühmann

Liturgia do fim, de Marilia Arnaud
O novo romance da autora paraibana Marilia Arnaud, autora de Suíte de silêncios (2012), chega às livrarias com texto de apresentação da escritora Maria Valéria Rezende, vencedora do Jabuti de 2015, que compara a prosa da autora à de Raduan Nassar. ¿É o livro mais triste e mais bonito que li pelo menos nestes últimos dois anos! Raduan Nassar que se cuide, porque você foi muito mais fundo!¿, escreveu a paulista. Na trama, o professor universitário Inácio, assombrado pelo seu passado, resolve deixar para trás a mulher, a filha, os alunos e a literatura para voltar à fazenda Perdição, onde nasceu e viveu até os 18 anos, quando foi expulso de lá pelo pai. No local, restam apenas o autoritário patriarca da família e a criada Damiana, que ali passou toda sua vida. O texto é construído em primeira pessoa, mesclando passagens em diferentes tempos. Da descrição da viagem recente à Perdição, Inácio passa às memórias de sua chegada à cidade grande, décadas atrás. Do mesmo modo, é a partir do reencontro de cenários de sua infância que redescobre na memória histórias da convivência com a mãe, irmãs e outros familiares que habitavam a casa onde cresceu. Romance, Tordesilhas, 152 páginas, R$ 30

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