Cronistas do Diário: O ouvido do eleitor, por Diomar Konrad - Cultura e Lazer - Diário

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Opinião03/08/2016 | 07h02Atualizada em 03/08/2016 | 07h02

Cronistas do Diário: O ouvido do eleitor, por Diomar Konrad

Cronistas do Diário: O ouvido do eleitor, por Diomar Konrad Reprodução/Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

Pode ter sido coincidência ou de propósito. Na edição de segunda-feira deste periódico, ao lado dos nomes que compunham as nominatas de candidatos a prefeito e vice, estava uma propaganda de aparelhos auditivos. Deduzi o feito como uma oportunidade de mercado, aproveitada pela empresa, para que renovemos a tecnologia de escuta para ouvir as propostas que vêm por aí. Afinal, serão oito candidaturas, e os aparelhos terão que ser bons mesmo para poder diferenciar o que cada um defende.

Os referidos aparelhos, penso eu, devem contar com tecnologia suficiente para nos proteger dos ruídos e dissabores que toda campanha provoca, adaptado, é claro, aos diferentes clientes. Tem gente que não aguenta nem sequer um minuto de propaganda partidária. Outros, com menor sensibilidade, conseguem chegar ao final do programa. Há, é claro, uma minoria que não se cansa de ouvir e até grava para ver de novo. Não devem ser levados em consideração aqueles que ouvem por dever profissional, pois estão trabalhando em suas respectivas campanhas.

Mas o que exigir de um aparelho auditivo em tempos eleitorais? Que eles sejam potentes o bastante para que não se confundam ideias e se diferencie quem é candidato a prefeito ou vereador? Que ele não provoque chiados quando o candidato que está falando na hora não é de sua preferência? Que ele não se deixe levar por propostas enganosas, analisando o tom de voz de seu proponente?

Em face da crescente falta de interesse da população pela política (tirando os militantes e mirritantes) e das constantes denúncias de corrupção neste meio, creio que um vendedor de aparelhos auditivos poderia encontrar oportunidade melhor de anunciar seu produto, visto que muitos não querem nem falar, nem ouvir em política.

Mas, e se tudo tiver sido apenas uma coincidência? A página pode ter sido comprada antes da pauta ter sido definida e não ter nenhuma relação com a recorrente proposta de que os candidatos agora estão preocupados em ouvir mais a população. Nesse caso, talvez apenas eles pudessem estar interessados nos aparelhos. Como são um pouco mais de 250, somando todos os candidatos, uma mala-direta resolveria o problema.

 

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