Cronistas do Diário: Linha do tempo, por Orlando Fonseca - Cultura e Lazer - Diário

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Opinião23/08/2016 | 07h13Atualizada em 23/08/2016 | 07h14

Cronistas do Diário: Linha do tempo, por Orlando Fonseca

Cronistas do Diário: Linha do tempo, por Orlando Fonseca Reprodução/Reprodução
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Retrocedendo mil anos, chegamos a MXVI no calendário gregoriano, o ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, 1016, que, à semelhança do atual, foi bissexto. Os eventos registrados pelos cronistas estão relacionados a reis e senhores feudais. Era a Idade Média, e não tinham acontecido ainda os grandes descobrimentos e a revolução da imprensa de Gutemberg. A medicina misturava práticas místicas com infusões de ervas e raízes. Mas, é nesse mesmo período, que o feudalismo entra em transformação: a exploração camponesa torna-se intensa, e a grande produção agrícola leva à comercialização do excedente. Combinada ao evento das Cruzadas, esboça-se uma abertura para o mundo, quebrando-se o isolamento do feudo. Nos séculos seguintes, desenha-se o mundo moderno: renascimento, reforma, sociedade burguesa, o surgimento dos estados-nações, as repúblicas e as revoluções industriais. No século passado, tivemos duas grandes guerras, Guerra Fria, corrida armamentista, conquistas espaciais, revolução dos costumes, liberação sexual, cibernética, mundo digital, HIV, H1N1. O atual século 21 começou com o ataque às torres gêmeas e a globalização das redes sociais.

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Avançando mil anos, em 3016, uma provável busca sobre o Brasil pode dar em nada. Difícil imaginar o que terá sobrado com as ¿mudanças¿ ocorridas no ano corrente. Talvez uma Amazônia empenhada para pagar a dívida externa, o Aquífero Guarani esgotado pela extração internacional. Olhando daqui, com a pretensão de cronista literário, é impossível dizer algo sobre o fim da história (aquele do Fukuyama). De algum detalhe sobre as manobras políticas tidas e havidas ao longo do ano atual, será possível deduzir que houve o triunfo do capitalismo, da economia de mercado, do neoliberalismo? As ¿inteligências¿ políticas triunfantes falam em nome de um processo legitimado à brasileira, com gambiarras jurídicas, a fim de derrotar um modelo que privilegia a proteção ao assalariado, a inclusão social e a democratização da riqueza do país.

Os supostos analistas no futuro saberão distinguir as bases de tal vitória, de resto, já execrada na atualidade por especialistas do mundo todo? Mas o tamanho do desastre inferido das ruínas dimensionará o significado da grande questão semântica dos dias atuais. Será a tese central do ocorrido ou será apenas uma nota de rodapé da história o que houve com a 36ª presidente da República? No entanto, o certo é que algo vai perdurar desta guerra retórica: foi golpe ou foi impeachment?

 

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