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Ponto de encontro16/08/2016 | 06h16Atualizada em 16/08/2016 | 09h49

Jogadores estão redescobrindo Santa Maria com Pokémon GO

Monumentos, estátuas e locais que, antes, passavam despercebidos, agora, viraram ponto de encontro dos fãs do fenômeno mundial

Jogadores estão redescobrindo Santa Maria com Pokémon GO Germano Rorato/Agencia RBS
Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

O jogo Pokémon GO, game de realidade aumentada de sucesso mundial, está fazendo jovens, adultos e crianças descobrirem (ou redescobrirem) suas cidades. Isso porque, para caçar os monstrinhos e ganhar itens do jogo, como as pokebolas (bolinhas onde os Pokémons são capturados), os jogadores precisam visitar os lugares indicados pelo mapa do aplicativo. Esses locais são chamados de Pokestops e ficam em pontos turísticos da cidade, próximos a monumentos históricos, estátuas, entre outros.

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Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Em Santa Maria, esses espaços viraram ponto de encontro dos jogadores de Pokémon. Na Avenida Rio Branco, por exemplo, onde existem alguns Pokestops (como os Prédios Históricos, Marco Comemorativo aos 100 anos do Colégio Franciscano e a Placa com Carta Testamento de Getúlio Vargas), é possível encontrar dezenas de pessoas reunidas, caçando os bichinhos, em diferentes horários do dia. O mesmo acontece na Avenida Presidente Vargas (onde ficam a Locomotiva, a Biblioteca Pública e alguns monumentos próximos ao Hospital Caridade) e no Campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Camobi, que também viraram pontos de encontro. 

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Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

De acordo com as amigas Teresa Kuerek, 23 anos, e Juliana Moraes, 13, que se conheceram jogando Pokémon GO na Avenida Rio Branco, o jogo está despertando a atenção das pessoas para a cidade e sua história.– Eu nunca havia reparado nesses monumentos e locais históricos antes do App. Quando o jogo mostra um local que não sei onde é, fico me perguntando, tentando lembrar, vou atrás e vejo onde é. Assim, acabo conhecendo os lugares – relata Juliana, que chega a ficar cerca de seis horas por dia jogando.Teresa, que antes passava muito tempo dentro de casa, acha o jogo muito legal pelo fato de levar as pessoas para as ruas. Dessa forma, os jogadores melhoram o seu jogo, conhecem a cidade e novas pessoas.
– Muita gente que se sentia sozinha e depressiva está encontrando no jogo uma forma de se distrair e ainda fazer amigos – afirma Teresa.

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Na Avenida Presidente Vargas, William Zotteli, 19 anos, e Matheus Brum, 23 anos, nascidos em São Sepé, contam que estão conhecendo Santa Maria com o auxílio do jogo de realidade aumentada. Willian, que mora em Santa Maria há oito meses, diz que não havia reparado nos monumentos históricos e nem costumava frequentar as praças da cidade. Mas, em função do game, ele e o amigo saem e passam cerca de duas horas por dia nesses pontos em busca de Pokémons e conhecendo outros jogadores.Matheus, que mora em São Sepé, está aproveitando a visita ao Coração do Rio Grande para jogar bastante. Segundo ele, em sua cidade, não existem Pokestops. Ou seja, quando terminam as pokebolas, não há onde ganhar os itens. Por isso, cada passada por monumentos históricos e pontos turísticos de Santa Maria é importante para conhecer mais da cidade e encher sua mochila virtual de itens do jogo. 

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Em Santa Maria, os fãs do game estão se organizando e até criaram um evento no Facebook, intitulado 2ª Caçada Pokémon, que vai acontecer neste domingo, às 13h30min, na UFSM.

Jogadores preocupados com a segurança

Foto: Germano Rorato / Agencia RBS

Jogar (ou caçar) em um grupo de, no mínimo, três pessoas. É a principal dica que o santa-mariense Guilherme Pain, 24 anos, dá aos jogadores que, assim como ele, costumam ir atrás de Pokémons no centro da cidade. Segundo ele, a segurança pública, em especial na Praça Saldanha Marinho e na Avenida Rio Branco, está deixando a desejar. Ele relata ter presenciado, nos últimos dias, assaltos a pedestres em plena luz do dia. – Não tem horário. Pode ser 15h ou 16h, se a pessoa está sozinha, andando e olhando fixo para o celular, os caras chegam, pegam o o aparelho e saem correndo. Ainda hoje, encontramos um facão escondido em um dos canteiros aqui da praça. Infelizmente, não temos segurança nem durante o dia – reclama o jogador. 

Confira alguns locais da cidade que são Pokestops onde os jogadores se reúnem para jogar Pokémon Go:


 
 

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