Cronistas do Diário: Estar vivo faz a diferença, por Jumaida Rosito - Cultura e Lazer - Diário

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Opinião26/08/2016 | 07h06Atualizada em 26/08/2016 | 07h06

Cronistas do Diário: Estar vivo faz a diferença, por Jumaida Rosito

Cronistas do Diário: "Querida afilhada", por Jumaida Rosito Arte DSM/Não costumo falar de atualidades, meu negócio são as sentimentalidades, mas, se o assunto me atropela, não há como negar-lhe passagem. Pois, de olho no que pulsa por aqui, li no Diário que segurança é prioridade para a população de 14 dos 41 bairros de Santa Maria. No cômputo geral, essa questão, e o clamor por infraestrutura viária adequada, batem, de longe, o anseio por qualificação da saúde, saneamento e educação. 

Entendo assim: estar vivo e garantir o sagrado direito de ir e vir são impulsos inerentes a todos nós. Logo que me inteirei das bandeiras dos prefeituráveis, fiquei um pouco assustada; nossos dois assuntos mais urgentes pareciam acomodados sob guarda-chuvas de intenções, com nomes um pouco vagos. A participação deles no programa da Rádio Gaúcha SM foi elucidativa, mas certas coisas ainda me inquietam: será que estou procurando chifre em cabeça de cavalo ou Santa Maria anda mesmo com medo, e o socorro é urgente!?

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Por exemplo, indiferentes ao discurso dos candidatos (aliás, pertinente) sobre armar ou não a Guarda Municipal, foi com armas que criminosos invadiram a casa de meu vizinho, rendendo sua família, o que nos fez decorar nossos muros com fios elétricos e cercas-ouriço. Também estavam armados os quatro indivíduos que atacaram o ônibus da linha Universidade, a mesma que meus filhos utilizam todos os dias. Temi pelo meu vulnerável menino da muleta azul. Esses mesmos indivíduos haviam sido detidos, desarmados e liberados pela Brigada Militar no dia anterior; a mesma Brigada que teve seu efetivo reduzido em 80 homens, deslocados que foram para apoio da Operação Avante, em Porto Alegre!

Li que um grupo de pessoas com o rosto coberto estourou coquetéis molotov na Praça Saturnino de Brito, saindo impunes da barbárie, impunidade apontada por um comandante da polícia militar como uma das causas da escalada de violência em nossa cidade. Eu li tudo isso no jornal. Assim como li que as drogas já estão sendo distribuídas por drones e que uma facção de nome horroroso já está instalada entre nós. Vi, ainda, a charge do Elias chamando atenção para nossos seis assaltos em sete horas, um recorde nada olímpico. Posso estar assustada em demasia, mas parece que, enquanto conversamos sobre a mitigação da violência com ações sociais, a brutalidade passa a galope, ganhando espaço.

Eu me sinto em desvantagem e, nesse sentido, pretendo considerar ações efetivas e proativas defendidas pelos candidatos. Posso estar enganada, mas a preservação da vida é prioridade. Estou ciente da precariedade no saneamento básico, da agonia aviltante do sistema de transporte público e da saúde, da carência por creches, trabalho ou espaços de lazer, mas, antes de tudo, precisamos de vida para fazer a diferença. 

 

passa a galope, ganhando espaço.

Eu me sinto em desvantagem e, nesse sentido, pretendo considerar ações efetivas e proativas defendidas pelos candidatos. Posso estar enganada, mas a preservação da vida é prioridade. Estou ciente da precariedade no saneamento básico, da agonia aviltante do sistema de transporte público e da saúde, da carência por creches, trabalho ou espaços de lazer, mas, antes de tudo, precisamos de vida para fazer a diferença. 

 

 

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